O que você acha de tradução colaborativa?

Eu sei que alguns tradutores profissionais ficam de cabelo em pé ao ouvir o termo “tradução colaborativa”, bem como a ouvir seus derivados e congêneres.

Porém, deixarei o espaço dos comentários para exposição de suas razões. E uma delas deve ser o fato de que uma tradução de uma obra literária obedece certos critérios, muitas vezes subjetivos e artísticos, cada um deles com uma coerência interna individual e intransferível.

Já cheguei a ouvir alguém dizer que a tradução de Ficções, de Borges, para o português, pelo poeta Carlos Nejar, seria a melhor obra em nosso idioma.

A primeira vez que ouvi falar de algo como tradução colaborativa, nesse sentido mais literário, foi no blog Não Zero, do Juliano Spyer.

O Raphael Rap, do blog Rapensando, enviou-me a seguinte mensagem recentemente:

Pois bem, estava fazendo algumas consultas ao Domínio Público e alguns livros que procuro estão disponibilizados somente em outra língua.

Fui fazer uma curta pesquisa e percebi que pela quantidade de obras em domínio público existentes o nosso portal tupiniquim não disponibiliza quase nada (e olha que tem muita coisa).

Pensei em começar um projeto de tradução colaborativa das obras mencionadas, algo parecido com o que já acontece com os softwares livres (maior exemplo disso talvez seja o Ubuntu).

O motivo do envio do e-mail é: primeiro saber se já existe algo nesse sentido e em segundo lugar saber de você, que está nessa área de divulgação de leitura, se é realmente um projeto viável.

Tenho muitas dúvidas a esse respeito e gostaria que você ajudasse a mim e ao Raphael.

O que você acha de tradução colaborativa?

Postado em Variedades.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

Deixe seu comentário