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O que leva alguém a tocar tuba

3 de abril de 2005 | Publicado na Categoria música | 82 Comentários »

Para ler ao som de
Amanhecendo, de Hudson Nogueira,
com Gian Marco Aquino na Tuba
e Lúcia Berrenechea no Piano

Eu fico espantado com o número de pessoas, dentre meus conhecidos, que eram as últimas a serem escolhidas para comporem os times dos esportes coletivos no colégio. Por um lado é reconfortante. Afinal, não era só eu o pior jogador de seja lá o que for em seja lá qual colégio. Por outro, não faz sentido, pois não há tantas últimas vagas em todos os times já formados em todas as escolas primárias do mundo. Talvez seja um fenômeno explicado pelo agrupamento dos iguais.

Naturalmente, os menos dotados esportivamente se reúnem em grupos sociais bem definidos e, então é comum que quando alguém diga:

- Sabe… eu sempre era o último a ser escolhido nos times do colégio…

Daí você escute:

- Eu também!

- Eu também!

- Pois é… eu também… Isso quando eu não ficava no time reserva.

Se alguém me chamava para completar o time, pode ter certeza de que eu jogaria como goleiro. Ninguém quer jogar como goleiro, a não ser aqueles que têm a natural vocação para a coisa. Abençoados sejam. Pois quando eles estavam por perto era a minha chance de tentar mostrar meus dotes futebolísticos. De outra forma, lá ia eu para debaixo das traves.

De verdade, de verdade, ninguém quer ver um goleiro trabalhar. Quando ele começa a fazer muitos malabarismos, belas defesas e demonstrações de reflexos dignos do filme da trilogia Matrix é sinal de que todo o resto do time vai mal. O fato é que, se houvesse goleiro nos times de voleibol, neles também eu ocuparia essa função. Não sem antes ter sido o último a ser escolhido.

A tuba
Não há nada de sexy em uma tuba. O som é engraçado – não no sentido de gracejo, mas de cômico e de patético -, o formato é desengonçado e a forma de tocar desajeitada. É fácil imaginar bochechas infladas e rosadas e uma testa suando. Ao se ouvir uma orquestra várias perguntas surgem a respeito das escolhas dos instrumentistas. Afinal, o que leva alguém a tocar fagote, ou oboé, ou contrabaixo?

E para todos há respostas plausíveis. O fagote tem um timbre inigualável e exótico, o oboé, a complexidade e as nuances e até o contrabaixo tem seu glamour, seu apelo e seu tamanho desajeitado – que muda completamente a vida de seu instrumentista – celebrizado pelo monólogo O Contrabaixo, de Patrick Suskind. O contrabaixista é uma espécie de cristo da orquestra que, diariamente, precisa carregar sua cruz. Mas até para ele se consegue respostas. Talvez um certo masoquismo, uma certa megalomania, um certo apego a grandes objetos e a sons graves.

Mas o que leva alguém a tocar tuba? Contingência. Contingência é a primeira palavra que me vem à boca. Como a posição de goleiro. Nem sempre alguém quer assumi-la. Mas alguém tem que fazê-lo. A tuba não é uma amante. Não é nem mesmo uma esposa, a quem mais das vezes se está unido pelos laços burocráticos do matrimônio. Ela é uma tia bunduda.

Como se tornar tubista
Consigo imaginar a história de alguns tubistas – é assim que se chama? O sujeito, em casa, descansa. Assiste algum seriado na tevê e o telefone toca.

- Opa! Beleza, Antenor? Precisamos de alguém na nossa orquestra…

- …

- Pois é! Falta um músico…

- …

- Não importa que você não saiba tocar nada… aprende o básico na hora e o resto vai sem pressa…

- …

- Vem pra cá. Acho que já tenho até um instrumento pra você…

- …

- Ninguém quer tocar porque é… bem… meio complexo…

- …

- Não, não… você pega com facilidade… não importa se é complexo. O importante é que ele é um grande instrumento. Essencial e único. Na hora eu digo qual… é… ahn… surpresa…

Sim. O fato é que, em princípio, ninguém quer tocá-la. A tuba é um instrumento pelo qual ninguém se apaixona. As pessoas se apaixonam pelo saxofone e seu som sensual, pelo trumpete e seus toques triunfantes, até pela nobreza aristocrática das trompas, mas nunca pela tuba. Até o nome é pouco atraente.

De início o sujeito coloca aquela coisa – digo, aquele instrumento – no colo, meio ressabiado. Aprende a embocadura e tira os primeiros sons. Talvez tenha sido um trumpetista que não deu certo. Talvez em uma orquestra de menor porte tivesse a chance de tocar clarinete.

O fato é que, quando ele percebe, já está encaixando a boca naquele metal como quem encara uma gengiva banguela. Na verdade, isso é só uma imagem por demais forte para, talvez, causar algum impacto no leitor e assim sensibilizá-lo para o drama que vive este personagem. Mas uma amiga, que prefere não se identificar, afirma que namorou com um tocador de tuba e garante que ele beijava como ninguém.

Um pouco de história
A tuba nasceu em Berlim, em 1835. Foi inventada por Wilhelm Wieprecht e construída por Johann G. Moritz. Como é conhecida nas orquestras e empregada até hoje surgiu em 1845, idealizada pelo belga Adolphe Sax, com três até sete válvulas que controlam as tonalidades.

Por incrível que pareça, alguns compositores importantes, como Berlioz, Wagner e Bruckner compuseram obras com solos de tuba. Tenho certeza de que o compositor inglês Ralph Vaughan Williams (1872-1958) foi um sujeito de moral intocável e sem nenhuma mania estranha, mas foi ele o autor do mais famoso concerto para tuba de que se tem notícia. Foi tocado pela primeira vez em 1954 pela Orquestra Sinfônica de Londres.

John Willians – aquele da música tema de Guerra nas Estrelas – , compôs um concerto em homenagem a Chester Smith, recém-aposentado tubista da Bonston Symphony e da Boston Pops, da qual Willians era regente.

Menos pops, há também a Sonata para Tuba e Piano, de Paul Hindemith, a Suíte para Tuba e Piano, de Gordon Jacobs, o Concerto para Tuba, de Edward Gregson e o Capricho, para solo de tuba de Krzysztof Penderecki. Todos pessoas, como diz o chavão, de conduta ilibada.

Não se pode deixar de citar o site do músico Gian Marco Aquino, tubista da Orquestra Municipal de São Paulo com material essencial para quem quer conhecer esse instrumento ou até mesmo dar os primeiros passos na arte de tocar tuba.

Depois de um tempo
Claro que, depois de um tempo, o tubista se torna uma pessoa importante do ponto de vista logístico da orquestra. Só ele sabe executar seu instrumento com algum esmero e os responsáveis pelos outros sopros saberiam tomar o encargo apenas com metade de sua capacidade.

Consigo imaginá-lo, após os ensaios e antes dos espetáculos, a polir com uma flanela aquela que, com seu espalhafato, o torna notável. De fato, a tuba não é um instrumento pelo qual alguém se apaixona. Mas o tocador de tuba conhece nobres sentimentos.

Proponho, inclusive, que as bandas de rock substituam o baixo elétrico pela tuba, muito mais vistosa e aeróbica. Ela inclusive tem a vantagem entre todos os instrumentos de uma orquestra. Ela é o único com peso e resistência o suficiente para servir como arma de defesa sem se danificar seriamente caso seja usada dessa forma.

Depois do ensaio
Depois do ensaio, alguns músicos jogam futebol. No estojo da tuba, as luvas de goleiro.

Quero agradecer a Gian Marco de Aquino, tubista da Orquestra Municipal de São Paulo e ex-goleiro do dente de leite do Brasília Futebol Clube pela correção sobre o compositor John Willians. Também agradeço a participação e o bom humor de Felipe Moreira de Oliveira. Outro tubista, outro goleiro.

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82 Comentários para “O que leva alguém a tocar tuba”

  1. André Valério - 6 6 2007 às 12:57

    Faço das palavras de “Rogério Matos” as minhas, pois já conheci diversos músicos que tocavam outros instrumentos (violino, flauta, oboé e etc…) e quando descobriram a versatilidade da Tuba e suas passagens inigualáveis trocaram de instrumento. E eu mesmo sou um apaixonado por Tuba e por sua riqueza em detalhes e tipos (4/4, 5/4, rotor, pisto e etc…) infelizmente no Brasil há uma dificuldade muito grande em importação, senão já teria uma coleção delas em minha casa.
    É Alessandro acho que você deveria tentar aprender Tuba… rsrsrs
    Ótimo texto, é como uma caricatura…
    Ah.. quase me esqueci, nunca fui goleiro, sempre lateral direito, desafinando um pouco da galera… rsrsrs

    Resposta: Uma ex-namorada minha pensou em substituir o baixo de uma banda de rock por uma tuba… acho que talvez o efeito fosse no mínimo inusitado… o que acha?

    Abraços fortes, meu caro!

  2. luiz antonio darui - 7 8 2007 às 4:06

    se alguem quiser ouvir o som da tuba em musicas modernas escuta nikita de elton john presta atenção no baixo da musica duvido que depois disso voce não vai querer achar outras.

  3. Léo - 19 8 2007 às 12:28

    É muito envolvente o som, me sinto grandiozo quando estou ao seu lado, acho que vai ser pro resto da minha vida, um dia pus meu ouvido no bocal e com a mão tampei o outro, minha audição ficou diferente, o sax da menina ressoou pela tubulação e coloriu meus timpanos!!!

  4. Elizeu Pires - 23 8 2007 às 18:37

    Quando rapáz, só frequentava quadras e campos de futebol para assistir as chamadas péladas. Nunca era escolhido nem como goleiro, minha reputação era péssima dentro das quatro linhas. As poucas vezes que joguei servi de chacota para os colégas. Como músico, sou extremamente solidário com os tubistas, o som da tuba é algo arrebatador nos allegretos, nos moderattos, nas passagens de fusas e semifusas, nos andantinos, graves e agudos. Gosto também do euphonium (bombardino), Eu sou trompetista, sou de uma família de músicos e tocamos em uma orquestra evangélica, meu cunhado Luíz é tubista, (também nunca jogou bola). A música é a mais nobre arte de manisfestar os diversos afétos da nossa alma. Alessandro, parabens pelo seu texto…, recomendo estude tuba e não se atreva a jogar futebol, mire-se no exemplo do grande maestro João Carlos Martins.
    Um grande abraço.

  5. Padro Ataniel - 25 8 2007 às 21:10

    Voce realmente nao tem noçao de música, se algum dia na sua vida vc parasse para ouvirr uma tuba se apaixonaria por seus maravilhosos sons graves e agudos tambem. A tuba não é comico coisa alguma muito menos desajeitado, pois possui tanta habilidade quanto qualquer outro instrumento. E dizer que encostar a boca na tuba é como encostar numa boca banguela… francamente vc é sem noçao alguma de como tocar tuba é nom e por isso quanto mais eu toco mais agradeço a Deus por te me dado esse maravilhoso instrumento.

    Resposta: Oi, Padro… como você deve ter visto nos comentários anteriores aos seus, minha intenção não foi ofender e sim fazer humor. Muitos outros músicos desse nobre instrumento passaram por aqui, se identificaram e se divertiram, como você pode conferir nas declarações e depoimentos anteriores aos seus. De qualquer forma, fica aqui registrado o seu protesto. Na dúvida, ponha a boca no trombone.

    Abraços,
    do Alessandro.

  6. Washington Costa - 20 9 2007 às 7:37

    Caro amiguinho, você realmente não tem noção do que está falando. A tuba é talvez o instrumento mais gracioso da orquestra. Não é difícil para os que têm sensibilidade musical, apaixonarem-se por ela na primeira audição. É ela quem gera a harmonia da banda. Quando ela toca quase ninguém percebe (digo os leigos), mas tire-a e verá afalta que fará.É ela quem dá o “tcham” da música. A vida. Geralmente ,quem toca tuba já passou pelo trompete ou pelo saxofone, mas não se contentou e procurou um instrumento mais mais imponente. foi qundo deciciu estudar tuba. Pode observar que quase todo tubista também toca um pouquinho de cada intrumento da banda. mas dificilmente verás outro da banda que toque uma tuba. É como baixo elétrico. Antes de tocar baixo todos passam primeiro pelo violão ou guitarra. Somente depois descobrem o quanto é maravilhoso tocar baixo. Ninguém vai estudar primeiramente o baixo. É preciso ter maturidade musical para tocar contra – baixo. Sou violonista, mas também sou apaixonado por esse intrumento chamado tuba.

    Resposta: Oi, Washington,

    como deve ter notado, o objetivo da crônica não é desmerecer esse nobre instrumento que é a tuba, mas tão somente mostrar de forma bem humorada – e ficcional – o que leva alguém a tocá-la quando, como você bem disse, não tem a maturidade para perceber ainda a sua nobreza.

    Quando gostamos de algo, muitas vezes manifestamos o amor pelo humor.

    Tanto é verdade que diversos colegas seus – todos tubistas – manifestaram-se também nos comentários e gostaram muito do texto. Surpreendeu-me saber que, de fato, muitos deles foram realmente goleiros!

    Enfim, obrigado por seu comentário!

  7. Washington Costa - 20 9 2007 às 7:48

    Por favor amigo, não se aborreça comigo, mas dá próxima vez escolha um tema o qual conheça para poder falar. Bem vejo que és um completo leigo em música. O tubista não é um excluído e sim um privilegiado.

    Resposta: não se preocupe, Washington. Não sou o tipo de pessoa que se aborrece :-). Essa é uma de minhas crônicas favoritas, meu caro!

  8. Allex Ricardo - 20 9 2007 às 15:28

    …e aeh pessoal, eh uma grande satisfação ver tudo isso que vocês comentam, pois sou um principiante de tuba(toco há 2 meses) e fico fassinado com essa palavras, de grande motivaçãopara todos TuBiStAs…
    …o que me levou a tocar TuBa, foi que eu queria um instrumento diferente que tivesse seu destaque(e como gosto de coisa exageradas), no principio pensei em desitir devido a grande exigência de fôlego, mas com o tempo venci…
    Parabéns e obrigado à todos TuBiStAs,
    isso deu-me mais motivação.

  9. leonardo - 20 10 2007 às 14:58

    Tem um grupo de portugal que se chama TGB (Tuba, Guitarra e Bateria), o tubista se chama Sérgio Carolino, bem legal!! Check Matte!!

    http://www.oeste.tv/televisao/?v=MTc5

  10. Allex Ricardo - 30 10 2007 às 15:33

    Tô afim de saber se vocês têm como me passarem unas musicas Populares, se tiverem entrem em contato no meu e-mail…
    …valeu!!!
    allex_ricardo@yahoo.com.br

  11. cleverson raoni - 17 11 2007 às 14:38

    Bom como vc disse sou nas um goleiro, um goleiro que ama o seu intrumento desde eu era pequeno , foi amor a primeira vista. Um dia serie um grande goleiro (tubista), como o Dida.

  12. Gelson Miranda - 23 11 2007 às 11:07

    Caro Alessandro Martins,
    Como você mesmo disse foi uma maneira bem humorada de falar sobre a tuba. Texto interessante e ao meu ver tem muito a ver com os tubistas. Não posso e acho que os tubistas também não podem explicar como se apaixonam pela tuba, porque geralmente é amor a primeira vista, mas posso garantir que esse instrumento é MA-RA-VI-LHO-SO. Tem um inconveniente, ou melhor, entre outros um charme a mais – se um tubista erra por menor que seja o erro todos percebem, até mesmo quem é leigo em música, o que nem sempre acontece com outros instrumentos. Orquestra sem tuba é como comer pipoca sem sal nem açucar. Ah! também sou goleiro….hehe
    Abraços

  13. Francildo Rodrigues - 19 12 2007 às 17:03

    Sou Tubista e em alguns momentos me fiz essa pergunta (o que me levou a tocar Tuba) acredito que todos nascemos ou somos influenciados por timbres sonoros que nos conduzem a determinado instrumento, independente de qual seja seu formato, tamanho etc…o processo é natural, quem tenta fugir disso só torna o trajeto mais longo, pois o final da caminhada será tocar o instrumento que seu interior já definiu, mesmo que ele não seja o que mais impressiona aos expectadores e ouvintes.
    Tocar é a arte de expressar o que realmente sentimos, por meio do instrumento que amamos.

  14. Amadeu ramos - 27 12 2007 às 22:34

    ola a todos sou o amadeu e toco tuba ja algum tempo.. sou portugues e ja vi que falarm dos tgb e do sr.SERGIO CAROLINO.. Sim esse e muito bom e lançou um cd a pouco tempo.. aconselho a todos a ouvir ta excelente.. por acaso ninguem arranja partituras para quartetos de tubas??

    amadeuramos_@hotmail.com

  15. Gabriel - 8 1 2008 às 23:10

    caraca…
    quase tudo igual
    a diferença eh q sempre era um dos primeiros a ser escolhido no time
    fui considerado melhor goleiro do colégio 2 vezes!!!
    toco Tuba no Colegio Adventista de Salvador a quase 6 anos, graças ao prof. José Aliípio Martins,q foi qem me iniciou na arte da música e, principalmente de tocar esse grandioso instrumento!!!

  16. PAULO "TUBISTA" - 23 1 2008 às 23:33

    Quando comecei a ler sua crônica fiquei um pouco decepcionado, mas levei para o lado humorístico e cheguei a pensar que você fosse tubista. Na verdade, às vezes me pergunto o que me levou a escolher a Tuba para tocar? até hoje não descobri a resposta. Mas de uma coisa eu tenho certeza: não teria tanto prazer em tocar qualquer outro instrumento, como tenho com a Tuba. È simplesmente apaixonante! Fico horas a fio estudando o instrumento – detalhe – sem o mínimo enjôo. Eu acho que os tubistas, não é que sejam melhores que os demais músicos, mas são mais apaixonados pela música, nos seus detalhes por mais insignificantes que possa parecer, são mais dedicados, sentimentais, bem humorados, pacientes, amigos (não conheço um único tubista antipático) etc.
    De qualquer forma gostei muito do seu comentário.

  17. carlinhos. - 9 2 2008 às 22:10

    meu! como voce adivinhou? so que eu ja gostava de tuba antes de ser goleiro; fui goleiro quando criança, e hoje toco tuba em uma igreja evangelica ,perco a mulher e o carro mais nao largo da minha tuba.

  18. val rubens - 27 2 2008 às 14:58

    alessandro,
    ADOREI O SEU TEXTO. É MUITO ENGRANÇADO!
    SEMPRE FUI UM BATERISTA E APAIXONADO POR INSTRUMENTOS (TOCO ALGUNS)… QUANDO INGRESSEI NA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA PROCUREI LOGO SER TRANSFERIDO PARA UMA BANDA DE MÚSICA. AÍ TIVE UMA CHANCE NA BANDA DO CORPO DE BOMBEIROS E FIZ O TESTE TOCANDO CAIXA. EH! EH!… AÍ, COMO SOU LOUCO POR INSTRUMENTOS O NOSSO REGENTE ME PROPÔS A TUBA.´TE CONFESSO, MINHA VISÃO DE MÚSICA MUDOU. ESSE INSTRUMENTO É MARAVILHOSO! E PRA CONSEGUIR TOCÁ-LO TEM QUE TER MUITA SENSIBILIDADE MUSICAL!!! UM GRANDE ABRAÇO.

  19. marcelo - 6 3 2008 às 0:02

    sou musico e toco tuba e amo meu estrumento um abraço pra todos tubista

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