Duas histórias contadas pelo Marcelo Barros, do Dois Espressos, nos comentários do post mais recente, em que escrevi sobre o atendimento nas livrarias.
Segue o control-cê-control-vê das histórias do Marcelo:
Situação 1 – Juiz de Fora, MG
Estava eu olhando livros em uma dessas livrarias-mega-store da vida quando uma funcionária abordou um comprador da fileira ao lado para oferecer ajuda:
— Bom dia! Está procurando algum livro específico?
— É… eu queria O crime do Padre Amaro.A funcionária foi até um dos computadores da loja, acessou o sistema para procurar pelo livro e respondeu ao cliente:
— Hmmm… desculpe, estamos em falta. Quer que eu encomende?
Ao que cliente pensa e responde:
— Não, não… mas… tem alguma outra coisa do Padre Amaro?
*DIN-DIN-DIN-DIN-DIN* (som de alarme no meu cérebro).
Olhei discretamente para o adolescente com uniforme escolar que pedia pelo livro e, quando começava a lamentar o fracasso da educação brasileira, ouvi a funcionária responder:
— Padre Amaro? Deixa eu ver aqui no sistema…
— …
— Não, nenhum livro do Padre Amaro.Situação 2 – Rio de Janeiro, RJ
Há umas 2 semanas minha mãe passeava por uma loja de CDs no Rio quando um senhor entrou e perguntou ao vendedor:
— Boa tarde… por favor, vocês têm CD ou DVD da Maria Callas?
O vendedor, com ar de quem pensa “nossa… que sujeito burro” responde:
— O senhor quer dizer Mariah Carey, né?… Um momento que eu vou buscar.
Cá entre nós: se fosse de propósito, seria coisa de gênio.









