Coisa de dois anos, vem circulando um email sobre o possível fim do site do governo federal Domínio Público, em que são disponibilizados livros, sons e imagens cujos direitos autorais expiraram ou foram cedidos por seus detentores.
Dizia o comunicado, naquele tom que só os spams têm, que o site seria fechado por conta dos minguados acessos, que você deveria acessar o Domínio Público o máximo possível e que, mais importante, o email deveria ser repassado para o maior número de pessoas possíveis.
Leia o que diz um artigo recente do blog do Ministério da Cultura:
E para quem não se deixou levar pelo spam recorrente que assegura que o governo federal quer descontinuar o site Domínio Público (www.dominio publico.gov.br), vale a pena uma visita. O site oferece download e pesquisa de obras que, como o próprio nome diz, já caíram em domínio público.
Infelizmente, por algum motivo, o artigo saiu do ar e, por isso, não posso colocar o link. Por sorte o favoritei no meu Google Reader e ele ficou devidamente registrado.
Existem alguns motivos para não repassar esse tipo de email.
- ao repassar informações não checadas você pode estar prestando um desserviço não é porque você recebeu o email de um amigo que essa informação é verdadeira. Tem gente que até hoje acredita nos Gatos Bonsai só porque recebeu um email indignado de um amigo. Quanto mais uma mensagem absurda tenta parecer verdadeira mais desconfie
- ao repassar um email como esse, sem checar sua veracidade, muitas pessoas usam toda a sua lista de contatos sem usar a opção de cópias ocultas. Talvez você use a cópia oculta. Mas alguém dos seus contatos não. E essa lista sempre chegará a pessoas mal intencionadas. E seu endereço estará ali no meio também. É assim que o pessoal que espalha virus por aí consegue emails para pescar internautas desprevenidos
- você pode estar ajudando a cometer um crime. Muitos dos vírus cuja dissiminação foi oportunizada pela lista de emails obtidas através do spam que você ajudou a espalhar servem para roubar senhas bancárias. Você, indiretamente, pode ter ajudado a lesar o patrimônio de alguém.
Imagine. Uma coisa tão inocente quanto enviar um email.
Repita comigo: quanto mais um email pede para ser repassado, mais ele não deve ser.










