O proibido é mais interessante, por Tom Sawyer
23 de janeiro de 2008 | Publicado na Categoria Livros e afins | 6 Comentários »Eu já falei por aqui que uma das melhores formas de estimular a leitura de um livro é proibi-la.
Vide o que aconteceu com a biografia de Roberto Carlos. Ninguém estava interessado em saber sobre a vida dele, mas bastou que a venda fosse proibida para que o Brasil inteiro baixasse o livro pela internet.
Assim é.
Mas deixo com você as palavras de Mark Twain, no livro Tom Sawyer:
Tom filiou-se à nova Ordem dos Cadetes da Temperança, cujas insígnias vistosas o atraíam. Prometeu abster-se de fumar, de mascar fumo e de tudo o que fosse profano, enquanto fizesse parte da ordem, mas em breve descobriu que basta prometer deixar de fazer alguma coisa para que fazê-la se torne mais interessante do que nunca. Atromentava-o um forte desejo de beber e praguejar; este tornou-se tão intenso que só a esperança de poder mostrar-se com sua faixa vermelha evitou que saísse da ordem.
Estava próximo o 4 de julho, mas não queria esperar tanto; ainda não havia quarenta e oito horas que entrara para a ordem, quando pôs suas esperanças no velho Frazer, juiz de paz, que parecia estar no seu leito de morte e devia ter um grande funeral, visto ocupar um lugar tão importante. Durante três dias, Tom interessou-se muito pela saúde do juiz e mostrou-se ansioso por notícias. Por vezes, tudo parecia correr bem, tão bem que chegou a tirar da gaveta as suas insígnias para se ver ao espelho com elas, mas o juiz parecia hesitar; a certa altura disseram-no livre de perigo e, por fim, entrou em convalescença.
Tom sentia-se indignado e até, de certo modo, ofendido. Saiu logo da ordem, mas nessa noite o juiz teve uma recaída e morreu. Tom resolveu então nunca mais confiar em ninguém.
Na sua inocência e espontaneidade, Tom só faz destacar o que todos temos de mais humano.
Isso me faz lembrar também que muitos funerais são tão somente a chance de boa parte dos vivos exibirem suas virtudes.
Aquelas que só tira da gaveta em ocasiões especiais. E depois elas são guardadas novamente.
E, sim, ainda estou lendo Tom Sawyer.
Adoro meu novo ritmo de leitura.

Por motivos alheios passou a desconfiar por motivos próprios. Mark Twain é um dos grandes, dos magníficos.
Vi no twitbin @Alessandro_M citar Tom Saywer hoje… meu filho Enzo passou o dia de ontem lendo o livro. 7 anos é idade perfeita para se encantar com ele! E como os personagens são bons para se discutir em família…
Ainda não li.
Fiquei com vontade de ler.
Bjos.
Tb adoro meu ritmo de leitura (já tenho alguns leitores perguntando se não vou acabar O Diário de Anne Frank)… leio vários livros ao mesmo tempo e alguns até diminuo o ritmo para durar mais (foi o caso da Insustentável leveza do ser que eu acabei faz algumas semanas).
Tanbém estou lendo Tom Sawyer e estou adorando!!!! Fui estimulada a lê-lo depois de ler o artigo super bem humorado de Ruy Castro sobre este livro no “As obras primas que poucos leram”. Por falar em ritmo de leitura, o meu está ótimo – faz parte da minha lista Alice no país das maravilhas e O diário de Anne Frank.
Interessante a visão de “Tom”.
Vamos apenas abordar o personagem.
Deixou de confiar em alguém.
Podemos entender a visão de personalidade, pensador, instrutor. Qual a sabedoria do homem para fazer parte de sua excelência a plenitude de outro?
Na verdade tudo que é advertido é bom, pela condição caída do homem na sua existência. (Criação). Ninguém nasceu entendendo o que é certo e o que é errado. Alguém disciplinou uma forma de viver. Os desejos do tempo vão abrir o “leque” das oportunidades, e então a decisão do homem é dele mesmo.
Agora nem todos os caminhos são certos. Vamos ser um pouco religioso no momento.
Acredito que Deus é o caminho certo, sem nenhum ceticismo. Mas o Deus da Bíblia.
Quantas coisas para mostrar…