Pérolas ouvidas em uma grande livraria
29 de abril de 2008 | Publicado na Categoria Livros são divertidos | 10 Comentários »Li no blog O Livro de Areia:
Na Fnac, ouço, de orelhada:
- muito boa tarde. Você tem essa edição bilíngüe da “Divina Comédia”?
- Ahm… Qual autor?
Lembrou o dia em que eu fui procurar a tradução direto do russo para “Crime e Castigo”, na Fnac de Pinheiros:
- Os livros jurídicos ficam ali, ó.
Sugiro que você leia o artigo Sugestões Para as Livrarias Melhorarem o Atendimento.

Pois é, Alessandro. Não acontece só na FNAC não. Aqui em Florianópolis, por exemplo, é difícil uma livraria que você consegue dialogar com o vendedor e pedir uma boa sugestão.
O cara fica enrolando, enrolando e acaba te mostrando o que está na gôndola de ofertas na entrada da mesma. Se você passar para as prateleiras das sessões, a casa caiu. Não sabem de quase nada. Está faltando para as livrarias bons atendentes como os das locadoras de vídeo, que têm na ponta da língua o roteiro e, sobretudo, uma opinião sobre a obra.
[]s
Oi Alessandro…
Báh mas isso é a realidade em quase todas as livrarias que eu conheço! Inclusive aqui no lugar onde me escondo já trabalhei em uma onde a ordem geral era: “não precisa conhecer os livros indica qualquer coisa, é só fazer cara de que entende do babado” Báh corri de lá rapidinho!! Acho uma afronta um atendente não conhecer o produto que vende, seja ele qual for, ainda mais livro, hoje com tanto acesso a informação o mínimo é que se conheça pelo menos os clássicos!
Michelle
Porque não respondeste: José Sarney???
Ale, no Clube da Urca tem uma biblioteca. Piscina, bocha e biblioteca, veja só. E “Balanço Final” da Simone de Beauvoir está junto com os livros de contabilidade.
Gostei mesmo do blog, já assinei o RSS… vou voltar mais vezes, assim espero =D
Alessandro:
O que mais tem aqui são livrarias com vendedores incompetentes. E a falta de educação? Impressionante. Já trabalhei numa livraria então já sei do que estou falando. Rs!
Alessandro,
realidade em 99% das livrarias que frequento.Em umas delas,de tanto eu reclamar que os vendedores não liam nada ,agora quem me atende é o gerente. Que também não lê nada. Procurei Alice no País das Maravilhas edição comentada e ele perguntou se eu não era um pouco grandinha(!) para ler contos de fada(!!!!!!). É escusado dizer que não comprei nada, tamanho foi o ataque de risos.
O que mais gostei de ouvir em uma livraria, foi quando um comprador em potencial entrou na Travessa do Centro e perguntou sobre um livro de informática. “Não trabalhamos com livros de informática” falou o vendedor. Desde este dia a Travessa ficou definida, no meu entender, como a melhor livraria do Rio de Janeiro.
É a nossa cultura… ou melhor, a falta dela!
Ah, este post merece ser assinalado para dar risadas dos comentários feitos aqui.
Sábado fui a uma livraria e perguntei se tinha o livro “A Bruxinha Atrapalhada” e o vendedor disse que não. Perguntei quando ía chegar e ele me disse que eu estava falando alto e que ele não era surdo. Levei o maior susto. Não argumentei. Comecei a falar bem baixinho como se estivesse numa igreja. Rsssss! Fui embora rapidinho, claro.