Virou moda, agora, editoras adotarem comportamento pouco ético contra aqueles que lhes dão a matéria-prima. Durante a semana acompanhamos a vergonha da editora Planeta.

Agora, a Editora Record – depois de enrolar o lançamento do novo livro de Toninho Vaz até o vencimento do contrato, no dia 22 de janeiro – tentou, à revelia do escritor, lançar uma versão tosca da obra (nas palavras do autor).

O livro é sobre o Solar da Fossa, uma pensão que abrigou artistas entre as décadas de 1960 e 1970 na Zona Sul do Rio de Janeiro. O autor conseguiu uma vitória na Justiça e impediu a chegada do produto às livrarias.

Toninho Vaz publicou em seu blog uma nota oficial em que explica todo o problema. A nota também foi publicada na coluna de Dante Mendonça:

Destaco abaixo os principais trechos:

2- (…) Quatro dias após o término do contrato, ou seja, no dia 22 de janeiro último, enviei email ao senhor Sergio Machado, diretor presidente da Record, com cópia para Luciana Vilas Boas, editora executiva, comunicando o descumprimento do contrato por ele assinado, na cláusula 6, e, portanto, da sua nulidade a partir daquela data. Eu pedia a devolução dos originais e das fotos de ilustração;
3- Eles devolveram o material e, aparentemente, estavam conformados com o próprio desleixo. Apenas aparentemente, pois havia uma estratégia moldada pela má fé;
4- Na última semana, fui surpreendido com uma informação de bastidores que me deixou atônito: a Record, à revelia, estaria imprimindo o livro para lançar às pressas no mercado, atropelando a lei e o bom senso. Isto aconteceu no momento em que eu analisava propostas de outras duas editoras;
5- Não eram suspeitas: bastou um telefonema às livrarias para descobrir que os livros já estão impressos e previstos para serem comercializados até o dia 21 próximo (está no sistema de quatro grandes livrarias da cidade). Sem nenhum comunicado ao autor, eles utilizaram uma versão desatualizada de 2007, sem as dezenas de fotos que estão comigo, algumas colhidas apenas recentemente. (…)

Parece, senhores, que estamos em uma época em que os autores não são muito bem representados pelas empresas que deveriam tratá-los, ao menos, cordialmente.

Indira Gandhi?

Foi extremamente chata também a história que acompanhamos nos últimos dias com o autor do livro 1808, Laurentino Gomes:

Bomba no mercado de livros: o jornalista e escritor Laurentino Gomes decidiu ontem romper com a editora Planeta, que lançou “1808″, best-seller que ele escreveu sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil e que há 76 semanas frequenta as listas de livros mais vendidos do país. Gomes afirma que há mais de um mês briga com a empresa para que ela recolha das livrarias 10 mil exemplares que saíram da gráfica com um defeito grave: capítulos de um outro livro, sobre Indira Gandhi, foram enxertados no meio de sua obra.

Ah, bom! Eu não estava entendendo aquela parte em que, de repente, os indianos subiam ao poder. Pensei que tinha perdido alguma aula de História.

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