Afinal, o que leva alguém a procurar o Yôga, particularmente o Yôga Antigo ou SwáSthya Yôga? E o que faz permanecer?
Um desses dias, estive conversando com alguns amigos também praticantes e chegamos a conclusões interessantes.
Uma delas é que nem sempre se está procurando exatamente o que o Yôga oferece, mas o que o Yôga oferece é o que faz o praticante permanecer.
Explico.
Eu, por exemplo, comecei a praticar para acompanhar minha namorada, que tinha dores nas costas. Como o Yôga não tem finalidades terapêuticas ela acabou deixando a prática (embora com menos dores nas costas) e eu permaneci.
Conheço pessoas que procuraram o Yôga porque tinham dificuldade para dormir e achavam que a prática poderia ajudá-los a relaxar. Mas, ao descobrir que o Yôga não serve para relaxar e que o desenvolvimento dessa capacidade é uma parte infinitesimal de toda gama de técnicas disponíveis na filosofia, porque teriam ficado?
Há aqueles que se interessaram porque as técnicas corporais e respiratórias poderiam auxiliá-los no desempenho nos esportes. Mas, ao ver que estas eram apenas uma parte do Yôga, ainda assim ficaram.
Enfim, eu e os amigos com quem conversei já vimos gente chegar ao Yôga interessada até na famosa gastronomia dos yôgins. Porém, mesmo sabendo que o Yôga não era só isso, permaneceram. Gente querendo mais concentração ou mais flexibilidade ou querendo despertar a criatividade e a sensibilidade.
Finalmente concluímos que, de fato, o que traz uma pessoa para o Yôga às vezes pode ser um único motivo. Não poucas vezes, é o motivo errado. Porém, o que as faz ficar é sempre o motivo certo ou, melhor, todos os motivos que o Yôga oferece.










