Eu sei que alguns tradutores profissionais ficam de cabelo em pé ao ouvir o termo “tradução colaborativa”, bem como a ouvir seus derivados e congêneres.
Porém, deixarei o espaço dos comentários para exposição de suas razões. E uma delas deve ser o fato de que uma tradução de uma obra literária obedece certos critérios, muitas vezes subjetivos e artísticos, cada um deles com uma coerência interna individual e intransferível.
Já cheguei a ouvir alguém dizer que a tradução de Ficções, de Borges, para o português, pelo poeta Carlos Nejar, seria a melhor obra em nosso idioma.
A primeira vez que ouvi falar de algo como tradução colaborativa, nesse sentido mais literário, foi no blog Não Zero, do Juliano Spyer.
O Raphael Rap, do blog Rapensando, enviou-me a seguinte mensagem recentemente:
Pois bem, estava fazendo algumas consultas ao Domínio Público e alguns livros que procuro estão disponibilizados somente em outra língua.
Fui fazer uma curta pesquisa e percebi que pela quantidade de obras em domínio público existentes o nosso portal tupiniquim não disponibiliza quase nada (e olha que tem muita coisa).
Pensei em começar um projeto de tradução colaborativa das obras mencionadas, algo parecido com o que já acontece com os softwares livres (maior exemplo disso talvez seja o Ubuntu).
O motivo do envio do e-mail é: primeiro saber se já existe algo nesse sentido e em segundo lugar saber de você, que está nessa área de divulgação de leitura, se é realmente um projeto viável.
Tenho muitas dúvidas a esse respeito e gostaria que você ajudasse a mim e ao Raphael.
O que você acha de tradução colaborativa?









