O que leva alguém a procurar o Yôga e o que faz esse alguém ficar

Afinal, o que leva alguém a procurar o Yôga, particularmente o Yôga Antigo ou SwáSthya Yôga? E o que faz permanecer?

Um desses dias, estive conversando com alguns amigos também praticantes e chegamos a conclusões interessantes.

Uma delas é que nem sempre se está procurando exatamente o que o Yôga oferece, mas o que o Yôga oferece é o que faz o praticante permanecer.

Explico.

Eu, por exemplo, comecei a praticar para acompanhar minha namorada, que tinha dores nas costas. Como o Yôga não tem finalidades terapêuticas ela acabou deixando a prática (embora com menos dores nas costas) e eu permaneci.

Conheço pessoas que procuraram o Yôga porque tinham dificuldade para dormir e achavam que a prática poderia ajudá-los a relaxar. Mas, ao descobrir que o Yôga não serve para relaxar e que o desenvolvimento dessa capacidade é uma parte infinitesimal de toda gama de técnicas disponíveis na filosofia, porque teriam ficado?

Há aqueles que se interessaram porque as técnicas corporais e respiratórias poderiam auxiliá-los no desempenho nos esportes. Mas, ao ver que estas eram apenas uma parte do Yôga, ainda assim ficaram.

Enfim, eu e os amigos com quem conversei já vimos gente chegar ao Yôga interessada até na famosa gastronomia dos yôgins. Porém, mesmo sabendo que o Yôga não era só isso, permaneceram. Gente querendo mais concentração ou mais flexibilidade ou querendo despertar a criatividade e a sensibilidade.

Finalmente concluímos que, de fato, o que traz uma pessoa para o Yôga às vezes pode ser um único motivo. Não poucas vezes, é o motivo errado. Porém, o que as faz ficar é sempre o motivo certo ou, melhor, todos os motivos que o Yôga oferece.

Postado em Qualidade de Vida.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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