Quem incendiou a biblioteca de Alexandria?
13 de março de 2009 | Publicado na Categoria Bibliotecas | 8 Comentários »Alexandria, no Egito, ficou famosa por seu Farol e, sobretudo, por sua Biblioteca, que teve seu apogeu entre 290 a.C e 88 a.C, com estimados 600 mil rolos de pergaminho, equivalentes a 120 mil livros.
Ela serviu como fonte para o renascimento grego helenístico e, o que restou dela, para o renascimento europeu do século XV.
Apenas um em cada dez clássicos sobreviveu e durantes mil anos nada que chegasse perto de sua importância surgiu na humanidade. Imagino em que nível de evolução estaríamos se ela tivesse sido devidamente preservada.
Em sua série Cosmos, Carl Sagan nos fala longa e nostalgicamente das obras que poderíamos ali encontrar e que, no entanto, estão perdidas para sempre.
- 88 a.C – Ptolomeu VIII pôs fogo em grande parte da cidade numa guerra civil e dispersou os estudiosos temporariamente
- 47 a.C – Júlio César, depois de escapar de ser assassinado, pôs fogo na frota de Alexandria, que por sua vez acabou queimando áreas da cidade, inclusive edificações que continham 40 mil pergaminhos
- 273 d.C – O imperador romano Aureliano reconquistou o Egito, queimando a parte de Alexandria onde ficava a biblioteca
- 391 d.C – O arcebispo cristão Teófilo incendiou propositalmente a segunda biblioteca de Alexandria, com 40 mil rolos, porque ela estava instalada num templo pagão de Serápis.
- 645 d.C – O conquistador muçulmano, califa Omar, respondeu a um de seus generais que lhe perguntou o que fazer com os famosos livros de Alexandria
Disse ele:
Se o conteúdo estiver de acordo com o livro de Alá, podemos passar sem eles, porque o livro de Alá é mais do que suficiente. Se, por outro lado, eles contêm idéias que não estão de acordo com o livro de Alá, não há necessidade de preservá-los. Então, vá em frente e destrua-os.
O cronista Ibn al-Kifti relata que os livros foram usados para aquecer os banhos públicos de Alexandria. Seis meses foram necessários para consumir todos os volumes.
Quem queimou a Biblioteca? A guerra – por três vezes; o fanatismo religioso- cristão e muçulmano -, por duas vezes.
Fonte: O Relógio do Longo Agora, de Stwart Brand

E nós? Que patrimonios intelectuais andamos criando com nossas idéias atuais?
Adorei o post!
Um grande abraço
Guerra, fanatismo…
Nossa miséria…nossa fraqueza.
Ainda bem que temos os livros para nos lembrarmos das nossas possibilidades!
oi alessandro,
Pois é, a estupidez daqueles que se acreditam cultos alcança graus que ninguém consegue prever.
abs
Léo,
parece ser uma visão de curto prazo dos estadistas guerreiros e dos religiosos fanáticos.
Abraços do Alessandro.
Maga,
devemos estar mais botando fogo nas coisas que outra coisa…
Abraços do Alessandro.
Religião esse é o nome certo para todo o Caos !
Nunca acreditei em Deus, por que não vejo Deus nos homens.
gostei muito desse site.eu estava fazendo uma pesquisa de quem incendiou a biblioteca e veio muito mais do q eu esperava dos sites enclusive esse!!!!!!!