Pensei neste princípio quando estava em uma sauna, certa vez, após a natação.
Detestamos lugares com clima excessivamente quente e úmido. Preferimos aqueles de clima temperado e agradável.
No entanto, lá estávamos nós, eu e mais alguns camaradas naquela sala azulejada e nada poderia ser mais quente e úmido que aquilo.
Diria que extraíamos algum prazer, de fato, por estarmos lá.
Eis aí o Princípio da Sauna.
O prazer que se extrai de uma situação, ainda que supostamente desagradável, na proporção que ela tenha sido escolhida com liberdade e na proporção que a experiência possa ser interrompida no momento em que se desejar.
Realmente, ninguém – a não ser alguns componentes nórdicos de nossa espécie – fica na sauna mais que uns quinze minutos.
Se a sauna fosse obrigatória, poderia ser considerada uma espécie de tortura.
Assim, a questão reside na escolha e na liberdade.
O homem que vive com 15 coisas
O Nagüeva publicou hoje um post sobre o cara que vive com 15 coisas.
Alguém falou em sofrimento e outros falaram sobre que, tendo dinheiro, é fácil viver com poucas coisas.
De fato, considero que a lição desse sujeito não é de humildade, modéstia ou ascetismo.
Concordo que é preciso recursos para viver-se bem com pouco.
Todo o mundo concorda que existe sofisticação na simplicidade. É um ensinamento de inteligência – visto que nós, que temos provavelmente uma renda menor que a dele vivemos a comprar e a ter coisas de que não precisamos ou usamos de fato – e de liberdade – já que ele escolheu ativamente viver assim.
É o Princípio da Sauna aplicado.












