Quanto mais se sobe as escadarias do rock, mais conservadores e tacanhos se tornam os ídolos.
Mais presos aos padrões que serviram para quebrar os padrões anteriores se tornam os aficcionados.
Mais toalhas brancas querem os astros em seus camarins e mais restrições colocam entre si e seu público.
Sei que isto não é privilégio desse segmento musical ou tampouco da música. Mas li no Jeguiando, blog sobre roteiros alternativos de turismo, uma história sobre a famosa Galeria do Rock que me deixou espantado. E percebi que não só os artistas são cheios de mumunhas mas também aqueles que exploram comercialmente o segmento:
Descobri que era proibido fotografar da pior maneira possível. Enquanto registrava algumas imagens, aparece do nada um segurança já metendo a mão na lente da câmera como se fosse o dono do pedaço, gritando que era proibido tirar fotos do local, que eu não tinha autorização para isso, que estava errado e que antes eu deveria pedir permissão ao síndico para poder fotografar o ambiente. Totalmente constrangido, minha única reação foi fazer cara de tacho enquanto guardava a câmera na mochila.
Restringir fotografias – ainda que se trate de um ponto turístico – é uma opção dos proprietários do local, afinal, parece ser um estabelecimento particular.
Mas a questão é como eles vão fazer isso e como vão tratar os visitantes ao proibir.
Daqui a pouco, vai ter que ter crachá de acesso e revista na hora de entrar.
Vai ser, tipo assim, show de banda grande.
E não esqueçam das 300 toalhas brancas.







