Para mim é óbvio, há algum tempo, que o ensino de língua portuguesa, história, ciência e matemática é apenas uma fachada para o ensino de algo muito mais contundente.
Imagine.
Gerações e gerações de humanos potencialmente criativos sentados em carteiras desconfortáveis, durante horas, ao longo de anos, ouvindo alguém mais velho e supostamente mais inteligente sobre coisas que este mesmo alguém mais velho e supostamente mais inteligente vagamente entende. E que, vagamente, fará seus alunos entenderem. Eles não sentaram lá porque escolheram, mas porque alguém os levou.
Assim concluo que o que mais se aprende na escola atualmente é:
- suportar situações desconfortáveis por horas ao longo dos anos
- não questionar autoridades
- aceitar visões determinadas e fechadas do mundo
- criatividade é potencialmente perigosa e por isso deve ser podada
- você precisa aprender coisas de que não precisa e certas coisas, por outro lado, não precisam ser aprendidas
Não é à toa que, quando os índices de aprendizado estão cada vez menores, ninguém dá muita bola. Afinal, há coisas mais determinantes que permanecem a ser ensinadas sem nenhum entrave.
Quando colocar seu filho na escola, diga todo dia a ele para não levar todas essas coisas – matemática, história, geografia, língua portuguesa – muito a sério e tente ensiná-lo a enxergar o que há por trás delas.
Agora, me vem um personagem como Harry Potter, que estuda em uma escola que se diz mágica e tão somente reproduz o modelo de ensino das escolas tradicionais em tudo o que há nelas de pior? E trouxa sou eu?
Hogwarts já ouviu falar da Escola da Ponte?











