Quais episódios de Twin Peaks ver e quais não
22 de agosto de 2007 | Publicado na Categoria Livros e afins | 32 Comentários »Como eu contei em artigo anterior, eu e Júlia começamos a ver todos os episódios de Twin Peaks. Acontece que, a partir do momento em que o assassino de Laura Palmer é revelado, a coisa perde muito da graça.
Para entender melhor do que estou falando, vale a pena ler um artigo do Registro Dissonante sobre a série Twin Peaks:
Não sei se são verdadeiros os rumores de que David Lynch abandonou a série para cuidar de seus projetos cinematográficos e por isso a coisa degringolou, mas a meia dúzia de episódios que dão sequência à trama são de uma pobreza de dar dó. Roteiristas perdidos, direções inseguras e uma trama que sobrevive na inércia graças ao carisma de seus personagens. Até a trilha maravilhosa de Angelo Badalamenti é mal utilizada, servindo de muleta para dar emoção a cenas completamente inúteis.
E é verdade. O novo diretor parece não ter entendido nada. Para Lynch, a loucura está nas pessoas normais, em fatos cotidianos que só têm um verniz de normalidade.
No modo como um dono de hotel come um sanduíche ou na maneira como uma ninfeta se contorce dançando ao som de uma música sensual, por exemplo.
A nova direção apela para a loucura caricata e para o inusitado previsível. Sem falar que a série começa a parecer uma novela das oito. Daí para baixo. Todos os personagens perdem sua aura de saudável e charmosa esquisitice. Entenda isso como quiser.
Recomendo que você pare de ver a série a partir da descoberta do assassino, leia a sinopse dos demais episódios para não se perder, e retome tudo a partir dos episódios 27, 28 e 29, quando Lynch retoma o manche e termina a série de modo aparentemente raivoso.
Não foi à toa que ele fez um longa com cenas editadas a partir dos episódios filmados por ele: para livrar a sua cara do vexame e separar o joio do trigo.
As demais partes só valem para aqueles fãs da série Arquivo X (programa filhote de Twin Peaks) que quiserem satisfazer uma curiosidade mórbida, ainda segundo o Registro Dissonante:
Os fãs de “Arquivo X” ainda podem se divertir com a bizarra participação de David Duchovny como Denise Bryson, o agente do FBI travestido, personagem que some sem dar satisfações e serve para resolver os problemas de Cooper com as acusações de tráfico de drogas. Também serve para realizar, em parte, o meu maior sonho nerd: ver Fox Mulder, pupilo não-declarado de Dale Cooper, investigando Twin Peaks.
No mais, brindo-os com um detalhe de uma capa da revista Rolling Stone em que aparecem, da esquerda para direita, Lara Flynn Boyle, Sherilyn Fen, Mädchen Amick, atrizes da série, todas muito mais interessantes que Laura Palmer.
Sobretudo Sherilyn, que na série vive Audrey Horne, filha do suspeitíssimo empresário Benjamin Horne.

Detalhe dos penteados. Super década de 80.

hahahahaha, vc é ótimo!
Lembro que acompanhei essa série na Globo, ansioso pra conferir se ela era mesmo tudo aquilo que a mídia falava. Infelizmente, a Globo fez tantos cortes nela – desses pra deixar a trama mais “enxuta”, sabe? – que o resultado final ficou tosco. Agora fiquei curioso pra revê-la, na versão original.
primeiro, por causa do conselho sobre como assistir a twin peaks. depois, sim, por causa dos cabelos!
Eu tenho as duas temporadas aqui em casa, e estou exatamente no segundo episódio posterior à grande revelação, aquele mesmo do “Mulder” travestido, o que confesso, achei fantástico!
Sim, sou fã do “Arquivo X” !
Boas dicas, sou muito fã do David e da série….
PS: A foto das meninas está realmente linda!
Assisti Twin Peaks há gerações na globo. Genial o Agente Cooper com sua mesa cheia de donuts e café, o xerife Harry Truman e o legista (?) que chora quando alguém morre, hehe…
Para não repetir o comentário no outro post sobre a série, a fita do gravador do Agente Cooper chegou a ser vendida nos EUA na época, e foi um sucesso de vendas, mesmo na era pré-ebay.
Ah, para finalizar, a música de Angelo badalamenti é um espetáculo a parte.
Penteados do tempo em que a mulherada ia pro salão amassar e secar os cabelos com musse. Pra ficarem bem despenteados. Mundo louco.
Ótimo seriado. Quanto à segunda temporada, não sou tão crítico assim quanto a ela. O episódio que a Diane Keaton dirigiu, por exemplo, tem as suas qualidades. Mas sensacional mesmo é o final: desde “A Metamorfose”, não tenha visto uma obra ficcional terminar de maneira tão desgracenta.
Na época que Twin Peaks passou, na Globo, eu realmente achei meio sem graça, não entendi o por quê de tanto rebuliço.
Aliás, acho que a Globo é a principal culpada por um preconceito que eu tinha, até bem pouco tempo atrás, contra seriados americanos. Felizmente, House me fez rever os conceitos.
Fiquei curioso para ver Twin Peaks na sua versão original, vou colocar na minha lista de “séries que eu quero ver”.
Twin Peaks es una de las mejores series que he visto. Perdonen mi frances, pero está de puta madre!!!!