Curiosidades sobre a pesca à baleia… aliás, que perfume você usa?

Há diversas coisas que venho aprendendo acerca da pesca à baleia, particularmente a do cachalote, ao ler Moby Dick, de Melville.

  • A carne do animal não era o principal objetivo dos baleeiros: mesmo porque eles ficavam durante muito tempo no mar sem colocar os pés em terra firme. Não haveria como conservar o produto.
  • Eles estavam atrás de uma substância chamada espermacete. Sua importância comercial é tão grande que influenciou até uma unidade de medida da Física: a base de um dos padrões usados para avaliar a intensidade luminosa, uma candela, foi definida como a luz emitida por uma vela de espermacete puro que queimasse 7,77 g da substância por hora
  • Você usa perfume? Você pode estar financiando a pesca à baleia. Não estou dizendo que é errado usar perfume – ao contrário, é muito agradável -, mas sempre é bom saber o que você anda passando na pele. Saiba o que é âmbar gris: um excelente fixador de odores tirado do intestino das baleias. Quem imaginaria que parte dos componentes dos pequenos frascos das perfumarias sai do meio das fezes de um animal gigantesco?
  • Mais de 80% do romance não trata da caça ao terrível Moby Dick, o carrasco do capitão Ahab. A maior parte do tempo, Melville fala de aspectos técnicos da pesca à baleia. É praticamente uma grande reportagem.
  • Existe um livro sobre a tragédia que inspirou Melville a escrever o romance: No Coração do Mar, de Nathaniel Phillbrick. É a história verídica trata sobre o baleeiro Essex que, em 1820, foi afundado por um cachalote e a saga de seus tripulantes. Durante três meses eles amontoaram-se em três botes.

Isso entre outras coisas.

Engraçado. Antes de lê-lo, Moby Dick era apenas o nome de um livro. Depois de lê-lo, quantos significados.

Postado em Minhas leituras.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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