O que a escola tem verdadeiramente ensinado nos últimos séculos

Para mim é óbvio, há algum tempo, que o ensino de língua portuguesa, história, ciência e matemática é apenas uma fachada para o ensino de algo muito mais contundente.

Imagine.

Gerações e gerações de humanos potencialmente criativos sentados em carteiras desconfortáveis, durante horas, ao longo de anos, ouvindo alguém mais velho e supostamente mais inteligente sobre coisas que este mesmo alguém mais velho e supostamente mais inteligente vagamente entende. E que, vagamente, fará seus alunos entenderem. Eles não sentaram lá porque escolheram, mas porque alguém os levou.

Assim concluo que o que mais se aprende na escola atualmente é:

  • suportar situações desconfortáveis por horas ao longo dos anos
  • não questionar autoridades
  • aceitar visões determinadas e fechadas do mundo
  • criatividade é potencialmente perigosa e por isso deve ser podada
  • você precisa aprender coisas de que não precisa e certas coisas, por outro lado, não precisam ser aprendidas

Não é à toa que, quando os índices de aprendizado estão cada vez menores, ninguém dá muita bola. Afinal, há coisas mais determinantes que permanecem a ser ensinadas sem nenhum entrave.

Quando colocar seu filho na escola, diga todo dia a ele para não levar todas essas coisas – matemática, história, geografia, língua portuguesa – muito a sério e tente ensiná-lo a enxergar o que há por trás delas.

Agora, me vem um personagem como Harry Potter, que estuda em uma escola que se diz mágica e tão somente reproduz o modelo de ensino das escolas tradicionais em tudo o que há nelas de pior? E trouxa sou eu?

Hogwarts já ouviu falar da Escola da Ponte?

Postado em Minhas leituras.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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