Por que existem tão poucos bons atendentes nas livrarias

Em um post de abril de 2007 eu fiz algumas sugestões às livrarias para que o habitual atendimento fraco fosse melhorado.

Mas o comentário deixado ontem pela leitora Ale Pimentel explica a atual situação mais claramente do que eu poderia fazê-lo:

É uma situação conflitante. Sou estudante de Ciência Política, leio muito e há alguns dias participei de um processo seletivo para vendas em uma grande rede de livrarias aqui em Curitiba. Minha idéia era unir uma área do meu agrado com uma carga horária que me permitisse manter meus estudos.

Sou cliente desta empresa, e nunca gostei do atendimento/pouco conhecimento dos vendedores. Fiquei mais frustada ainda quando soube o salário, R$600,00 para trabalhar em uma loja de shopping, oito horas por dia, de segunda a domingo.

É impossível até ter o hábito de comprar livros com este salário e tempo para leitura com essa carga horária.

E assim segue: as livrarias e seus vendedores conhecem cada vez menos os produtos que vendem. Menos até que as mercearias de secos e molhados conhecem os seus.

A propósito: quando foi a última vez que você saiu de uma livraria com um livro comprado depois de uma boa e confiável indicação de um vendedor?

Postado em Mercado.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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