Razões para gostar do cinema americano sem medo de ser feliz
23/02/2007Um dos sensos comuns mais usuais entre os intelequituais é que o cinema americano, de um modo geral, não presta. Discordo.
O primeiro diretor que me vem, ao lembrar dos ataques a esse gênero – que não é um gênero -, é o de Steven Spielberg, um dos maiores mestres da arte do entretenimento. A primeira reação de um intelequitual ao ouvir esse nome é virar o nariz ou se fingir de louco.
Lembro de, há alguns anos, ter cometido a insensatez de ter pago R$ 1 para assistir a um filme de Godard – O Elogio do Amor – em que durante uns bons minutos os personagens se dedicam a espinafrar A Lista de Schindler. O argumento se limita, no entanto, às questões éticas dos direitos financeiros da história com os quais a viúva do industrial não foi contemplada. Contra o uso de Spielberg da linguagem cinematográfica para contar uma história, no entanto, não há argumentos.
Pois, se não me engano, o enredo do tal filme de Godard – se há enredo – não se importa exatamente em contar uma história. Está para um filme como uma tese de doutorado está para um romance. Não que uma tese de doutorado não possa ser interessante, mas não é o que eu costumo ler.
O que me levou a falar sobre isso foi um trecho da introdução do livro Desperta e Lê, de Fernando Savater, sobre o qual falei em outras ocasiões.
Em junho de 1997 realizou-se na Sorbonne uma jornada internacional sobre Bernard Groethuysen, para a qual contribuí com uma exposição que incluo na primeira parte deste livro. Depois houve um almoço presidido pela reitora dessa venerável da universidade, ao qual compareceram os mais destacaas participantes, entre eles Jean-Toussaint Desanti, professor octagenário de fenomenologia e filosofia da ciência, que fora amigo pessoal de Groethuysen. Em um certo momento da refeição, veio à baila o tema do cinema, e um professor italiano se pôs a defender o cinema culto europeu em face das aberrações do populismo comercial americano, para ele representadas pelo Jurassic Park. Como sempre disposto a me expor pelo que amo, saí em defesa dos dinossauros de Spielberg. Mereci olhares atônitos de comiseração, mas também o inesperado apoio de Desanti, que havia adorado o filme. “Até comprei uma gravata de dinossaurinhos e tudo”, ele comentou, sugando beatificamente seu cachimbo. Em me senti redimido. Se alguém tão respeitável como Desanti pode usar gravata de dinossauros, nós, que somos muito menos respeitáveis, não podemos fazer grande mal a ninguém elogiando-os…
Se eu usasse gravata, certamente, depois dessa, compraria uma com dinossaurinhos.
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16 comentários
Jurassic Park é um dos meus filmes preferidos, a tempos e tempos. Pra um molequinho que já era vidrado em dinossauros esse filme foi a redenção… quase entrei em êxtase quando vi.
Falar nisso, to devendo a tempos ler o livro que inspirou o filme…
Resposta: Conheço muitos marmanjos que foram às lágrimas quando viram o filme no cinema, na verdade…
Abraços!
Você se lembra daquela vez em que fomos assistir ao Parque dos Dinossauros III no cinema e ficamos tão nervosos que você quase jogou o carro sobre a cancela do estacionamento.
Outro dia eu estava me lembrando de quando fomos assistir ao O Exorcista e ficamos com tanto medo que decidimos esperar o dia amanhecer num bar.
Resposta: A lembrança das mais bacanas que tenho do cinema são essas e o dia em que você, o André e eu vimos Limite Vertical e o assistimos como se fosse uma comédia e algumas pessoas se afastaram de nós, pois estávamos rindo muito. Também tem a ocasião do Moulin Rouge em que dei uma bronca numas garotas que conversaram o filme inteiro ao final e fomos aplaudidos… cinemas sempre têm boas histórias…
Abraços!
Simples: compre uma gravata de dinossaurinhos e guarde-a até o próximo carnaval para usa-la com uma linda regata. Se gostares de Flisnstones a referencia estará completa. rs
* Fim do momento editora de moda. Fique atento para as próximas dicas da, provavelmente, única mulher que tu conheces e que não gosta de olhar vitrines * risos
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As teses de doutorada da minha area – análise do comportamento – costumam ser bastante interessantes.
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Acabadas as preliminares vamos ao que motivou-me a escrever este comentário.
Existe uma certa postura intelectual que, no fundo, nada mais é do que um bando de maniacos rotuladores dizendo o que é bom e o que não é bom a partir do seu ponto de vista – em geral miope e atrás de um oculos quadradinho de bordas grossas que andam na moda, mas eles não estão na moda, nãoooo, eles tem ESTILO.
Na verdade é muito fácil cair nisso. Eu vivo me policiando para não cair nessa armadilha. Como? Tentando ser o mais sincera comigo, com o que sinto, e com aquilo que espero da vida e da arte em geral. Parece bobagem, mas quando estamos muito preocupados com rotulos, fica dificil ser sincero. Mesmo que consigo.
Criticas, opiniões, duvidas, pontos de vista, devem ser expostos, compartilhados. Contudo, isso nunca deve ser feito como se fosse a verdade única. Deve ser exposto pelo que é: um ponto de vista, mais uma forma de ver. E desta forma estar aberto ao dialogo, ao questionamento, a conversa e, porque não, ao aplauso caso o argumento for realmente bom.
Mas, isso é apenas uma opinião. A minha opinião. A minha momentanea opinião.
Beijos
Resposta: Engraçado como é fácil cair nessas armadilhas, não? A pessoa tenta escapar de uma tendência, supostamente imposta por uma “ideologia dominante”, e vai para o outro lado, totalmente oposto… e acaba esquecendo e desaprendendo a ler o mais importante que é o seu próprio desejo… engraçado.
Abraços!
Bom, do Godard eu gosto de Acossado. Mas ele é muito chato mesmo. Truffaut dá de 10!
O cinema americano faz coisa MUITO boa, e isso é um fato incontestável. Assim como brasileiros, mexicanos, argentinos, franceses, etc, também o fazem.
Esse intelectuais são um saco!
Resposta: Acho que o que falta para redimir Godard à minha visão – como se eu significasse alguma coisa para ele, rs… não tenho essa pretensão… mas de fato o que me falta é ver Acossado, que parece ser muito divertido… quem sabe aí eu volte a conversar com Godard. Truffaut eu gosto. O que eu gosto mesmo é de adotar, como você fez, o mesmo tom de voz para falar de qualquer cineasta importante, não importando sua nacionalidade…
Abraços!
“Em um certo momento da refeição, veio à baila o tema do cinema, e um professor italiano se pôs a defender o cinema culto europeu em face das aberrações do populismo comercial americano, para ele representadas pelo Jurassic Park.”
O grande problema do cinema culto europeu dos dias de hoje é que é um cinema feito por intelectuais, para intelectual ver… daí a fraca aderência do público ao mesmo.
O problema dos intelectuais, é que muitos (nem todos), julgam pairar acima do comum dos mortais… julgam que há uma elite (eles) que deve educar o povo (todos os restantes) e decidir pelo povo o que é bom e o que não é bom.
Mas há outra coisa que eu acho engraçada nos intelectuais europeus que criticam o cinema popular americano… é que por exemplo num caso como o Jurassic Park, fosse o filme bom ou mau, a verdade é que nunca na Europa ele poderia ser feito. Não há indústria que conseguisse suportar os custos de produção de tal reliquia… e enquanto os realizadores cultos (super intelectuais), continuarem a achar que o cinema é feito para eles mesmos, e não para todos (o povo)… é normal que, como hoje já acontece, seja o cinema americano o dominador das salas de cinema europeias.
Resposta: Oi, Jorge…
Você fala com autoridade, dado que é do velho continente e acompanha mais de perto os lançamentos daí…
São raros os momentos em que o cinema europeu tenta fazer entretenimento e se dá bem. Mais das vezes se dá muito mal. Vide todos os episódios de Asterix… o que é tão bacana nos quadrinhos, no cinema ficou uma porcaria…
Mas claro que há muitos filmes europeus divertidos. Da mesma forma não se pode generalizar seja para um lado como outro…
Abraços do Ale,
Jorge…
Maga,
e quando o leitor acha que aquilo é uma “verdade única”, sem que jamais o texto tenha tido esta intenção?
Alessandro,
só para enquadrar o meu último comentário.
Como é óbvio há muito bom cinema na Europa.
Eu gosto especialmente de Lars von Trier, Luc Besson, Emir Kusturica, ou da vaga de bons realizadores espanhóis de onde destaco, como é óbvio, Pedro Almodovar. Alguns destes mantêm aspectos importantes do cinema do velho continente (Luc Besson é talvez o que mais cortou com a tradição europeia), mas deram um passo em frente… conseguiram alargar a sua base de apoio popular. No entanto não deixam de constituir um nicho de mercado. Eu acho que o cinema deve funcionar para estes pequenos nichos, mas também deve dar o pulo e alargar-se. Na Europa falta por exemplo um Cidade de Deus (para não ir buscar um filme norte-americano). E só para que saibam, nos cinemas que costumo frequentar, o filme que aquentou mais tempo em exibição (cerca de 1 ano), foi esse mesmo: Cidade de Deus.
Em Portugal não há esse cinema (embora ultimamente tenha começado a surgir um cinema mais comercial), mas também, é verdade que por vezes o cinema obriga a economias de escala, e a escala da economia portuguesa nunca permitiria um orçamento que permitisse criar um filme como Cidade de Deus, ou Carandiru (para citar outro que teve sucesso por estas bandas). A dimensão dos Estados Unidos permite que filmes desses surjam aos cogumelos… e é isso que irrita muito intelectual europeu.
Abraços.
Resposta: Muito obrigado pelo complemento, Jorge. Só veio a acrescentar.
Abraços!
Poxa, o que fazer no caso de um papo entre amigos como esse? Fico meio deslocado quando um assunto vai tão fluente assim. Bem, aqui vai meu parecer: essa postura da indouta intelligentsia de condenar uma produção holliwoodiana é desastrosa. Volta e meia o cinema norte-americano produz filmes muito bons. Spielberg? Ótimo. Inteligência artificial, Minority Report, Jurassic Park, são todos filmes que consolidam aquele flash único cravado na memória. Quem se importa com o bando carnicento de intelectuais, afinal? Eu vou continuar assistindo os blockbusters aí até meus oitenta. E depois? Bem depois não sei se vou estar vivo para contar história…
É isso.
Câmbio, desligo.
Resposta: Acho que eu também vou assistir blockbusters até morrer. A propósito ainda estou louco para ver o último Rocky. Tem outro artigo do Savater sobre isso aqui que devo indicar em breve….
Abraços!
Oi Alessandro, peço licença para responder ao comentário do Paulo Polzonoff Jr, pois acho que faz parte do contexto dos comentários, ok? (vou deixar uma cópia do comentário no e-mail dele tb… rs)
Olá Paulo,
Também acho um problema quando o leitor é que não está aberto ao dialogo. Alias, se fores ver bem o meu primeiro comentário aqui é um exemplo disso, pois ficou um tanto agressivo e bastante generalista – no com o post, mas com o alvo da minha critica. Mas, voltando à “vaca fria”, pelo que acontece muito com leitores de blogues é algo que acontece com a população brasileira em geral: analfabetismo funcional. Não é uma simples questão de defender um ponto de vista, muitas vezes o comentário não tem nada a ver com o post que critica (ou mesmo que aplaude). São pessoas que não aprenderam a ler/interpretar e não incorporaram o hábito da leitura. Quando tais pessoas vão para a internet – que é um meio de leituras rápidas – não conseguem contextualizar, perceber as ironias, etc., e acabam criticando algo que não está escrito.
E, como sempre, a questão não é apenas essa. Entra ai mais problemas: em geral todos temos, em maior ou menos grau, problemas de habilidades sociais. Opinamos e criticamos sem saber como faze-lo.
Como mudar isso? Primeiro, quando se é o autor do post/opinião criticados, é mantendo a calma e responder ao comentário do leitor (ou da pessoa com a qual se está discutindo) sem entrar para briga. Até porque, pode ser que o argumento do texto tenha arestas para dupla interpretação e uma segunda exposição de contra-argumentação pode ser útil para desfazer mal entendidos, e continuar a discussão de uma forma que todos se entendam. Contudo se mesmo depois disso o leitor continuar agressivo, o melhor é ignorar. Ignorar, ignorar, ignorar. Já digo-lhe que, em um primeiro momento, ele vai insistir, insistir, insisitir e até aumentar suas investidas. Mas logo ele para de faze-lo. É batata. (a não ser que alguma outra(s) pessoa(s) entrem na “briga”).
Outro problema quando o leitor acha o texto uma “verdade única” é sair repetindo igual à um papagaio tudo que lê sem reflexão, sem levar em conta o seu contexto, seus gostos, etc. Mas isso já é uma outra história, né? rs
Espero ter respondido a sua questão, Paulo.
Desculpe-me pelo comentário prolixo. Se ficar confuso, já sabe… :)
Beijos
Filme bom é aquele que você assiste e lamenta por ele ter acabado. Independente de quem o criou, projetou ou sei lá mais o quê.
Abraço.
Resposta: E, putz, lembro de alguns filmes – independentemente de sua nacionalidade – que lamentei terem acabado…
Abraços!
Eu adoro Godard, discordo do Diego quanto a ser chato. Assisto Fellini, Akira Kurosawa, Almodóvar, assisto filmes de diretores que quase ninguém ouviu falar como Dziga Vertov, Einsestein, Buñel, mas gosto também dos americanos: A-D-O-R-O: Homem Aranha, X-Men e Harry Potter (sim, do livro e do filme). O cinema foi feito acima de tudo para divertir! Não importa se é um filme americano, francês, italiano! Vá ai cinema para curtir, se emocionar. É pra isso que ele foi feito. Entretenimento!
Concordo plenamente, Flávia!
Só duas coisas que acontecem com o cinema americano em geral e que me incomodam um pouco:
1 – a repetição infinita de filmes com o mesmo argumento. Comédias romanticas são o exemplo perfeito. Sempre a mesma histórieta e, muitas vezes, até os atores são os mesmos. Tem histórias bonitinhas, algumas ficam até mesmo originais e bem produzidas (ano passado me surpreendi com Orgulho&Preconceito), mas o que expanta é a quantidade de filmes com o mesmo argumento que são lancado por ano. A mesmissima coisa. Isso eu acho de uma pobreza muito grande (não importando o preço da produção ou do cachê dos atores). As vezes ouço: um filminho para relaxar, não pensar mesmo, e que quando você termina de ver se sente mais leve. Ok. Mas será que para “relaxar” a história tem que ser sempre a mesma?
2 – A distribuição dos filmes americanos acaba não dando muito espaço para filmes de outros paises. Em especial nas cidades pequenas em que quando existe uma sala de cinema é apenas uma, e as locadoras também não tem muitas opções (conheço cidades em que a locadora só tem filmes dublados, ou outras que nem locadora tem…), criando-se, desta forma, um monopolio que tolhe o direito de escolha do espectador. Não adianta dizer que é por “falta de vontade” que o cara não vai atrás de um outro estilo de filme. As vezes ele não tem acesso mesmo, ou tem acesso e/ou nem fica sabendo que o filme é bacana (o filme fica na ultima parteleira, da ultima estante da locadora e tem a capa tão desbotada que mal da pra ver o nome…), ou como quando não tem ninguem com quem falar sobre o filme. E muitas vezes os próprio “intelectuais” ajudam no estigma de filmes diversos, fazendo caras e bocas pra dizer qualquer coisa sobre um filme qualquer, fazendo o filme parecer algo para poucos (o que em boa parte das vezes não é verdade). Acredito que a intenet tem ajudado muito neste sentido. Eu mesma sei que já andei aprendendo muito neste quesito por estas bandas.
(prolixa, eu? imagina… rs)
beijos
Resposta: Creio que os dois problemas apontados por você, e bem apontados, vêm do fato de uma coisa que os americanos fazem bem: transformar quase tudo o que fazem em indústria. Mas a partir do momento em que um produto está no mercado, nada como ser um bom consumidor para só consumir as frutas das melhores safras e os sabores inéditos…
Só para completar, às vezes, alguns filmes parecem aquelas apresentações de ginástica olímpica – calma, já explico: nelas há os tais movimentos obrigatórios que o ginasta tem que executar sob pena de levar uma nota menor caso não o faça… então tá… o filme tem que ter a cena de perseguição, a cena de sexo, a cena para fazer chorar, o personagem meio cômico… aquelas coisas que a gente está habituado a ver. Parece que boa parte dos produtores esqueceram que o cinema não é obrigado a nada…
Lembra também aquela história, em Shakespeare Apaixonado, de que toda peça tinha que ter alguma cena com cachorros… parece absurdo, mas é exatamente o que acontece hoje, mas com outros cachorros..
Beijos!
Concordo com a Maga, os filmes são repetitivos mesmo. Mas como ela disse a quantidade de filmes americanos lançada todo ano proporciona uma infinidade de filmes americanos com as mais variadas repetições em várias categorias :-p
E realmente acredito ser difícil para algumas pessoas que não moram em grandes cidades encontrar filmes fora do circuito americano, fica complicado mesmo comparar e apreciar filmes com roteiros e assuntos tão interessantes e maravilhosos como os filmes europeus, que além de divertir sempre enriquecem nosso repertório seja com uma visão diferente da que estamos acostumados a ver ou simplesmente mostrando a cultura diversa e distante da americana que encontramos nesses filmes.
Resposta: Estou no mesmo time que você, Flávia… faço o gênero eclético restrito :-)
Acho que a visão intelectual de que os filmes americanos são todos ruins passa por uma certa xenofobia. Se fossem realmente ruins, não seriam aplaudidos de pé pelo público.
O Oscar foi no domingo, e o mundo inteiro sempre fica aguardando o resultado. Querendo ou não, aqueles que obtêm um (ou mais) estatuetas acabam por ser mais procurados pela audiência.
Voltando aos intelectuais. Se eles realmente fossem tão bons, fariam filmes que ultrapasse o limite de seus egos e atingisse a toda e qualquer pessoa. Tarefa difícil.
É lógico que nem todo filme de Hollywood é bom, mas acho errado rotular uma indústria com a gama de opções que é a norte-americana. Esse rótulo é burro.
Resposta: Sem falar que dá para citar uns 20 diretores americanos para quem os intelequituais babam o ovo…
Bom, também não acredito nessa classificação de filmes bons e ruins pela sua origem. Eu, da mesma forma que a Flávia (não pelo fato de sermos namorados) assisto vários tipos de filmes com diferentes diretores, e não julgo seus criadores. Cada diretor tem sua proposta para apresentar e todas são válidas como uma forma de apresentar a sétima arte. Até se for o filme dos trapalhões. Todo filme tem o seu valor.
Resposta: Filmes bons ou ruins, basicamente, podem vir de qualquer lugar… estou contigo.
quro saber se vc tem uma lista de filmes americanos dos anos 70 pra ca sobre a tematica dos professores d eescolas publicas