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Respostas e Perguntas para a Educação, a série: pergunte, responda, participe

29 de junho de 2009 | Publicado na Categoria Educação | 2 Comentários »

Confesso que considerei as respostas que obtive dos outros leitores para a pergunta da leitora Daniela, sobre educação, ainda inconclusivas. No entanto, acho válido publicá-las, pois elas suscitam novas questões.

A pergunta (ou as perguntas), ao final do comentário de Daniela, era a seguinte:

A questão é: quando o ensino se torna extremamente “chato” para a criança que frequenta às aulas diariamente? É a imposição, como já foi citado; é a presença de uma responsabilidade (tarefas, trabalhos, horários) antes inexistente, qual o fator X que leva minha sobrinha de cinco anos dizer que “já” odeia a escola? (Puxa, tão cedo, estudará mais onze anos com toda essa contrariedade?)

Destaco então a participação dos leitores. As respostas estão editadas para que o post não ficasse muito longo. Recomendo que, se quiser lê-las integralmente, visite o post que as gerou.

  • Volney Faustini – Por que o ensino (em sua grande maioria) tem que ser chato? Creio que seja um fenômeno da Industrialização, a intensa ênfase em metodologias, massificação, uma fórmula para todos, a clonização do professor, enfim a Escola tá engessada e aguardem, pois os Nativos Digitais virão pra tomar conta do pedaço!!
  • Enio Vieira – O problema é que os professores não estimulam as crianças a gostarem de estudar, quase todos os professores colocam de certa forma o estudo como um bicho de 7 cabeças, não ensinam a pensar (…)
  • Thaíse Nardim – Acho que os problemas da escola e da insatisfação das crianças ao frequentarem as aulas está justamente nessa cultura da “graduação para vencer na vida”. Bem, um primeiro problema aí: a idéia de “vencer na vida”, que é pautada em, resumindo, ganhar dinheiro, o máximo que você puder. (…) Um segundo problema é que, sendo a graduação o caminho para o sucesso e sendo o vestibular o caminho para a graduação… daí ferrou.
  • Givanildo – (…) O mais preocupante é deixar o filho fora da escola e também não saber educar em casa, porque uma grande massa hoje esta transferindo esse papel para a escola.
  • Regina Martins – Como diz meu primo, educador, hoje os jovens são “html”, as informações não podem ser longas e sim mais dinâmicas e que utilize de recursos até antes não utilizados.
  • Sandréa Souza – Concordo com a colega Regina. Os alunos são Web 2.0, e a escola nem chegou ao 1.0. (…) A escola, além de recursos audiovisuais, necessita também de recursos humanos treinados em complemento a um currículo que ensine o aluno a aprender.
  • Marco Carvalho – Acho que com a facilidade de acesso a informação o papel do professor não é mais de ensinar e sim de mostrar COMO aprender. Acho que o papel do professor como aquele que faz as perguntas certas para estimular o pupilo a desenvolver-se por si só. (…)
  • Prof. Luís Eduardo – Os pais não participam em nada das atividades escolares dos filhos; não se entusiasmam com os pequenos avanços; não olham os cadernos e atividades nem uma vez por semana e deixam para a escola todo o trabalho de educação…
  • Daiana – (…) o sistema educacional em geral não prepara o aluno para pensar e sim apenas joga materia em cima dele talvez por isto e que se tanto valor em graduação,sendo o que precisamos e de grandes pensadores e empreendedores,pessoas que sejam adiminastradoras de sua carreira.
  • Marcelo – Passei vários anos (quando cursei Pedagogia) discutindo esse tipo de assunto em grupos de estudo. Não conseguiria falar sobre isso aqui sem escrever um gigantesco e enfadonho comentário. Minha dica é: leia Bourdieu.
  • Silvia- Professores que sabem usar aquilo que os alunos sabem e os assuntos pelos quais se interessam para ensinar são mais bem sucedidos.
  • Humberto – Trabalho com jovens de várias idades e a fala é a mesma , o cansaço. Uma “educação” massante onde o objetivo final é formar intelectuais, bons empregados, gente de bom senso, inexpressivos, rancorosos e ressentidos, não busca encontrar pessoas mais capazes,que se conhecem, que aprendem a respeitar o espaço, seu e de outros, que não se envergonham do que gostam e de quem são.

Peço que os comentários continuem. As melhores e mais interessantes respostas serão continuamente publicadas com os devidos créditos aqui no Livros e Afins sob o título Respostas e Perguntas Para a Educação.

Se você não tem respostas, faça o que a boa Educação costuma fazer: mais perguntas.

Por ora, fique com esta excelente palestra de Luli Radfahrer, que versa sobre diversos pontos aqui abordados: Para Que Serve Uma Monocotiledônea. Tem uma hora de duração, mas eu recomendo, caso você seja educador ou interessado em educação, que ela seja integralmente assistida.

Descolagem 3 – Luli Radfahrer – Para que serve uma monocotiledônea? (nerds, mídias sociais e a escola do século 21)

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2 Comentários para “Respostas e Perguntas para a Educação, a série: pergunte, responda, participe”

  1. Betty Cires - 29 6 2009 às 11:13

    Pergunta: quando o ensino se torna chato?
    Sob minha interpretação:
    1- básico: quando o professor(a) não se faz simpático(a) ou não procura cativar os alunos. Em consequência, o aluno passa a odiar a matéria.
    2- De um modo geral eu afirmo que o ensino é chato. Por que ? Por que esqueceram que estamos em 2009. Quase tudo continua no mesmos moldes de antigamente. As crianças e os jovens de hoje são mais espertos, mais ativos, mais evoluídos. Um professor que fala e faz anotações no quadro negro todos os dias não desperta nenhum interesse. Nossos jovens precisam de apelos maiores e mais criativos para despertar sua atenção e facilitar o aprendizado. Tecnologia (vídeos, computador, etc), interação (gincanas, visitas a museus, exposições, leitura para posterior trabalho em grupo- e não estou falando de livros paradidáticos!), criatividade (porque não usar música no ensino ? Palestras?), inovação, movimento, criar questionamentos, curiosidade de saber… Idéias não faltam!
    Mas seria injusto da minha parte culpar os próprios professores por isso. Tenho o maior respeito por eles!O que existe é um problema de base. Descaso e falta de investimento no ensino por parte dos governantes deste país.

  2. viviane - 4 3 2010 às 15:27

    olá,tenho uma duvida.
    passei em um concurso para peb1 mas não tenho o magistério e faltam 3 meses para eu terminar pedagogia,será que vou conseguir ingressar nesse concurso,será que vou conseguir efetivar,existe alguma lei que fale sobre isso,por favor se tiverem a resposta me respondam urgentemente.obrigado

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