Uma das partes mais divertidas do livro Dicas Úteis Para Uma Vida Fútil, de Mark Twain, que ora leio, é o capítulo sobre educação infantil.
Mark Twain concordaria comigo (como sou pretensioso) quando digo que o mundo seria melhor se os pais tivessem filhos não para ensiná-los sobre o mundo, mas para aprender com eles.
Uma das narrativas desse capítulo sobre o qual falo é bem curta e diz respeito a livros e sobre uma das filhas do escritor:
Clara pegou um livro (Daniel Boone, de John S.C Abbot) e leu na folha de rosto uma anotação minha à lápis. Intrigada, não entendeu o que escrevi; a mãe então pegou o livro e leu: – Livro mal feito, mistura de grandes tolices com má gramática. – Clara então disse, muito séria (sem entender o sentido, mas apreciando muito o som das palavras): – Ah, deve ser ótimo! – Levou o livro e mergulhou nele.
Ou seja: pare de se importar tanto sobre o que os outros pensam de suas leituras ou se você deve ou não ler clássicos ou livros contemporâneos, lançamentos ou velharias, sucessos de crítica ou sucessos de público.
Leia o que você gosta. A vida é curta.
No fundo, tudo o que já foi dito a respeito de livros não passa de uma anotação feita à lápis na folha de rosto de um deles com uma letra feia que ninguém entende.










