Uma história sobre o poeta Vinicius de Moraes
1 de julho de 2009 | Publicado na Categoria Escritores | 3 Comentários »Você deve saber que Vinicius de Moraes, além de sua carreira como compositor e poeta, exerceu uma mais ou menos importante carreira como diplomata.
Diplomático ele era. Uma vez – segundo li na excelente biografia O Poeta da Paixão, de José Castello -, ao ser perguntado por que conseguia se dar bem com todo mundo, respondeu:
- Tenho a harmonia das esferas.
Que, segundo ele, não tem arestas nem cantos que possam machucar.
Xistes geométricos à parte, nem era essa a história que eu queria contar.
Na época do governo militar, aquela palhaçada que até hoje nos quartéis chamam de Revolução Gloriosa, aquela história de haver um diplomata cantando sambas não pegava bem. Os fardados só estavam esperando uma desculpinha para meter um pé nos fundilhos de Vinicius.
Na falta de coisa melhor, simplesmente devem ter perdido a paciência.
Encontrei o seguinte trecho no livro Brazil, A Marca da Zorra, de Marcos de Vasconcellos:
Quando Magalhães Pinto era o ministro das Relações Exteriores do governo Costa e Silva, recebeu um memorando da Presidência da República nos seguintes termos:
Assunto: Vinicius de Moraes
Demita-se este vagabundo.
Ass. Artur da Costa e Silva
Talvez tenha vindo daí aquele famoso samba em homenagem ao poeta, poetinha vagabundo, feita por Toquinho e Chico Buarque.
Se todos os vagabundos fossem iguais a você…

…que maravilha viver…
Saravá!
Pedro
legal essa musica é poriço eu todos devem levar a vida em frente
muito legal a vida de vinicius de morais e o sanba mais ainda