O Tiago Koyano comentou, nos itens compartilhados do Google Reader da Lady Rasta, no meu post sobre Distúrbios da Educação, citando o livro Technopoly: the Surrender of Culture to Technology, de Neil Postman:

Quando olho para os principais problemas aluais, vejo que eles não têm nada a ver com tecnologia. Se existem crianças morrendo de fome na Somália, se a criminalidade está semeando o terror em nossas cidades e se as famílias estão se fragmentando, não porque dispomos de dados, informações ou mesmo conhecimentos insuficientes. Alguma outra coisa está faltando. Eu não disputaria por um segundo qualquer a afirmação a respeito da possibilidade de utilizar computadores para o aprendizado mais eficiente ou mais interessante. Mas, a pergunta que temos que nos colocar, continuamente, é: para que serve aprender? E aqui que entra o problema. As únicas respostas que as pessoas vêm oferecendo ultimamente são: ‘Vocês têm que ir à escola para arrumarem empregos melhores’. É claro que isto significa pensar os Estados tinidos como uma economia, em vez de pensá-los como uma cultura. Tem que haver outras razões para as escolas. Precisamos de narrativas unificadoras. Quero dizer, mitos compartilhados, que confiram significado, metas e rumo a uma cultura. É isso que as escolas deveriam fornecer. Existe uma grande diferença entre adquirir conhecimento para ganhar a vida e adquirir conhecimento para fazer uma vida.

A frase final. A diferença entre uma pessoa que vende educação e um Educador.

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!