Tatuagens livrescas e as tatuagens de Quiqueg, em Moby Dick

Eu mesmo tenho uma tatuagem. Na verdade ela é um tanto comum. Um coração em chamas no braço esquerdo, com a inscrição “bháva”. A inscrição, admito, não é muito comum e vou deixar aos versados em sânscrito a tarefa de adivinhar-lhe o significado.

Mas hoje encontrei duas imagens de tatuagens relativas a livros no blog Confessions of a Bookplate Junkie e essas sim são bastante singulares:

A primeira foi encontrada no blog Hang Fire Books e a segunda no Bat Country Books, dos quais já assinei o feed.

A grande coincidência é que, justamente hoje, passei pelo capítulo de Moby Dick (sim, ainda estou lendo), em que o narrador fala sobre a tatuagem de seu amigo selvagem, o arpoador Quiqueg:

Essa tatuagem fora obra de um extinto profeta e vidente de sua ilha, o qual, com aqueles sinais hieroglíficos, escrevera por extenso, no corpo dele, uma completa teoria dos céus e da terra, e um tratado místico sobre a arte de alcançar a verdade; assim Quiqueg, em seu próprio corpo era um enigma a ser decifrado; uma obra maravilhosa num só tomo, mas cujos segredos nem ele mesmo podia ler, embora seu coração vivo pulsasse junto deles; e esses segredos estavam portanto destinados a desaparecer afinal com o pergaminho vivo no qual estavam inscritos, e assim a permanecer indecifrados até o fim.

Naturalmente, há muita gente por aí que carrega caracteres – chineses, japoneses ou algo assim – de que desconhece o significado. Por ignorância, quis escrever “esperança”, mas – por exemplo – o tatuador escreveu-lhe sem querer “hora do almoço”.

  • Sempre procure alguém que conheça a língua e o alfabeto em que pretende fazer a sua tatuagem: tatuagens em sânscrito

E, para aqueles que condenam as tatuagens por serem para sempre, uma resposta:

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Postado em Artes.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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