<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Tradução colaborativa: o que você acha? A opinião de leitores e tradutores</title>
	<atom:link href="http://livroseafins.com/traducao-colaborativa-o-que-voce-acha-a-opiniao-de-leitores-e-tradutores/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://livroseafins.com/traducao-colaborativa-o-que-voce-acha-a-opiniao-de-leitores-e-tradutores/</link>
	<description>É para gostar de ler.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 20:07:36 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
	<item>
		<title>Por: Diego Baptista</title>
		<link>http://livroseafins.com/traducao-colaborativa-o-que-voce-acha-a-opiniao-de-leitores-e-tradutores/comment-page-1/#comment-28014</link>
		<dc:creator>Diego Baptista</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 03:15:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://livroseafins.com/?p=4905#comment-28014</guid>
		<description>Penso que as pessoas que hoje trabalham com tradução, estão assustadas com a possibilidade de perderem o emprego muito em breve, pois inevitavelmente isso irá acontecer.
Como relojoeiros, ao verem os relógios digitais invadindo...
Li os comentários e ninguem parece ter atentado para isso, preferindo &#039;viajar&#039; como o Ernesto, que mostrou erudição, mas não disse nada.
Não sou tradutor profissional, mas por saber ler em francês e inglês, ocasionalmente faço uma tradução ou outra e disponibilizo para quem quiser ler. Traduzo por que gosto e penso que outros que não podem ler em outra lingua, irão gostar, e só. Não pretendo seguir na profissão moribunda, nem na carreira de autor literário.
Penso que o autor gostaria também de saber que tem alguém lendo seu trabalho, em outra lingua. Quem sabe quando algum dia este autor for publicado no Brasil, aquela pessoa vá comprar um livro seu, por ter gostado da versão que fiz. Quem sabe?
E francamente, em um pais como o nosso, quantas pessoas sabem ler ? E destas, quantas sabem ler em outro idioma? Valorizo a quem se propõe a traduzir o que quer que seja, mesmo de forma amadora.
É tática de guerrilha, me disse certa vez um colega de faculdade, que só tinha livros xerocados como material para estudos.
Quem sou eu para dizer que não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que as pessoas que hoje trabalham com tradução, estão assustadas com a possibilidade de perderem o emprego muito em breve, pois inevitavelmente isso irá acontecer.<br />
Como relojoeiros, ao verem os relógios digitais invadindo&#8230;<br />
Li os comentários e ninguem parece ter atentado para isso, preferindo &#8216;viajar&#8217; como o Ernesto, que mostrou erudição, mas não disse nada.<br />
Não sou tradutor profissional, mas por saber ler em francês e inglês, ocasionalmente faço uma tradução ou outra e disponibilizo para quem quiser ler. Traduzo por que gosto e penso que outros que não podem ler em outra lingua, irão gostar, e só. Não pretendo seguir na profissão moribunda, nem na carreira de autor literário.<br />
Penso que o autor gostaria também de saber que tem alguém lendo seu trabalho, em outra lingua. Quem sabe quando algum dia este autor for publicado no Brasil, aquela pessoa vá comprar um livro seu, por ter gostado da versão que fiz. Quem sabe?<br />
E francamente, em um pais como o nosso, quantas pessoas sabem ler ? E destas, quantas sabem ler em outro idioma? Valorizo a quem se propõe a traduzir o que quer que seja, mesmo de forma amadora.<br />
É tática de guerrilha, me disse certa vez um colega de faculdade, que só tinha livros xerocados como material para estudos.<br />
Quem sou eu para dizer que não.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ernesto Diniz</title>
		<link>http://livroseafins.com/traducao-colaborativa-o-que-voce-acha-a-opiniao-de-leitores-e-tradutores/comment-page-1/#comment-28013</link>
		<dc:creator>Ernesto Diniz</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:28:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://livroseafins.com/?p=4905#comment-28013</guid>
		<description>Boa pontuação do Arthur Guerra. A Tradução não é simplesmente um transporte textual linguístico e, sobretudo, não existe fidelidade textual. Toda tradução pressupõe uma interpretação feita pelo tradutor, toda interpretação possui uma singularidade (formação do tradutor, domínio da língua para a qual irá traduzir, conhecimento sobre a cultura do texto, etc.). Sendo assim, teremos sempre um espectro de variância dentro de qualquer tradução, mesmo que seja feita por um grupo dos melhores tradutores da Terra.

A citação ao Walter Benjamim é importante. E não só ele fala de reescrita dentro da Tradução. O Andre Levefere também fala em reescrita e em &quot;manipulação&quot; (discussão rica e extensa, não dá pra colocar todos os pontos num comentário), o Even-Zohar fala dos polissistemas e trata a tradução como um trânsito de culturas, políticas, economias (todos os &quot;sistemas&quot;). O Haroldo de Campos já falava em transcriação, transmutação, transluciferação em &quot;Da transcriação: poética e semiótica da operação tradutora&quot;.

Sobre a fidelidade poderia citar Roland Barthes em Rumor da Língua, falar sobre a morte do autor, poderia falar de Umberto Eco e a frase de efeito célebre &quot;a obra é aberta, mas não é escancarada&quot;, poderia citar Deleuze em A Lógica do Sentido, no qual fala (entre tantas outras coisas) sobre Platão e o Simulacro, o poder criativo da cópia. As teorias são muitas e as discussões bastante interessantes.

A Tradução é uma área em franca expansão e especialização. Ser tradutor hoje e acreditar em fidelidade hermenêutica, em preocupar-se apenas com língua sem entender as linguagens, a cultura, a sociedade e todo o continuum envolvido na tradução de um texto (texto sendo entendido como qualquer manifestação discursiva: texto escrito, filme, site, blog, vídeo, música, dança, pintura, etc.), é estar olhando a Tradução apenas de um ângulo.

Sim, os ângulos hoje são quase infinitos. Como dar conta de tudo? O caso não é dar conta de tudo, é perceber a complexidade dos textos (e não a complicação dos textos) e refletir sobre ela e não ficar apenas restrito àquela figura da Tradução clássica, carrancuda e restrita a uma &quot;elite dos escolhidos&quot;. Tradução não é (talvez apenas) arte, nem solicita um dom.

Por isso mesmo acho que a tradução colaborativa é um meio ótimo para repensar (mais um vez) o que é Tradução afinal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa pontuação do Arthur Guerra. A Tradução não é simplesmente um transporte textual linguístico e, sobretudo, não existe fidelidade textual. Toda tradução pressupõe uma interpretação feita pelo tradutor, toda interpretação possui uma singularidade (formação do tradutor, domínio da língua para a qual irá traduzir, conhecimento sobre a cultura do texto, etc.). Sendo assim, teremos sempre um espectro de variância dentro de qualquer tradução, mesmo que seja feita por um grupo dos melhores tradutores da Terra.</p>
<p>A citação ao Walter Benjamim é importante. E não só ele fala de reescrita dentro da Tradução. O Andre Levefere também fala em reescrita e em &#8220;manipulação&#8221; (discussão rica e extensa, não dá pra colocar todos os pontos num comentário), o Even-Zohar fala dos polissistemas e trata a tradução como um trânsito de culturas, políticas, economias (todos os &#8220;sistemas&#8221;). O Haroldo de Campos já falava em transcriação, transmutação, transluciferação em &#8220;Da transcriação: poética e semiótica da operação tradutora&#8221;.</p>
<p>Sobre a fidelidade poderia citar Roland Barthes em Rumor da Língua, falar sobre a morte do autor, poderia falar de Umberto Eco e a frase de efeito célebre &#8220;a obra é aberta, mas não é escancarada&#8221;, poderia citar Deleuze em A Lógica do Sentido, no qual fala (entre tantas outras coisas) sobre Platão e o Simulacro, o poder criativo da cópia. As teorias são muitas e as discussões bastante interessantes.</p>
<p>A Tradução é uma área em franca expansão e especialização. Ser tradutor hoje e acreditar em fidelidade hermenêutica, em preocupar-se apenas com língua sem entender as linguagens, a cultura, a sociedade e todo o continuum envolvido na tradução de um texto (texto sendo entendido como qualquer manifestação discursiva: texto escrito, filme, site, blog, vídeo, música, dança, pintura, etc.), é estar olhando a Tradução apenas de um ângulo.</p>
<p>Sim, os ângulos hoje são quase infinitos. Como dar conta de tudo? O caso não é dar conta de tudo, é perceber a complexidade dos textos (e não a complicação dos textos) e refletir sobre ela e não ficar apenas restrito àquela figura da Tradução clássica, carrancuda e restrita a uma &#8220;elite dos escolhidos&#8221;. Tradução não é (talvez apenas) arte, nem solicita um dom.</p>
<p>Por isso mesmo acho que a tradução colaborativa é um meio ótimo para repensar (mais um vez) o que é Tradução afinal.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arthur Guerra</title>
		<link>http://livroseafins.com/traducao-colaborativa-o-que-voce-acha-a-opiniao-de-leitores-e-tradutores/comment-page-1/#comment-28012</link>
		<dc:creator>Arthur Guerra</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:11:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://livroseafins.com/?p=4905#comment-28012</guid>
		<description>Bom, eu queria comentar outras coisas, mas pela falta de tempo vou comentar só os últimos tópicos levantados pelo Raphael Rap.
Eu penso que há traduções e traduções, assim como há uma variedade de teorias sobre elas. Uma dessas teorias vai contra essas afirmações que o &quot;O tradutor vai transportar isso pra outra língua. Ele tem que se manter fiel ao espírito original.&quot; Walter Benjamin, em A Tarefa do Tradutor, simplificando muito, defende que a tradução é uma reescrita. Dessa forma, sem dúvida um tradutor precisaria, não de um talento artístico, mas pelo menos uma grande noção literária.

Acho que os outros comentadores estão pensando em coisas diferentes. Há um enorme abismo em traduzir filmes e séries e traduzir literatura, já que a exploração da linguagem nessa ultima é infinitamente maior. Penso que para o caso das legendas, a tradução colaborativa pode ser uma boa, pode agilizar o processo e não teria tantos problemas assim. Por outro lado na literatura, seria complicado traduzir em conjunto sem construir um Frankstein.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, eu queria comentar outras coisas, mas pela falta de tempo vou comentar só os últimos tópicos levantados pelo Raphael Rap.<br />
Eu penso que há traduções e traduções, assim como há uma variedade de teorias sobre elas. Uma dessas teorias vai contra essas afirmações que o &#8220;O tradutor vai transportar isso pra outra língua. Ele tem que se manter fiel ao espírito original.&#8221; Walter Benjamin, em A Tarefa do Tradutor, simplificando muito, defende que a tradução é uma reescrita. Dessa forma, sem dúvida um tradutor precisaria, não de um talento artístico, mas pelo menos uma grande noção literária.</p>
<p>Acho que os outros comentadores estão pensando em coisas diferentes. Há um enorme abismo em traduzir filmes e séries e traduzir literatura, já que a exploração da linguagem nessa ultima é infinitamente maior. Penso que para o caso das legendas, a tradução colaborativa pode ser uma boa, pode agilizar o processo e não teria tantos problemas assim. Por outro lado na literatura, seria complicado traduzir em conjunto sem construir um Frankstein.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

