Publicidade da Caixa Suspensa para exibição de Machado de Assis branco

Machado de Assis está para a literatura como Pelé está para o futebol. Que simples. O escritor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839 e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cátedra nº. 23 da Academia Brasileira de Letras.

Machado de Assis foi cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, romancista, romancista, crítico e ensaísta. Somente gênios podem passar por tantos gêneros assim.

Nas últimas semanas, a Caixa Econômica Federal veiculou um anúncio com um Machado de Assis branco. O fato é que o escritor nunca foi branco.

Ao perceber o erro, a Caixa informou que havia suspendido a veiculação de seu anúncio na TV.

O Banco pediu desculpas a toda a população e, em particular, aos movimentos ligados às causas raciais.

Os críticos afirmam que Machado de Assis foi “urbano, aristocrático, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Ele faleceu do nacionalismo, tendo sempre ambientado suas histórias no Rio, como se não houvesse outro lugar…. A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica. … A sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra realista parnasiana, quando desenvolveu um estilo inconfundível desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, somados à desconfiança da razão (em seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que ele se distancie de seus contemporâneos ”.

Eu me pergunto se os diretores da CAIXA e da agência de publicidade que criou o vídeo já leram alguma coisa de Machado de Assis. Certamente não. O que em todos os aspectos é uma pena.

Por fim, recomendo a leitura de algumas obras do grande gênio afro-brasileiro (!): Ressurreição, 1872; A mão e a luva, 1874; Helena, 1876; Iaiá Garcia, 1878; Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881; Quincas Borba, 1891; Dom Casmurro, 1899; Esau Jacob, 1904; Memorial de Aires, 1908.

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Agenda:

4 de outubro – Lançamento do livro “Eu morri há muito tempo” no “Outubro Literário” – Indaiatuba / SP

15 de outubro – Lançamento do livro “Eu morri atrás” na Livraria Nobel – Salto / SP

15 de novembro – Lançamento do livro “Eu morri faz time” no I Encontro das Academias de Letras e Entidades Literárias do RMC – Engenheiro Coelho / SP

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