Rock é coisa de conservador? Galeria do Rock proíbe fotografar
24 de abril de 2008 | Publicado na Categoria Outros assuntos | 9 Comentários »Quanto mais se sobe as escadarias do rock, mais conservadores e tacanhos se tornam os ídolos.
Mais presos aos padrões que serviram para quebrar os padrões anteriores se tornam os aficcionados.
Mais toalhas brancas querem os astros em seus camarins e mais restrições colocam entre si e seu público.
Sei que isto não é privilégio desse segmento musical ou tampouco da música. Mas li no Jeguiando, blog sobre roteiros alternativos de turismo, uma história sobre a famosa Galeria do Rock que me deixou espantado. E percebi que não só os artistas são cheios de mumunhas mas também aqueles que exploram comercialmente o segmento:
Descobri que era proibido fotografar da pior maneira possível. Enquanto registrava algumas imagens, aparece do nada um segurança já metendo a mão na lente da câmera como se fosse o dono do pedaço, gritando que era proibido tirar fotos do local, que eu não tinha autorização para isso, que estava errado e que antes eu deveria pedir permissão ao síndico para poder fotografar o ambiente. Totalmente constrangido, minha única reação foi fazer cara de tacho enquanto guardava a câmera na mochila.
Restringir fotografias – ainda que se trate de um ponto turístico – é uma opção dos proprietários do local, afinal, parece ser um estabelecimento particular.
Mas a questão é como eles vão fazer isso e como vão tratar os visitantes ao proibir.
Daqui a pouco, vai ter que ter crachá de acesso e revista na hora de entrar.
Vai ser, tipo assim, show de banda grande.
E não esqueçam das 300 toalhas brancas.

Geralmente eles fazem isso em shopping para que outras lojas não copiem a disposição de coisas na vitrine, mas isso não faria sentido na Galeria, uma vez que lá tem camisetas do Ozzy penduradas desde 1982, eu acho.
Pois é, Eric… mas o problema nem está aí. A questão é como os seguranças são instruídos a agir.
Querido! :D
Foi uma situação chata mesmo, ainda mais levando-se em conta o tipo de tratamento e a arrogância burra de quem não percebe o que este tipo de atitude gera. Como Fábio mesmo disse, muita gente encara a Galeria não sendo apenas um espaço de compras como também um dos pontos turísticos da cidade. Pense em quantas pessoas consideram a Galeria como um espaço especial assim como o Museu da Língua Portuguesa, por exemplo. Cada um, de acordo com sua subjetividade, atribui um valor a algo específico. Infelizmente, as pessoas agem muito mais irracionalmente do com sensatez. O que poderia gerar um post muito bacana, divulgando ainda mais o espaço, se tornou um post de indignação pela falta de respeito e grosseria. Além do mais, não havia placa alguma que indicasse a proibição de fotografias. Como iríamos adivinhar?
Beijos, meu querido!
Jana.
Oi Alessandro:
Poia é. Você está dizendo sobre o Airon Maiden, não é mesmo?
Ah, li sua queixa a respeito no Quero ter um Blog.
Liga não. Isto é comportamento temporário. Coisa de quem não lida com internet nem sabe do poder dos blogs. Rsrsrs!
… Em compensação, galera, em Saquarema, aqui no RJ, há o ‘museu da Janis Joplin’ na casa do meu amigo Serguei e ele ama mostrar os cômodos divididos como catálogos. Lá se encontram objetos raros como as botas da musa liberal, manuscritos, roupas, com direito a um quarto só do Jim Morrison :)
Apareçam quando puderem. Além de ser uma cidadezinha histórica, temos esta casa-museu onde o anfitrião até canta cover de Janis pra você.
Beijos, Ale querido e bom final de semana :)
E não se esqueçam: o rock não morreu, as atitudes burocratas é que fazem a pantomima he,he.
Beijos em todos desta página tão simpática. Beijo Aninha!!! :)
Grosseria não tem justificativa. Eu costumo ir na galeria comprar tênis (confesso: gosto de tenis de emo) e acredito que talvez a atitude dos seguranças — todos são grosseiros— seja recíproca ao comportamento dos freqüentadores que infelizmente não são mais admiradores do Ozzy e sim emos, muitos emos.
Já dá pra imaginar como é a atitude de um bando de adolescente quando é repreendido, né? Adolescente já é dificil, em bando é bem pior.
Eu gosto dos emos =)
E pra registrar: o ambiente mais rock’n roll da galeria é um boteco no segundo andar onde ainda freqüentam admiradores do Ozzy o resto é coisa pra emo mesmo.
Já ouviu falar da sindrome do pequeno poder?
É isso tem segurança que acha que pode fazer qq coisa…
Ana,
certamente. Pequeno no sentido de mesquinho.
Abraços do Alessandro…
Véio, isso aconteceu comigo.
Tive que fazer uma reportagem para um trabalho da faculdade, e minha pauta era sobre a galeria. Quase me fodi bonito.
Me passaram um telefone de um cara. Ele me pediu para enviar um e-mail, explicando tudo e mais um pouco sobre o trabalho. Disse que eu teria de aguardar não sei quanto tempo, pegar assinatura do papa, beijar um sapo albino e transar com a Hebe, antes de tirar fotos e fazer a reportagem.
Ah, meu amigo, falei: “Ahan, pódexa”.
Desliguei o telefone, fiz as fotos e entrevistei um lojista – que era o que eu, de fato, deveria fazer – e piquei a mula.
No fim, deu tudo certo, na paz.
Muita burocracia nessa galaria dos novos tempos.