Editora Landmark processa blogueira Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio

A tradutora e blogueira Denise Bottmann, do blog Não Gosto de Plágio, foi uma das citadas em uma ação judicial aberta pela Editora Landmark também contra a blogueira Raquel Sallaberry Brião.

Também, segundo Denise, a ação cita o Google e um provedor. No que diz respeito às blogueiras, o objetivo é tirar os blogs do ar e obter uma indenização por calúnia. O processo corre na 4ª Vara Cível do Fórum Regional de Santana, e o número do processo é 001.09.135047-7 (link).

O blog de Denise é dedicado ao combate ao plágio de traduções e os posts que teriam motivado o processo seriam os seguintes, publicados entre janeiro e março de 2009:

Por email, Denise contou-me:

A Landmark queria antecipação de tutela, ou seja, que o juiz determinasse a retirada dos blogs antes mesmo de julgar o mérito das alegações sobre as pretensas calúnias.

Mas o juiz deu um despacho negando a antecipação da tutela. (…) os argumentos usados pelo juiz: “questão complexa, envolve discussão sobre liberdade de expressão e crítica na internet, matéria não pacificada etc.”

Segundo Denise, a editora pediu publicidade restrita ao juiz, a fim de que o caso não tivesse divulgação, invocando “direito de esquecimento”. No entanto, Denise conta que o juiz não se manifestou sobre esse pedido. Portanto, a acão pode sim chegar aos meios de comunicação para ser debatida por todo o público leitor, tradutores, blogs e demais mídias sociais, como merece todo assunto de interesse da sociedade democrática.

0 resposta para “Editora Landmark processa blogueira Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio”

  1. issamu disse:

    Merece ser divulgado como nunca! Esse povo não aprende mesmo.

  2. Fellipe disse:

    Merece (e vai) ser muito divulgado, =)

  3. Corrigindo, o processo está em andamento na 4ª Vara Cível do Fórum Regional de Santana, o nº do processo é 001.09.135047-7 (www.tj.sp.gov.br).
    Os autores não são só a Landmark mas também o tradutor que foi citado pelos plágios.
    Esse caso tem que ganhar a mídia com vasta divulgação para todos ficarem sabendo dos crimes cometidos pela editora.

  4. Robert Finnegan disse:

    Denise sempre se mostrou corajosa – uma pequena Davida frente aos Goliases da vida!
    Força!

  5. Duda Itajahy disse:

    Gente, isso é um absurdo! Já divulguei pelo twitter e continuo divulgando. Nego tem que aprender que não é assim. O poderio do emissor acabou. Esse papo de processar blog é ridículo!

  6. Essas coisas só queimam o filme da empresa…

  7. Leo Cabral disse:

    É triste mas elas bateram de frente com um muro de alvenaria antigo, sólido e insidioso. Se não tiverem ferramentas de demolição certas estão lascadas…

  8. Denise:

    Conte com minha solidariedade.

  9. Já divulguei e continuarei divulgando!

  10. Thiago disse:

    Clichês: a corda sempre quebra do lado mais fraco, mas um cordão de três dobras é mais forte.

    Divulgado :)

  11. Eduardo Siemann disse:

    Pow ainda o cara quer sair por cima, q isso fifty-four = 54 e ele me copia errado tbm 55 O.o 1 pessoas ler four e entender five tudo bem, mos o cara tbm ai complica
    He […] at fifty-four, was still a very fine man.
    Ele […] aos 55 anos, ainda era um homem muito atraente. (isabel sequeira)
    Ele […] aos 55 anos, ainda era um homem muito atraente. (fábio cyrino)

  12. Xandre Lima disse:

    Estou fazendo minha parte. Já divulguei nos meus canais de redes sociais. Isso é um absurdo, a Landmark deveria ter vergonha… E claramente ainda queria esconder o ocorrido.

  13. Mi Müller disse:

    Báh Alessandro não acreditei quando li o email que a Denise mandou, já fiz um post no bibliophile também!

    estrelinhas coloridas…

  14. Joana Canêdo disse:

    Era só o que faltava: o criminoso tentar calar a boca de quem está denunciando e divulgando o crime. E para tanto alegar um “direito de esquecimento”! Onde fica nosso direito à informação? Nosso direito à memória? Nossa liberdade de expressão?
    Todo o meu apoio à Denise e a seu impressionante trabalho em prol da cultura brasileira, da legitimidade literária e dos leitores em geral. Tudo o que queremos enquanto leitores é ler bons livros, com boas traduções, em edições de qualidade, bem editadas, bem revisadas, bem impressas e sobretudo não forjadas, não plagiadas, com os devidos créditos a quem tanto trabalhou para produzir a obra.
    Joana

  15. Raquel disse:

    Caro, Alessandro
    agradeço.
    Ainda não recebi a notificação judicial mas publiquei uma nota de esclarecimento.

  16. Tauil disse:

    Vou preparar uma postagem sobre isso no meu blog novo. Toda a força necessária à Denise.

  17. Alinde disse:

    Claro que já divulguei e vou continuar divulgando o acompanhamento do caso… e a Landmark entrou pra minha lista negra de editoras, depois dessa (ainda bem que não tinha nada dela, e agora que não vou ter mesmo na minha estante..)

  18. Não é a primeira vez que isso acontece, e não somente no Brasil. Produtoras, empresas e autores parecem ter achado a brecha onde a constituição permite punir quem fala aquilo que pensa. No final das contas a constituição é um reflexo complexo daquilo que é uma determinada sociedade e seus comportamentos. Você conhece determinado tema, deseja conversar a respeito, usa um veículo que permite a interatividade com outras pessoas e meios, mas é punido por o fazer. No fim, o comportamento reflexo da sociedade é: Pense, mas não fale. Fale, mas não diga o que pensa. Em poucas palavras, fale bem ou é melhor ficar quieto. A decisão que a sociedade precisa tomar é muito simples, decidir pela Internet ser um veículo livre, pois não existe como punir somente alguns setores da rede. Ou, concordar com as crescentes investigações.

    Lembrar que é o desejo de todo poder controlar, findar ou remediar toda fonte revolucionária. Foi assim com a televisão o rádio e está assim com a internet. Quem hoje diz o que pensa na rádio? A ilusão é achar que a internet é livre, quando até para acessa-la pagamos a uma empresa.

    Quanto a ‘Censura’, é uma palavra quase mítica, pois fica implícito que só existe censura quando existe uma ditadura. Será? Será que a legislação pode legitimizar a censura? Se o fizer, não seriam as mesmas coisas, a censura democrática e a censura ditatorial?

    Não sei quanto a vocês, mas censura será sempre censura. E só veta, coíbe ou ameaça aquele que tem algo a esconder. Portanto, se os comentários no blog geraram tal ação, é porque o autor (ou autora) acertou em cheio. Bem no meio da ferida.

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