A História Sem Fim, de Michael Ende e o poder intraduzível dessa narrativa

Notável que eu tenha demorado tanto para ler A História Sem Fim, de Michael Ende. Notável também que se fale tão pouco dele e de seu livro. Quase todo mundo viu a versão para cinema, de 1984, de Wolfgang Petersen, que é um filme certamente encantador.

Facilmente, dando uma busca na internet, encontra-se o termo “A História Sem Fim” a associado a outros tais como “marcou minha infância”, referindo-se ora ao filme ora ao livro. É a história do menino Bastian Baltasar Bux que lê um misterioso livro que roubou de uma ainda mais misteriosa livraria. Ele – vivido por Barret Oliver, na época um jovem ator e hoje fotojornalista (fonte) – se vê tomar parte da história que lhe é narrada, salvando um mundo chamado Fantasia que, então, corre o risco de ser destruído por uma entidade chamada O Nada.

O filme

Mas garanto: o filme, embora seja excelente e me trazer boas lembranças, está muito abaixo do proposto por Ende. Tanto que, se o artigo da Wikipedia não estiver errado, ele processou a produção e, embora tenha perdido, conseguiu que tirassem seu nome dos créditos.

Apesar disso, repito, o filme é encantador – se quiser matar a saudade ou tiver curiosidade, há sites com cenas, fotografias e outros materiais.

Não são os efeitos visuais limitados da época que o colocam abaixo do esperado. Não é esse o motivo. Acontece que o roteiro tinha uma terrível tarefa e não conseguiu transmitir toda a força da mitologia criada por Ende. E eu, que costumo relevar quando a tela deixa de seguir a risca o que está na página, preciso admitir. Nesse caso fez diferença.

Ainda que, como os fãs de Ende querem, A História Sem Fim tenha direito a uma produção à altura de sua magnitude – a exemplo do que aconteceu com O Senhor dos Anéis, de Tolkien – é exigir demais de qualquer diretor a reprodução do poder que mora nas páginas desse livro.

Na verdade, isso vale para qualquer livro. Mas nesse caso, façamos um trato e elevemos esse teorema de impossibilidade à terceira ou à quarta potência.

Atreiú e Gmork na cidade abandonada

Como traduzir para os fotogramas o momento quando Atreiú – herói da história que Bastian lê – encontra Gmork, personificação do Nada, disposto a matá-lo, em uma cidade em ruínas?

Não há como reproduzir o diálogo a um só tempo filosófico, claro e simples – lembre que trata-se de um livro para “crianças” – sem se tornar enfadonho no cinema.

Os dois debatem, nessa hora, num diálogo em que rondam a morte e a desintegração – tal como quando Hamlet encontra a caveira de Yorick – sobre o que seria o Nada e como os seres de Fantasia ao serem consumidos por ele, indo ao mundo dos homens, se transformam em mentiras. Diz Gmork:

– Calma, pequeno louco, rosnou o lobisomem. Quando chegar a sua vez de saltar para o Nada, você se transformará também num servidor do poder, desfigurado e sem vontade própria. Quem sabe para o que vai servir. É possível que, com sua ajuda, se possam convencer os homens a comprar o que não necessitam, a odiar o que não conhecem, a acreditar no que os domina ou a duvidar do que os podia salvar. Por seu intermédio, pequenos seres de fantasia, fazem-se grandes negócios no mundo dos homens, desencadeiam-se guerras, fundam-se impérios…

Como é o caso do amor à terra natal, quando pervertido pelas tendências nacionalistas. Note que Ende é um dos autores de maior sucesso do pós-guerra na Alemanha.

Esse capítulo em especial é uma espécie de síntese do livro que, além de divertir, é claro, mostra como facilmente deixa-se de acreditar nas fantasias e passa-se a acreditar com ainda maior facilidade em mentiras.

A história de Ende demonstra assim como esses dois processos estão ligados.
Para voltar a esse tema, mas com uma outra abordagem, uma boa pedida é o livro de Salman Rushdie, Haroun e o Mar de Histórias, que foi uma forma de o escritor indiano explicar ao filho por que perdeu a liberdade de expressão.

A música tema

A música tema é inesquecível, apesar do teclado e dos arranjos característicos daquela época. Tenha um pouco de paciência com a bateria de karaokê porque a letra e a melodia demoram para começar. Muitos, como eu, sonharam voar sobre as nuvens, e sob essa melodia, nas costas do dragão da sorte Fuchur (no filme, chamado de Falkor).

A força das imagens

As imagens de Michael Ende são fortes. Elas se concretizam por assim dizer. O infinito e o eterno têm representações marcantes, dignas de um registro de Borges, escritor obcecado por esses temas.

Veja por exemplo a descrição das Montanhas do Destino:

Nesta região não se aventuravam nem os mais ousados alpinistas. Ou melhor: já fazia tanto tempo que ninguém as conseguia escalar, que ninguém se lembrava mais de quando isto acontecera pela última vez. Pois essa era uma das muitas leis imcompreensíveis de Fantasia: as Montanhas do Destino só podiam ser conquistadas por um alpinista quando aquele que o fizera pela última vez tivesse sido completamente esquecido e quando já não existisse nenhuma inscrição em pedra ou metal que desse testemunho do seu feito. Por isso, quem conseguisse levar a cabo tal proeza seria sempre o primeiro.

Uma idéia simultaneamente bela e angustiante. Aniquila qualquer desejo ou possibilidade de posteridade sem, no entanto, ser niilista. A história é cheia de coisas desse gênero.

Ação e descrição

Quando Ende descreve, você vê, você enxerga, e tais descrições, dinâmicas, se materializam nos olhos do leitor. Por outro lado, as passagens com mais ação não ficam borradas ou por demais estáticas. As letras têm movimento. E há muita ação.

Todo leitor, como se sabe, é uma espécie de cego e depende do bom trabalho do escritor, que serve de guia, assim como Virgìlio o foi para Dante na Divina Comédia. O escritor não deve deixar seu leitor perdido ou desorientado. Isso é o mínimo. Mas quando o passeio se torna divertido, saímos do terreno dos guias turísticos e entramos no território da Literatura com L maiúsculo, volutas e detalhes em dourado.

Uma curiosidade

Uma curiosidade, para quem ainda não leu o livro, é que os momentos em que as coisas ocorrem no mundo de Fantasia – isto é, quando lemos o que Bastian lê – as letras têm uma cor. Quando ocorrem no mundo de Bastian – e lemos o que ele não lê -, têm outra.

É mais ou menos o que acontece quando encontramos esse livro. Antes, o mundo tem uma cor. Depois, outra. Esse é o poder dos grandes livros. Transformar o mundo.

Não o mundo todo, mas o que está a nossa volta.

A não ser que o Nada já tenha nos tocado.

55 respostas para “A História Sem Fim, de Michael Ende e o poder intraduzível dessa narrativa”

  1. Ivan disse:

    Nunca tive o prazer de ler o livro por completo. Mas lembro-me do filme e do desenho. São poucos os filmes que conseguem chegar perto do poder quase que insuperável da imaginação proporcionada pelas páginas de um livro. Se o livro te proporciona imaginar e estar presente em cada momento, não há filme ou diretor que chegará a frente de um livro.
    Senhor dos Anéis eu nunca tive saco pra ver o filme, deve ser umas 343 horas. Preferi ler a obra completa. hahahaha. Devo ser um dos poucos que preferiram isso. Mas ta. Estou doente, no caso é a falta dos remédios que tanto tomei. Mas parei com eles, agora sou limpinho de calmantes, tenho que conversar um negocio em particular contigo meu amigo, mas isso te mando um email.

    Abraços, do Ivan

    Resposta: Na verdade, creio que a recíproca é verdadeira. Um livro também não tem a capacidade de colocar em suas páginas a força de uma imagem projetada na tela… sempre é bom encarar os dois meios como duas coisas diferentes. Um livro é um livro, um filme é um filme. É impossível compará-los. Por isso, como eu disse no artigo, costumo relevar essas diferenças.

  2. Ivan disse:

    Concordo, mas é que sigo a coisa de que nem sempre uma imagem vale por mil palavras. Como inumeras vezes vale, vezes sim vezes não. Depende de inumeros fatores. Mas nada é melhor que a imaginação humana.

    Resposta: possivelmente a imaginação das girafas, cujas idéias estão sempre nos mais altos níveis.

  3. Existe ainda o livro em português? Procurei uma vez e estava esgotado. Seus livros tem passagens encantadoras. A História, aliás, acho que foi o primeiro filme que vi no cinema.

    Resposta: Que boa estréia no cinema… eu comecei com Tom e Jerry, numa matinê. Nem lembro. Meu pai é que conta. Acho que tem nas livrarias sim. É só dar uma busca por aí ou clicar no meu “Serviço:” abaixo do artigo :-)

  4. Vc curtiu a edição nacional, com aquela cor vermelha? Gostos. Eu não curti.

    Mas vim aqui mesmo é pra dizer pra vc e os seus assistirem ao filme O Labirinto do Fauno. Tem a ver com o livro que você comenta. Sobre o Nada triunfando sobre a Fantasia.

    abs

    Resposta: Eu curti, claro que curti. Não me incomodou em nada a cor vermelha, puxando para terra, alternada com a verde. Alguma edição é diferente disso?

    Há um filme desse livro também, não? Quero ver se já está na locadora…

  5. Fabiana disse:

    Eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro. Como a grande maioria, assisti apenas o filme algumas vezes. Mas depois destes seus comentários irei incluí-lo na minha “fila”.

    Resposta: E, olha, recomendo dar a vez uns lugares à frente nessa fila… não vai se arrepender. Depois me conte o que achou…

  6. Mais um que não leu o livro. Se o filme, que agora dificilmente passa na famigerada “Sessão da Tarde”, já é extraordinariamente envolvente, o livro deve ser daqueles que você começa a ler quando noite cai e quando percebe o dia já está nascendo.

    Resposta: o livro é bem desses. Por sorte eu estou lendo com a Júlia e, portanto, ele tem sido saboreado aos poucos. Mastigamos bem antes de engolir.

  7. corvo disse:

    Olá, conheci teu blog hoje e já assinei o feed. Não li o livro ainda mais confesso que estou louco para devorar as tais paginas. Estou precisando ler algo mesmo e dar um tempo com os blogs.

    Concordo contigo quando falas sobre as versões compactas de grandes livros. Até n’O Senhor dos Anéis eles cortaram cenas importantíssimas do livro. Tolkien foi um mestre. O mundo imaginário que ele criou, as criaturas.. não é pra qualquer um. Bem acima do ‘mago’ Paulo Coelho, com o saco gelado no chão de tanto a globo puxar.

    Assinei o feed na hora. Gostei do teu estilo e nota-se a diferença na escrita de quem lê frequentemente.

    Resposta: Seja bem vindo, meu caro corvo (seria o do poema de Poe?)

    Minha opinião sobre adaptações, no geral é a seguinte. Não há como comparar, em geral, livros e filmes. São duas coisas diferentes. Na verdade, gosto de pensar como duas coisas separadas mesmo, como se não tivessem uma a ver com a outra. Isso por conta de que a narrativa não cabe nas duas ou três horas de uma exibição. Então ausência de cenas, para mim, pelo menos, são perdoáveis.

    Mas no caso do livro de Ende, há um poder nas palavras e no jeito de contar que as imagens deixaram para trás. É o caso de dizer que uma palavra, em A História Sem Fim, vale por mil imagens.

    Abraços,
    do Alessandro.

  8. corvo disse:

    Já ouvi falar do Poe eheh mais nunca li.
    É lógico, o filme tem seus efeitos e limites, é para encantar e resumir. Já nos livros, o leitor tem tempo.. e é guiado pouco a pouco pelo autor.

    Algo bem legal que fiz e recomendo é ler os livros e depois ver a versão em filme. Quando vc lê, fica imaginando as paisagens, os personagens. E nada mais interessante do que ver se o que você estava imaginando bate com a idéia do diretor. Fiz isso com Senhor dos Anéis. E foi uma surpresa a cada cena. Nem ligava de saber o final.
    Abraço

    Resposta: Como eu sempre digo, o final é o que menos interessa em um filme ou um livro, geralmente. O mais importante é como você foi levado até ali…

  9. Bela pedida Ale. Vou comprar o livro. Acho que um escritor de fantasia que se preza tem de ler o livro que narra a destruição de “Fantasia”, certo? Para saber evitar que assim aconteça. Abraços.

  10. k disse:

    um comentário retardatário…

    ganhei esse livro de um médico-amigo que tinha um amigo suíço que morreu. a família tentou dar todos os livros e não deixou que esse médico-amigo meu pegasse quase nada. pegou uns livros sobre religiões, dessas coleções tipo das que a gente compra em banca, e a “história sem fim”. confesso que tinha muito preconceito com ele pq na alemanha o filme foi um sucesso pra adolescentes. só se falava nele. vi só um pedaço e achei que o livro ia ser a mesma coisa. não ruim, mas pra adolescentes, coisa enlatada.

    e aí ganhei o livro em alemão, numa edição linda e com várias coisas anotadas e sublinhadas. esse médico-amigo não entende alemão e me falou que não sabia o que ele tinha marcado, mas que achava que o livro estaria bem em minhas mãos.

    e aí devorei o livro. e passava os dedos sobre as anotações e os sublinhados tentando entender por que um homem pouco antes de morrer tinha feito exatamente essas marcas todas e o que ele pensava do que marcou. concordava com essas passagens, acredito. ou achou bonitas.

    e me encantei qdo descobri que, no meio de tudo que ele tinha assinalado, tinha uma linha condutora: ele morreu ainda menino. e isso me aliviou de certa forma.

  11. Um comentário retardatário, mas que acrescentou bastante, K… ah… e o filme é bom… marcou bastante minha infância. Adoro aquela trilha sonora também… Beijos!

  12. Não vai se arrepender, Albarus. Recomendo mesmo. Abraços!

  13. Helena disse:

    Belíssimo texto!!!
    História sem Fim foi defitivamente, um dos filmes que mais mexeu comigo. Marcou “di com força”, hehehehe, minha infância. Como ele, só mais dois filmes me marcaram: E.T. e Labirinto. Tenho os DVDs, e hoje, aos 33 anos de idade, ainda me emociono assistindo a esses filmes.
    Espero ainda encontrar o livro… Acredite se quiser, não sabia da sua existência… Hoje, procurando informações sobre Noah Hathaway (o Atreyu do filme) na internet (porque ontem, ganhei esse DVD e assisti ao filme pela “enésima” vez), fiquei sabendo que existia o livro!! Vou correndo atrás de um pra mim. Mas por mais que o livro seja O LIVRO, hehehe, tenho certeza de que não irá superar o encanto que o filme me causou. Aquilo foi único…
    Parabéns pelo seu texto, está maravilhoso!

  14. Priscila disse:

    Gente, não sei onde moram, mas se forem do rio, procurem na Livrairia da Travessa. Achei ele lá – na verdade, “ele” me achou – enquantocomprava livros para faculdade. Lembrava-me vagamente do filme, vi muito pequena e a versão recente é muito bobinha, mas sabia que a história era envolvente… como amante de histórias infantis, não resisti a força do AURIN e não me arrependi. Enfim, é ótimo.
    Alessandro, sabe me dizer se as “outras histórias” foram finalmente “contadas em outra ocasião”?
    E na discussão filmeXlivro: é sempre bom ver os dois lados da coisa. Eu prefiro ver o filme e depois ler o livro, pelo prazer que as informações que foram deixadas de lado, se tornem um “a mais” para mim e não o contrário. Por outro lado, alguns dizem que isto prejudica a imaginação do leitor, pois já está com a imagem pré-formada da história.

    abraços
    Priscila

  15. Henrique de Castro disse:

    Sou adovogado e tenho habito de let conteudo academico e filosofico. Um dia desses, por acaso, me deparei com esse livro em um shopping. Comecei a ler em um momento de puro ocio, sem qualquer expectativa.
    estou mais ou menos na metade do livro, e confesso que estou impressionado. O livro e muito bem escrito e muito metaforico. Estou lendo em alemao, e percebo muitas alusoes a filosofia alema comteporanea de Nietzshe e schopenhauer. Quanto ao filme, pretendo assistir em breve. Ele foi feito um ano antes do ano em que nasci, e ainda, andei lendo por ai que Ende nao ficou satisfeito com o resultado, logo tenho expectativas moderadas.
    Esse livro pode e deve ser lido por pessoas de todas as idades. Estou encontrando um pouco de dificuldade para achar a versao em portugues aqui na alemanha, mas me foi dito que posso achar em berlim. Parabens pela oportunidade dada para discutir esse assunto. abraco a todos

  16. barbara disse:

    esse filme foi o melhor que ja assisti
    e muito bom e exelente eu amei adorei achei tudo e o melhor filme que tenho

  17. Belíssimo texto!!!
    História sem Fim foi defitivamente, um dos filmes que mais mexeu comigo. Marcou “di com força”, hehehehe, minha infância. Como ele, só mais dois filmes me marcaram: E.T. e Labirinto. Tenho os DVDs, e hoje, aos 33 anos de idade, ainda me emociono assistindo a esses filmes.
    Espero ainda encontrar o livro… Acredite se quiser, não sabia da sua existência… Hoje, procurando informações sobre Noah Hathaway (o Atreyu do filme) na internet (porque ontem, ganhei esse DVD e assisti ao filme pela “enésima” vez), fiquei sabendo que existia o livro!! Vou correndo atrás de um pra mim. Mas por mais que o livro seja O LIVRO, hehehe, tenho certeza de que não irá superar o encanto que o filme me causou. Aquilo foi único…
    Parabéns pelo seu texto, está maravilhoso!

  18. LeviLassar disse:

    acabo de lê-lo. terminei ontem. pra quem mora no rio e anda de metrô, pode encontá-lo na Biblioteca do Metro (Livros & Trilhos que fica na Estação Metrô na Central) Vou devolvê-lo na terça. quem quiser… Achei que o livro é muito superior ao filme. muito mesmo. Nenhum filme poderia captar o poder daquela narrativa, apesar de os 2 filmes serem muito bons… Quem quiser ler no computador pode baixá-lo no site portaldetonando.com.br ou tocadacoruja.net. procure pelo autor ou pelo tema fantasia. Eu ainda não li o artigo sobre o qual estou comentando (acredite! vou lê-lo agora, mas não resisti comentar em cima dos comentários…) Vocês perceberam a ligação implicita entre a Jornada de Batian em busca de seu Maior Desejo (que era na verdade sua maior necessidade) e a Mensagem dos Evangelhos? Falo mais disso depois…

  19. thiago disse:

    Realmente o filme é muito legal e foi justamente o que me fez ler o livro, mas depois que eu comecei a ler o livro percebi que o filme não passa de uma sombra apagada do livro, que é verdadeiramente mágico.

  20. Janaína disse:

    Este livro marcou minha infância _tinha 10 anos quando li pela primeira vez_ e minha vida, também. Acabou virando uma obseção ser como o Bastian, passar por suas aventuras, e de uma pessoa complexada, virar alguém bem resolvido. O livro é cheio de símbolos que eu não compreendo (se alguém tiver uma luz, por favor, ajude-me!). No entanto, apesar de não compreendê-los, viajei muito nos seus possíveis significados. Talvez, o Henrique de Castro possa me dar uma luz. Valeu.

  21. Alessandro Martins disse:

    Janaína,

    às vezes as imagens sejam apenas imagens. Nem tudo precisa ser decodificado.

    Abraços do Ale.

  22. yuyu disse:

    eu li o livro pra se franca acabo de terminar de le ,é lindo,encantador,meu personagem favorito é Ateiu,nossa quando o autor descreveu ele, parecia que eu o via na minha vrente com aqueles olhos escuros (comentario pessoal:achei ele lindo e de personalidade encantadora ,nem mesmo a pele verde-azeitona, que no começo achei estranho, me encomoda,pelo contrario não consigo imaginar lele de outra cor,agora virou um charme dele^^).Quem lê nunca mas se esquece tenho certeza,mas pura caso o livro tem continuação?porque eu to loca pra ler mais uma historia com Atreiu e Bastiam. se não tenha tudo bem,me contento com o livro que comprei(alias,eu encontrei esse livro pura caso eu queria ler “A busula de Ouro” mas desisti,dai eu fiquei olhando a pratilera para ver se tinha algum livro do meu interesse,foi ai que vi o livro no chão numa parte meio que esolada onde ninguem ia,li o titulo “A Historia Sem Fim”,sentei dei uma lida gostei e comprei e A-D-O-R-E-I-!)
    …………
    Alguem sabe onde eu posso encontrar o filme?meu pai disse que viu o filme que me dessesperou por achar que poderia não existir mais,unico consolo que tenho é que minha irmã viu tambem mas ela é 5 anos mais velha do que eu ,por favor eu desesperada!!!!!!!!!!QUERO VE O FILME(mesmo que seja sem comparasão ou livro)

  23. yuyu disse:

    sera que o filme vai ser atualizado?espero que sim

  24. Alessandro Martins disse:

    Yyyy,

    imagino que qualquer locadora de qualidade tenha o filme. Também é possível comprá-lo pela internet.

    Abraços do Alessandro.

  25. Thiago disse:

    Caro amigo (nem te conheço, mas por esse artigo já o considero),

    Gostei muito desse seu… artigo (?!). Eu tenho mania de baixar filmes antigos (ou não… as vezes são novos) de vez em quando para ver (e muitas vezes rever) alguns clássicos (não exatamente clássicos do ponto de vista do mainstream), e após vê-los procurar informações sobre os respectivos filmes assim como seus participantes (diretores, atores…). Comecei com A Noite dos Mortos Vivos (1968), do diretor George Romero, isso faz 1 ou 2 anos. Destaco nessa minha “viagem” Excalibur (1981), o melhor filme sobre a lenda do Rei Arthur. O último foi A História Sem Fim (1984), do qual seu artigo trata, e realmente fiquei surpreso… não me lembrava do filme ser tão bom, e nem sabia que era baseado em um livro, e lendo seu artigo não tenho dúvidas, já encontrei o livro nas Lojas Americanas e será o próximo livro a ser lido por mim, e não tenho dúvidas também que esse livro entrará para a minha lista de favoritos que contam com clássicos (novamente, clássicos na minha opinião, não mainstream) como O Mundo de Sofia e O Dia do Coringa (ambos de Jostein Gaarder) e O Pequeno Príncipe (de Antoine de Saint-Exupéry).

    Abraço e obrigado pelo artigo (!).

  26. Alessandro Martins disse:

    Thiago,

    fico feliz em tê-lo influenciado positivamente… estou certo de que você não vai se arrepender.

    Abraços do Alessandro!

  27. Silvia disse:

    Estou lendo o livro e estou encantada !!! É uma narrativa leve e ao mesmo tempo tão instigante que quase não consigo parar de lê-lo. O filme é ótimo, lúdico…mas o livro é excepcionalmente superior à ele.

    Abraço.

    Silvia

  28. Alessandro Martins disse:

    Silvia,

    fico feliz que tenha sentido o mesmo que eu.

    Abraços do Alessandro.

  29. mariana disse:

    Li a história sem fim com o meu pai quando tinha oito anos. Até hoje é o livro favorito dele. Foi o primeiro livro que ele sentou para ler comigo. Antes eu lia sempre com minha mãe, ou sozinha como preferia.
    Quando começamos eu lembro que gostei das cores diferentes. Demoramos mais de um mês com o livro, porque líamos apenas à noite, quando meu pai tinha tempo para mim. Acredito até hoje que quando Bastian teve de escolher outro nome para a Imperatriz criança foi um momento sublime, eu queria ser Bastian, queria dar um nome à ela!
    Quando acabou, meu pai disse: “bom, até essa história tem um fim”
    Fiquei chateada, não queria que acabasse.
    Guardo muitas sensações dessa primeira leitura. Meu exemplar desse livro está em frangalhos, páginas soltas e tudo o mais. Eu o li várias vezes, mas já faz anos que não toco nele. Descobri hoje que será feito um remake desse filme em breve, estão procurando roteirista, e afins para a nova produção…
    Meu pai veio com a notícia animado. Ele é frustrado com a versão para o cinema. Eu nunca vi o filme, nenhum dos três. Ele sempre pediu para que eu não assistisse porque acabaria com tudo que eu havia imaginado sobre o mundo de Ende. Besteira ou não, achei que não faria falta deixar de ver o filme. Hoje estou curiosa, talvez passe na locadora depois daqui para dar uma espiada.
    Adorei teu blog, vou voltar mais vezes

  30. Alessandro Martins disse:

    Obrigado, Mariana…

    … seu comentário me deu uma saudade de meu pai… Ele também viria entusiasmado com a história de um novo filme…

    Abraços do Ale.

  31. Diggs disse:

    Vou fazer um breve comentário que vai explicar o quanto eu gosto do livro:

    Tenho o Aurin tatuado nas costas.

    Deu pra sacar, né?

  32. McFly disse:

    Eu sempre me confundo nesses bolos história pra criança-livros pra adultos. Porque ao que eu saiba Harry Potter é realmente infantil e caiu no gosto popular; tem lá mensagens interessantes, etc. etc., mas tudo numa forma simples.

    Ende, entretanto, parece ter feito um refinado livro.

    Ah, e o Ende e o Alan Moore sofrem do mesmo mal: querem dissociar qualquer obra cinematográfica do original por eles escritos. O nome do Moore não aparece em canto algum da publicidade de Watchmen, ele ficou traumatizado com a campanha de V de Vingança (e outras coisas mais)…

  33. Alessandro Martins disse:

    McFly,

    sinceramente espero que o novo História Sem Fim seja um filme do qual o Ende se arrependeria de não ter colocado o nome… eu acredito nas possibilidades de boas adaptações. O nome já diz: adaptação. Nem tem como ser igual. Fiquemos na torcida…

    Abraços!

  34. Alessandro Martins disse:

    Diggs,

    não querendo copiar você, me deu vontade de tatuar um também. Tatuagens literárias, no entanto são bem recorrentes. Veja o caso do Smalg…

    Abraços do Alessandro.

  35. McFly disse:

    Ah, sim. Cinema e livro são linguagens muito, muito diferentes, porque apelam às pessoas de maneiras bem diferentes.

    Filmes como Casablanca não fariam o público de hoje ficar sentado na cadeira do cinema por muito tempo, não soubesse tal público que o dito é um clássico do cinema. E ainda assim é difícil à beça assistir a um… 2001, por exemplo. Eu, pelo menos, sempre dormi em algum pedaço do filme (que vi várias vezes, pra compensar uma dormida aqui e outra ali). O livro do Clarke, por outro lado, nunca me causou sono, mesmo quando em seus momentos mais frios – e esse é um autor bastante frio – ou monótonos.
    Abs!

  36. MARCOS CARVALHO disse:

    A narrativa do livro é muito superior ao enredo do filme. Há bastante filosofia de Nietzsche e Existencialismo de Sartre.

    Recomendo a leitura da trilogia “fronteiras do Universo”

  37. Maria Inês disse:

    Olá , Alessandro.
    Estou dando aula de Leitura e Produção de Texto e meus alunos reclamam da falta de imaginação para escrever.Foi então que lembrei-me desse filme que assisti muitas vezes quando minha filha era pequena e por indicação do Professor Rubens Queiroz (Programação Pessoal Neurolinguística). Estava procurando comentários sobre o filme e encontrei o seu, achei ótimo. Obrigada pela ajuda.

  38. luan correia disse:

    Haha, o livro é magistralmente perfeito como livro e o filme é magistralmenteperfeito como filme. pq eu amo os 2, pra mim são como unha e carne q não se separam nunca, jamais!! ambos inesqueciveis!!! Isso é a mesma coisa que querer comparar frutos-do-mar com as frutas(vegetais). cada qual, cada qual. mas bem, eu prefiro o Bastian do filme, interpretado magistralmente pelo Barrett Oliver(pena que apareça pouco, não filmaram logo a 2a parte onde ele apareceria +). e eu particularmente prefiro o Atreyu sem a cor esverdeada(mesmo q esse verde represente a esperança e blablabla…há filosofias mais importantes q a representação de uma cor, então prefiro ele normalzinho assim memso como nos foi apresentado no filme). claro que faltaram partes e poderiam ter feito um filme de 2h e meia como Harry Potter e mesmo assim nessas 2h e meia daria pra contar só a metdade do livro sem escapar ndica!! Pq será que não fizeram? Sabe, eu já começo vendo o filme chorando por saber que ele tem só pouco mais de 1h e meia de duração. ;\

    mas enfim, um dia me encontro com o noah ou com o barrett e pergunto mais detalhes a eles em LA…mas isso, isso é outra historia^^
    d=’1

  39. Caroline disse:

    Bom..simplesmente estou amando o livro…!
    Eu ainda nem cheguei na metade,mas já estou completamente apaixonada!
    Sempre gostei de livros de fantasia e tal,mas esse ganhou meu s2!
    Bjos

  40. Jonathas disse:

    Não li o livro, mas pretendo. Historia sem Fim é um conto simplesmente extraordinariamente brilhante. Carrega consigo uma gama de mensagens, que são das mais nobres e virtuosas naturezas. Na minha opinião, o homem não merece uma história como essa, visto que não passa de um misto de hipocrisia e mediocridade.

  41. thyago disse:

    gostei muito do livro é o melhor livro qui eu já li, pelo menos por agora o que mais mim chamou a atenção no livro foi a riqueza de detales com que ele foi escrito, muitas vezes eu mim sentia como si fizesse parte da história, cara muito bom mesmo na nota de 0 a 10 eu dou nota 1000 parabéns mesmo!!!

  42. miauBR disse:

    tb sou dos que spo viram o filme , adoro ele até hj , o livro acabei de encomendar no submarino.com =D

    to atualizando minha biblioteca

    adorei a forma como vc expos suas idéias sobre o livro , me deixou pra la de curioso , atualmente estou lendo A TRILOGIA DA HERANÇA ( HERAGON ) , estou no livro 2 , até que é legalzinha aa história , só a narrativa que achei meio enfadonha , tanto é que estou a meses lendo esse volume ¬¢¬.

    li o senhor dos anéis 3 x ja , e quero ler de novo.

    pergunta , vc ja leu a saga A TORRE NEGRA ??? ( 7 vol. do mestre Stephen King )

    se sim o que achou ???

  43. Lívia disse:

    Adoro o livro. Para falar a verdade, sou uma “devoradora” de livros, e graças a Deus estou conseguindo levar minha filha pelo mesmo caminho.
    A questão do livro que mais me enfeitiçou e irritou também, porque não confessar,na primeira leitura ( e foram várias durante os últimos 15 anos) era o final de cada capítulo, após Bastian seguir para Fantasia, terminar com a mesma frase. Só no último capítulo é explicado o porque, e então fui reler o livro com outros olhos e outra observação do mundo.
    O mais interessante é que no meu caso caso, esse é um livro que não para na minha estante. Já estou à procura de mais um exemplar para comprar, pois os cinco anteriores eu passei adiante para pessoas que não só não conheciam, mas que de alguma maneira precisavam voltar a acreditar em “Fantasia”. Acho que com isso ajudei um pouquinho a deter o “Nada” na vida delas.
    Totalmente recomendado e adorável.

  44. mandy disse:

    eu tenho 9 anos e na escola mandou comprar esse livro e deram 2 semanas para minha turma ler

    e ele é mito legal!!!!!!!!!!!!!

  45. mvfd disse:

    De tanto ler sua crítica, acabei comprando o livro. rsrs. Não me arrependi.

  46. Anonimo disse:

    vcs sabem onde tem para vender esse livro soh q o antigo, q tinha aqelas serpentes e tal, rs POA

  47. Elvis disse:

    Simplesmente maravilohoso esse livro!! Isso sim é que é viajar em uma história. Não tenho palavras para descrever o quanto esse livro é gostoso.

  48. Vanessa disse:

    Esse texto veio num momento bem interessante… Trabalho numa livraria e segunda-feira duas pessoas me pediram indicações. Não hesitei em apresentar este livro. A primeira pessoa não quis levar e deixou o livro em um canto qualquer, ignorando completamente a minha indicação. O outro cliente, um rapaz, me ouviu atentamente e ficou muito empolgado pelo livro. Para minha decepção, não o encontrei e ele infelizmente foi embora sem levá-lo.
    Ontem, novamente, eu o indiquei, mas a cliente preferiu levar “Coração de Tinta”.
    Eu adoro esse livro, primeiro pq eu lembro que vi o filme no cinema, quando ainda era criança. Mesmo tendo lido há alguns anos, a história ficou marcante em mim. Vou continuar indicando-o até que algum cliente o leve e sinta o prazeroso prazer de lê-lo.
    Adorei o texto!

  49. hufraticon disse:

    Este foi o primeiro filme de verdade que assisti no cinema, antes só havia assistido alguns Trapalhões… devia ter uns 8 ou 9 anos e não consigo explicar o impacto deste filme.
    Pela primeira vez na vida tive um choque com as imagens, o roteiro, os personagens, tudo.
    Naquela noite eu não dormi.
    Alguns anos mais tarde, peguei emprestado o livro com um primo.
    Novamente, outro choque, agora literário!
    O livro dá uma dimensão muito mais profunda que o filme, por exemplo, quando Bastian lê no livro a descrição do próprio livro e olha a capa para conferir, e nós involuntariamente fazemos a mesma coisa imaginando se não será possível ter outra pessoa fazendo o mesmo tornando-nos personagens indfinidamente (sem fim…)
    Li o livro em um só fôlego.
    Naquela noite eu não dormi.

  50. angeica disse:

    gostaria de comprar o dvd de historia sem fim onde encontro?

  51. Claudia disse:

    Li 8 vezes este livro… tenho 3 exemplares em casa, um de estimação e outros 2 rotativos…
    Leio MUITO quaisquer tipos de livros de histórias, mas o 'História sem Fim' é minha bíblia.
    ;-)

  52. CIGolfinho disse:

    Boa tarde, adoro este livro, fez parte de minha infancia. A cada capitulo deste livro (História sem fim) há uma ilustração com uma letra, você sabe onde posso encontrar essas letras? ja procurei em varios lugares e não acho.

  53. mirianibanez saborescomhistoria disse:

    É um desses livros para e pela vida. Surgiu na minha quando eu mais precisava lembrar a criança que fui, apaixonada por livros. E que ainda vive em mim. Afinal, "para sempre é apenas um segundo". Mirian I.

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