Todo homem e toda mulher nasce com esse sentimento de estar separado do mundo, um sentimento que tentamos superar das mais diversas formas, umas mais e outras menos ilusórias.

No livro, A Arte de Amar, de Erich Fromm, o autor fala sobre diversas delas.

Terceiro meio de alcançar a união é a atividade criadora, seja ela a do artista ou do artesão. Em qualquer espécie de trabalho cria­dor, a pessoa que cria une-se a seu material, que representa o mundo que lhe é exterior. Faça um marceneiro uma mesa, ou um ourives uma joia, cultive o camponês seu cereal, ou pinte o pintor um quadro, em todos os tipos de obra criadora o trabalhador e seu objeto tornam-se um, o homem se une ao mundo no processo da criação. Isto, porém, só permanece verdadeiro para o trabalho produtivo, para a obra que eu planejo, produzo e em que vejo o resultado de meu trabalho. No moderno processo de trabalho de um escrevente, do operário na plataforma sem fim, pouco resta dessa qualidade unidora da obra. O trabalhador torna-se apêndice da máquina ou da organização burocrática.

Eu já falei sobre esse tema também nos seguintes artigos, que completam a ideia expressada na citação acima:

Veja outras citações que venho fazendo do livro A Arte de Amar, de Erich Fromm:

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!