Também sou a favor da troca do vestibular por um sorteio.
Claro que isso nunca acontecerá.
Se acontecer, nem eu nem você estaremos vivos para ver.
Não que o sorteio em si seja melhor que o vestibular. No fundo, dá na mesma. Acontece que as consequências são vantajosas, como vemos neste texto de Rubem Alves:
A primeira consequência, do ponto de vista social, é que, por meio do sorteio, todos os jovens que tivessem concluído o ensino médio e que fossem pobres teriam, pela primeira vez, chances iguais de acesso ao ensino universitário.
A segunda consequência seria o desaparecimento dos cursinhos, pois a entrada na universidade não mais dependeria de um saber privilegiado só oferecido a uma pequena elite econômica.
A terceira consequência, agora do ponto de vista educacional e pedagógico, é que os ensinos fundamental e médio ficariam livres do terror. Não mais estaria ligado à guilhotina dos vestibulares. Ele deixaria de ser um “meio” para preparar os alunos para o “fim” dos vestibulares. O ensino se transformaria num fim em si mesmo: saber pela alegria de saber.
Claro que a grande vantagem é a terceira. Imaginou escolas sem a pressão dos pais perguntando: “Mas vocês tem um preparo forte para o vestibular?”
Antes de negar a ideia – com o fácil argumento de que ela é absurda -, peço que leia o texto inteiro: O Sorteio.
Absurdo é nosso sistema de ensino.











