Um encontro com Raduan Nassar e com o tempo

O escritor Renato Tardivo* encontrou-se com Raduan Nassar** – autor que, como ele mesmo define, é o maior do seu afeto – e escreveu uma bela narrativa falando sobre o raro encontro.

Talvez não seja correto dizer que o texto é sobre um encontro. O que o encontro fez foi abrir um portal para os temas que realmente interessam e sobre os quais Nassar escreveu tão bem: tempo, família, amadurecimento, viagens, encontros e despedidas. Todos esses temas são abordados com muita sensibilidade em uma narrativa tocante.

Um belo texto e com muitas reflexões. Como esta:

“Durante a vida, com efeito, as pessoas morrem aos poucos, não apenas por se aproximarem do fim, mas porque literalmente ficam para trás: pessoas mudam, hoje já não são quem eram ontem. Acontece que, quando morrem, elas retornam em todas as facetas, momentos, afetos. A morte, nesse sentido, é vida plena. Morrer é nascer de novo, de uma vez só. Talvez por isso a morte nos doa tanto: porque nos faz lembrar de súbito a impossibilidade de estar inteiramente em contato com o outro.”

O texto completo de Tardivo pode ser lido aqui: A Lavoura e o Bálsamo.

* Renato Tardivo é autor dos livros: Porvir que vem antes de tudo – literatura e cinema em Lavoura arcaica (Ateliê Editorial/Fapesp) e dos volumes de contos Do avesso (Com-arte) e Silente (7letras).

* Raduan Nassar é autor dos romances Lavoura Arcaica e Um copo de cólera, e do livro de contos Menina a Caminho.



Andarilha convicta, leitora apaixonada, behaviorista radical. Acredita que o mundo é grande demais para que apenas uma arte tenha o seu monopólio.


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