Não reconheço a Uniban como instituição de ensino
08/11/2009Não me importo com o que o Ministério da Educação diz a esse respeito. A instituição conhecida como Uniban Brasil, para mim, não é uma instituição de ensino. Não digo que deixou de ser: pois talvez nunca tenha sido. Também não digo que seja a única, reconhecida oficialmente como instituição de ensino, que mereça o meu não-reconhecimento como entidade educacional. Mas acontece que, no momento, ela acaba de declarar publicamente tal mérito.





9 comentários
Nem eu.
Faz muito bem.Eu também não.
Idem!!
Imagina contratar um “profissional” “formado” por esta “universidade”. Claro que não podemos generalizar: há uma minoria consciente no meio daquela horda irracional e medieval. Mas a postura da Unitaleban ficou clara na expulsão da agredida e na complacência com os agressores (suspensos): cidadania diz respeito ao comprimento do vestido, não à atitude com o próximo.
A Unitaleban deveria devolver todas as taxas pagas, desde o vestibular até a última mensalidade, pagar uma indenização e arcar com o curso da Geisy em uma instituição de ensino que digne o nome.
Abraços,
Grilo D
INACREDITÁVEL: UNIBAN EXPULSA ALUNA
Realmente não dá pra acreditar que a Uniban, após abrir sindicância interna e avaliar aquela histeria coletiva que tomou os corredores da universidade particular de São Bernardo do Campo no final de outubro, decidiu punir a aluna. A Uniban publicou anúncios em jornais paulistas de domingo (que já circulam no sábado) com o título “A educação se faz com atitude e não com complacência”. Insistiu que Geisy já havia ido com roupas inadequadas em outras ocasiões e advertida. Decidiu suspender alguns alunos envolvidos, mas o tom é definitivamente de indignação moral contra a vítima, que teve que ser escoltada pela polícia após quase ser linchada. A Uniban justifica que “a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar”. Ah, era isso que a turba enraivecida gritando “Puta! Puta!” estava fazendo? Defendendo o ambiente escolar? Obrigada por avisar, porque senão ninguém saberia.
O episódio inicial, captado por várias câmeras de celular, já pegou mal pacas pra Uniban e seus alunos. Depois, houve o vexame adicional de alguns estudantes colocarem nariz de palhaço para protestar contra o retorno de Geisy à faculdade (marcada para o início de novembro; ela, orientada por advogados, acabou não indo). Sério, nem precisava de nariz postiço, precisava? Que vexame!! Fiquei com vergonha por vocês…
Ao invés de fazer um mea culpa geral, uma reflexão sobre seu comportamento, os alunos estavam preparados para um novo linchamento, caso Geisy aparecesse. E agora essa da faculdade expulsá-la. Pior ainda: a Uniban critica a mídia (imagino que inclua os blogs, que desta vez pautaram os grandes jornais), que deveria ter usado a oportunidade para fazer um debate “sério e equilibrado” sobre “ética, juventude e universidade” (segundo o Estadão.). Pois é, a Uniban e seus alunos certamente entendem de coisas sérias e equilibradas.
A julgar pelo que li nos comentários de blogs, a maior parte do que a gente pode chamar de opinião pública achou a história
inaceitável.
Covarde o corpo docente, covarde o corpo discente. Um porque perpetrou um crime contra a pessoa e o outro porque foi conivente. Ao invés de ser ela escoltada pela polícia, deveria ser a corja que a perseguiu.
Que tipo de formação é dada nessa faculdade? No mínimo não deve ter a disciplina de ética na sua grade curricular, ou pode ser dada como disciplina completentar, ou por falta de professor, ou por falta de aluno interessado.
Sinceramente, num site tão interessante como esse, acho que não há espaço para um comentário tão preconceituoso por parte do autor. Desculpe-me pela sinceridade, mas falar de uma forma ácida de uma instituição de ensino e generalizar dessa forma não é correto.
Para ser um profissional de excelência não é necessário ser apenas formado pelas USPs da vida.
Quanto ao ato dos alunos, remonta o atavismo arraigado nas pessoas. A própria USP foi palco de protestos recentes regados pela insanidade e pensamento ideológico anacrônico.
A brutalidade com a pobre moça, que vestiu-se de forma sensual não ocorreu porque os alunos são da UNIBAN, mas sim porque a maldade é inerente aos seres humanos. Ainda veremos isso em outras ocasiões.
E olhe que não tenho nada a ver com a UNIBAN, pois sou baiano, de uma cidade do interior da Bahia. Mas o seu texto foi deveras generalizante e injusto com uma instituição de ensino.
Abraços
Blog de Um Brasileiro
Bom acabei de discutir sobre este assunto numa comunidade no orkut.foi tenso. Seu post me ajudou bastante, pois compartilho da mesma opniao.Vlw!
ACHO RÍDICULO TER QUE OUVIR GENERALIZAÇÕES QUE DEPRECIAM A UNIVERSIDADE DESTA MANEIRA,HÁ MUITO POR TRÁS DA HISTÓRIA DAQUELA INFELIZ QUE COSTUMAVA PROVOCAR OS ALUNOS NO CORREDOR ,E QUE DEPOIS DE DECLARAR NO FANTÁSTICO QUE AQUELE FOI O PIOR DIA DA VIDA DELA, RESPONDE SORRIDENTE QUE IRÁ GUARDAR O VESTIDO PARA SEMPRE.
ATITUDES COMO AS DESTES ALUNOS ACONTECEM DIARIAMENTE EM DIVERSOS LUGARES, INCLUSIVE ENTRE ADOLECENTES.MAS COMO A GLOBO AINDA NÃO NOTICIOU TODO MUNGO FINGE QUE NÃO EXISTE E PREFERE SER HIPÓCRITA E SAIR DANDO OPINIÃO SOBRE O QUE NÃO SABE.
4 Trackbacks
[...] This post was mentioned on Twitter by Alessandro Martins, Paulo Polzonoff Jr and Homem Vitruviano, Alessandrolândia. Alessandrolândia said: Uniban http://migre.me/aZYG (via Livros&Afins) [...]
[...] dois textos agora a pouco que me fizeram ficar com vontade de escrever sobre o assunto: Não reconheço a Uniban como instituição de ensino – do Alessandro e O Caso Uniban – a Universidade Contra Ataca – do Gilson. Recomendo [...]
[...] Alessandrolândia não reconhece Uniban como instituição de ensino – O Ministério da Educação da Alessandrolândia declara a entidade, outrora conhecida como universidade, como Centro de Santarronice Simiesca Aplicada. Sem mais. [...]
o posicionamento da UNIBAN é mais jurídico do que ideológico é inevitável que a menina seja indenizada http://tinyurl.com/y9ryfvx