Eu e Franklin de Freitas fomos escalados para cobrir o Grande Prêmio Paraná 2006, no último domingo. Logo ao chegarmos, vários páreos já haviam transcorrido. O clima de descontração dos visitantes sem compromisso com o esporte contrastava com a tensão dos apostadores graúdos próximos à tribuna de honra.

Treinador tenso

Um deles, no entanto, chamava a atenção. De olho no monitor, era o mais compenetrado. Com um clássico estojo em couro para o binóculo, poderia muito bem estar em uma fotografia da década de 50. Parecia ser o mais interessado na competição e, mesmo sem nenhum cavalo na pista, não desgrudava da tela. Uma boa imagem para ambientar o leitor.

Chegada

O vencedor da prova principal, o Grande Prêmio Paraná, foi o cavalo Fogonaroupa, que liderou de cabo a rabo este que foi o décimo páreo do dia. Na comemoração, o jóquei na primeira coincidência do dia, olhou diretamente para a câmera de Franklin dentre as tantas que registravam o momento.

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Nas arquibancadas, a agitação já havia cessado quando Franklin resolveu fazer uma imagem geral para mostrar o volume de público que compareceu ao acontecimento. Apenas uma pessoa continuava a comemorar. Apenas depois de analisar a fotografia, já na redação, é que Franklin percebeu isso.

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Foi quando descobrimos que o homem tão preocupado, cuja presença nos chamou a atenção no início de nosso trabalho, era Luís Roberto Feltran, treinador do animal vencedor.

Isso é para mostrar que um bom trabalho jornalístico depende muitas vezes de um pouco de sorte e também de um pouco de intuição.

Infelizmente, o jornalismo diário de hoje em dia não tem espaço para esse tipo de história. Sabe lá para que tipo de história o jornalismo diário de hoje em dia tem espaço.

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