Eis o que escreve João Varella no Blog Curitibocas:
Sacralizar a leitura com um objeto certo, um momento certo e um método certo para ler é bobagem. Emprego aqui “leitura” no sentido amplo. Lê quem ouve música com atenção ou observa uma obra com cuidado. Desde que exista uma reflexão além da simples absorção do conhecimento/informação, já há um ato de leitura. O suporte livro é maravilhoso. CDs, DVDs, telas, gibis, LP, entre outros, também.
Nesse pensamento, sou irmão do João. Chego a ficar irritado com o personagem que ele descreve em sua narrativa.
A sacralização do ato da leitura serve mais para matar futuros leitores do que para criar novos.
Vou ser sincero. Leio mais como quem vai à zona do que como quem vai à igreja.
Em certas tradições, o livro simboliza o mundo: de fato o mundo cabe no livro e, sob certo ponto de vista, é lido. Leva-se uma vida inteira para lê-lo e não se chega ao final.
Ler não corresponde, de fato, como observa o João, a um tempo e a um lugar ou mesmo a um objeto. Vai muito além.









