O nacionalismo é uma doença que se cura viajando

Baseado em um livro do filósofo Fernando Savater – Ética Para o Meu Filho -, escrevi um artigo sobre o que penso sobre a atual discussão sobre o que os blogs devem ou não devem escrever, sobre como os editores devem ou não devem remunerar seu trabalho.

O texto se baseia no fato de que a Ética só é possível através de um circuito cujas paradas principais são liberdade, escolhas, conseqüências e responsabilidades. Responsabilidades que levam novamente à liberdade.

Apenas deixei de abordar o ponto em que Savater fala que é a igualdade, que é quando se faz valer a liberdade. A liberdade só pode ser plenamente exercida quando consideramos os outros humanos como tal e não como coisas.

Para se ter uma idéia do teor do pensamento de Savater, eis o que ele diz dos nacionalismos:

Decididamente. Sou absolutamente anti-nacionalista, contra todos os nacionalismos, começando no espanhol e terminando no chinês. Há um escritor basco, Pio Arroja, que diz que o nacionalismo é uma doença que se cura viajando. O que eu quis dizer com essa frase é um pouco o mesmo. Quando viajas, quando tens que cruzar as tuas fronteiras, deixar o teu lugar, o teu país, e se tens uma certa sensibilidade, dás-te conta que na maioria dos casos a ideia de nacionalismo é absurda. Os seres humanos foram feitos para se misturarem uns com os outros. As pessoas que viajam muito dão-se conta do parecido que são os seres humanos e os seus problemas em toda a parte do mundo. Creio que isso sim é que é a verdadeira lição para uma pessoa nacionalista. Um ser humano pode viver em qualquer sítio, sempre que esteja rodeado de outros seres humanos capazes de o compreender e de o ajudar.

Penso que este é um post adequado para um 7 de setembro.

Postado em Ética.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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