Reality shows e a educação pelo exemplo

No momento de se fazer a seleção de participantes para um reality show, suponho, a produção desse tipo de espetáculo tem a assistência de um psicólogo ou psiquiatra – ou uma junta desses profissionais.

Só pode ser.

Certamente, o objetivo é escolher, entre outros fatores mais ou menos relevantes, os candidatos mais perturbados e mais aptos a proporcionarem as cenas mais dantescas.

Evidentemente, isso é uma suposição minha. Mas ao observar dez minutos de um show desses, ficaria surpreso se ela não se comprovasse.

Acontece que, bem ou mal, esses escolhidos ganham projeção, fama, dinheiro, exposição e se tornam celebridades instantâneas.

Assim, a interpretação social que se tem é que o comportamento bisonho que eles apresentam para as câmaras é desejado, pois é recompensado.

Facilmente vê-se a consequência disso.

Se tais comportamentos são recompensados, espera-se que eu também tenha um comportamento similar a fim de também ser recompensado.

Gente que passa por cima de tudo para conseguir o que quer, gente que não leva desaforo pra casa, gente guerreira, capaz de tudo, que berra e que agride. Cada vez mais você vai ver por aí. Olhe, por exemplo, para o comportamento no trânsito.

Estamos sendo educados por gente perturbada.

Postado em Notas.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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