O preço do livro não é importante

Ouço muito falar que o brasileiro não lê porque os livros são caros.

Você pode colocar livros de graça nas prateleiras das livrarias, colocar bibliotecas em cada esquina. Mas, se não houver leitores, não importa o preço do livro.

E o Brasil é um país de não-leitores. Claro: somos um país de não-estudantes. Em 2002, um quarto da população brasileira com mais de 10 anos de idade tinha menos de quatro anos de estudos completos: 32 milhões de analfabetos funcionais. No mesmo ano, as pessoas de mais de 10 anos de idade morando no Brasil tinham, em média, 6,2 anos de estudo. Estatisticamente, o brasileiro não estuda, e quem não estuda não lê. Não me leve a mal: sou totalmente a favor de livros mais baratos nas nossas prateleiras e de iniciativas como bibliotecas nos metrôs ou máquinas para vender livros. Todo esforço ajuda, e cada um faz o que pode. Mas não vai ser assim que vamos nos tornar um país de leitores. O que realmente precisamos fazer é a revolução educacional que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa cinqüenta anos atrás, e em muitos países asiáticos pouco depois disso. É aumentando o público potencial da literatura que o público real vai aumentar.  (Leia o artigo completo no Le Monde Diplomatique Brasil: Um País de Não-Leitores, por Lucas Murtinho)

Se houver leitores, haverá produção editorial. Se houver oferta e procura, os preços caem naturalmente.

Fonte: compartilhado no Google Reader por Samantha Shiraishi, do blog A Vida Como a Vida Quer.

Postado em Mercado.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

Deixe seu comentário