Eu estava olhando a página de venda da nova edição de Moby Dick e descobri na sinopse oferecida pelo Submarino um fato curioso quanto ao texto original e à tradução:
Um dos principais diferenciais desta nova tradução de Moby Dick, que segue o texto estabelecido pela edição crítica e anotada da Northwestern-Newberry, é o fato de optar por uma fidelidade quase obstinada às opções do estilo do autor, com tudo o que ele tem de difícil, rebuscado e heterogêneo. Para começar: a baleia, em inglês, é masculina – portanto não existe “a Moby Dick” e sim, “o Moby Dick” (ao passo que o navio baleeiro, Pequod, é feminino).
Ou seja, o que pensávamos ser masculino era feminino e vice-versa.
E mais:
A designer Luciana Facchini tomou o partido da limpeza: eliminando as ilustrações que tradicionalmente conduziam a leitura desta obra como um livro de aventuras infanto-juvenil, revela-se pela primeira vez ao leitor brasileiro toda a profundidade e a beleza poética do texto de Moby Dick.
Já no Sumário esta edição vem com novidades: um mapa-múndi com toda a viagem do Pequod propicia uma “leitura visual” da trajetória do romance, bem como uma compreensão nova da obra: cerca de 60% de Moby Dick são divagações filosóficas, considerações técnicas, zoológicas e históricas – ou seja, os capítulos propriamente dedicados à narração da caçada do cachalote ocupam menos da metade do livro (a metade mais conhecida do público geral).
Eu já tinha falado aqui certa ocasião do cuidado que há nas edições da Cosac Naify. No caso, tratava-se de outra obra de Melville, Bartleby, o Escrivão.









