Uma informação falada recebe muito menos crédito do que uma escrita. Mais crédito ainda se a informação vier em letra de fôrma, impressa, em veículo de circulação nacional. E ficará praticamente incontestável se vier acompanhada de estatísticas e qualquer coisa que a deixe “científica”.

Às vezes damos tanta credibilidade a alguns textos que esquecemos que são pessoas comuns que estão por detrás deles. Algumas coisas que se escreve foram baseadas em longas experiências e informações cuidadosamente colhidas, enquanto outras foram produzidas em cinco minutos depois de uma rápida pesquisa no Google. Quem escreveu texto se baseia, antes de tudo, nas suas opiniões pessoais. Opiniões pessoais às vezes são cheias de bom senso e outras vezes apenas repetem preconceitos – de maneira consciente ou inconsciente.

Nada como conhecer para desmistificar. Conhecer um pouco do curso de jornalismo (que meu irmão cursou e não terminou) e  jornalistas acabou para sempre com a minha idealização da classe. Do mesmo modo que não confiaria a chave da minha casa a todos eles, tampouco confiaria minha mente. Outra coisa afetou profundamente minha maneira de olhar o assunto foi o best-seller Chatô – o rei do Brasil. Nele, vemos que os maiores veículos de comunicação da época jamais tiveram a intenção de serem imparciais ou retratar a verdade. E não acredito que os de hoje sejam diferentes.

Por isso o lembrete: um texto é apenas um texto. É a opinião de alguém, não deve ser tomado como verdade absoluta. Nada tem credibilidade o suficiente para suprimir o senso crítico.

Sobre o autor: Caminhante Diurno

Caminhante tem casa, marido, cachorro, blogs (Caminhante Diurno e Caminhando por Fora), carteirinha da biblioteca. E não pode viver sem qualquer um deles.