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Professores com dificuldade de leitura

13 de janeiro de 2009 | Publicado na Categoria Educação | 9 Comentários »

A professora Lucia Conde, que ensina professores a ter paixão pelos livros, em entrevista na revista Vida Simples, edição dezembro de 2008:

Como despertar no professor, que já é um adulto, a mudança de padrão e o gosto pela leitura?

É difícil, mas os indicadores dos meus cursos mostram que eles se conscientizam da importância da leitura. Escolhem os livros que querem ler e fazem um Diário de Leitura, que não é um resumo do livro. Questionamos o que o livro diz, o que cada professor pensou a respeito do tema, se a pessoa se identificou com a história ou não. Na primeira aula, eu pergunto quantos livros os professores leram nos últimos meses, de que autores gostam, que estilo preferem, se eles se julgam bons leitores. E as respostas mostram a quantidade de pessoas com dificuldade de compreender uma leitura. Muitos não entendem o significado do texto e isso vem da nossa cultura, que não tem o costume de ler.

Na entrevista, a professora ainda comenta sobre bibliotecas em escolas que ficam fechadas (para que os alunos não estraguem os livros) e sobre as indefectíveis provas de compreensão de texto que, mais que incentivar, afastam os alunos da leitura.

Mas saber que existem – e isso não é novidade – professores com dificuldade de leitura (cada vez em maior número) sempre será assustador.

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9 Comentários para “Professores com dificuldade de leitura”

  1. Gabiru - 13 1 2009 às 10:15

    Tive uma professora na faculdade – fiz pedagogia – que dizia que o importante era ler por fruição. Mais do que “trabalhar o livro com os alunos”, mostrar boas obras e não exigir interpretações ou reações determinadas à leitura.

    Já ouvi muitos colegas de profissão dizendo que não têm tempo para ler. O discurso implícito é: “demora muito e eu prefiro usar o tempo com outras coisas.”

    Em boa parte das escolas de São Paulo, há uma biblioteca de livros teóricos para os professores. Há alguns que não são teóricos, como biografias ou obras de caráter histórico. Quando comecei a trabalhar lá, os colegas se assustaram quando eu perguntei o que era necessário fazer para levar um dos livros para casa.

    “Acho que pode levar, mas ninguém usa esses livros, não.”

    Eu acho uma pena. Pelos professores e pelos alunos. E gostaria de ver mais iniciativas no sentido de despertar o prazer na leitura de professores – e de outros profissionais, de uma maneira geral.

  2. Alessandra Martins - 13 1 2009 às 12:38

    Meu chará de nome e sobrenome, e também da familia do SwáSthya! Muito prazer!
    Irei frequentar seu espaço de agora em diante. Adorei!! Parabéns!

  3. lu - 13 1 2009 às 20:32

    É onde eu estudava,a biblioteca ficava fechada diariamente, os alunos pediam pra ter acesso a os livros eles alegavam que naum tinha ninguem pra ficar com eles na biblioteca, no caso nunca existiu ninguem pq raramente usava, eu como uma boa leitora ficava indgnada e protestava mesmo na direçao, eles me diziam que se eu tivesse encomodada que ficasse la tomando conta. Pois he, estudamos em escola publica quase naum tem aulas e naum podemos usar os poucos livros da biblioteca, ainda exigem que passamos no vestibular . Bjuss alê adorei o post

  4. Caminhante - 13 1 2009 às 22:00

    Na escola onde eu estudava, uma professora de português fazia as vezes de bibliotecária. Como eu vivia lá, emprestava livros toda semana, lia vários ao mesmo tempo, pegava livros de história e arqueologia que ninguém dava bola e etc, um dia ela me sugeriu fazer uma terapia. Pode?

  5. lu - 13 1 2009 às 22:10

    rsrsrsrs coitadaa dela. Professora ? português? rsrsr

  6. Ulisses Adirt - 15 1 2009 às 3:06

    Se servir de complemento, Alê, aproveite meu texto: http://incautosdoontem.opsblog.org/2007/11/12/nocu-da-professora/

  7. Alessandro Martins - 17 1 2009 às 19:50

    Gabiru,

    assim como temos histórias tristes a respeito dos livros, no que diz respeito ao pouco caso que muitos fazem deles, temos também boas histórias dos poucos que fazem muito caso…

    Abraços!

  8. Alessandro Martins - 17 1 2009 às 19:51

    Alessandra,

    até o DeRose se confundiu em algum momento. E, confesso, eu mesmo li um comentário seu e pensei: “Ei! Mas eu não lembro de ter escrito isso!”

    Abraços!

  9. Alessandro Martins - 17 1 2009 às 19:54

    Ulisses,

    obrigado pela dica (peladica: cacófato horrível). Está anotada!

    Abraços do Alessandro.

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