Alimentação de qualidade sem carne: o convívio social

Se vou comer em algum lugar onde ninguém sabe que eu não como carne de espécie alguma (animais da terra ou da água mortos ou vivos), evito tocar no assunto.

Afinal, cada um come o que quer. Eu também não meto o nariz no prato alheio.

E, geralmente, passo despercebido.

Mas, às vezes, por algum motivo – geralmente parentes ou amigos que já conhecem seus hábitos alimentares mais saudáveis – você, será em algum momento o centro das atenções.

Existem diversas situações pelas quais você vai passar e pelas quais toda pessoa que aboliu os animais mortos do cardápio já passou.

A primeira dica é: JAMAIS DIGA QUE VOCÊ É VEGETARIANO. No máximo, se insistirem muito, diga que você não come carnes. Apenas com isso você evita metade dos problemas, perguntas repetitivas e brincadeiras pouco originais.

  • O sujeito vai perguntar se você não tem dó das alfaces. Eu costumo responder que não e que até gosto de ouvi-las gritando quando rasgo suas folhas com os dentes: mas sem mau humor, fazendo graça mesmo. Serão sempre piadas desse tipo e a pessoa que as fizer sempre vai se sentir originalíssima. Ria junto para que ela não se sinta constrangida e para que esqueça logo o assunto e vocês voltem a falar de outros assuntos.
  • Mas você come ovos e leite. Ora, cada um come o que quer. Eu não como carnes. Como não considero que ovos e leite sejam carnes não vejo problema nenhum em ingeri-los ou qualquer alimento que os contenham. Se um dia resolver que ovos, leite e alfaces deixem de fazer parte de minha dieta, pararei de comê-los também. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Na verdade, até que como muito pouco ovos e leite.
  • Só tem um pouqinho de carne. Pode comer. Apenas recuse educadamente. Mas se o seu interlocutor insisitir muito a ponto de ser extramente chato, pergunte se ele comeria uma colherada de qualquer coisa que tivesse só um pouquinho de algo completamente excluído de sua dieta. Use a substância que você preferir como exemplo, dependendo de seu bom humor.
  • Se a discussão continuar. Encerre-a dizendo que cada um pode e deve comer aquilo que considera melhor. Assim como você não interfere nas decisões alimentares de seu interlocutor nem as discute – ao contrário, as respeita -, não se sente confortável com outras pessoas dando pitacos sobre o que você come ou deixa de comer. Liberdade de escolha é o nome disso.
  • Mas que graça tem? Alguém que só vê graça em comer carnes só deveria se alimentar de carnes. Afinal, se os outros alimentos não têm graça, não faz sentido comê-los, a não ser que goste de fazer as coisas por obrigação (porque precisa comer as coisas, obrigatoriamente, pois de outra forma ficará doente). Alguém que, sinceramente, pense assim não deveria comer a infinidade de outros alimentos de que um vegetariano dispõe.

Se o sujeito achar que você não come nada, mostre esta lista para ele.

Postado em Qualidade de Vida.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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