O leitor devora o blog com estas 10 idéias gráficas simples e deliciosas

Cereja deliciosa… yummmmy!

Os grandes chefs de cozinha são geniais porque prezam não só o sabor da comida, mas todos os outros sentidos que envolvem o ato de comer.

Inclusive a visão.

A aparência é só aparência. Mas aparece.

Se você escrever um texto genial – saboroso, do ponto de vista do leitor -, de nada vai adiantar se ele for semelhante a um tijolo de letrinhas embaralhadas.

O artigo não será degustado por muitos que o considerariam delicioso. Ficará na grande mesa dos bons textos esquecidos.

Você pode induzir o seu leitor a digerir todo o seu texto e ainda lamber o prato

É comum que, antes de decidir pela leitura de seu blog, o visitante passeie pela página fazendo o que pode ser chamado de pré-leitura. Quase ninguém lê um texto na internet do início ao fim. É mais comum que as informações sejam pescadas em trechos.

Não sei sei isso é bom ou ruim. Provavelmente é ruim. Mas é assim. Porém, sabendo disso, você pode induzir o seu leitor a digerir todo o seu texto ou boa parte dele e ainda lamber o prato.

Esse é o seu momento. O momento de dizer a ele que o seu texto vale a pena, espalhando aqui e ali pistas de como o seu conteúdo é interessante e sedutor.

Temperos e confeitos que vão sugar o olhar dele como se fossem magnetos.

Título!

Certamente é uma das primeiras coisas que o leitor vê em seu texto, ainda que não necessariamente a primeira.

Cuide para que ele não fique muito longo. Se ele ficar em duas linhas, procure fazer com que as duas tenham um tamanho similar ou ao menos para que uma palavra não fique isolada na segunda linha.

O principal é você saiba escrever bons títulos:

Mas sem dúvida que a aparência gráfica dele também vai atrair a atenção do leitor. Ao menos, ela não deve afastá-lo.

Jornalistas de veículos impressos são bons nisso porque precisam fazer títulos que atendam certo número de colunas sem muita sobra ou falta.

Imagem é tudo, sede não é nada!

Se há uma imagem no texto, é possível que ela atraia a visão do leitor antes mesmo que o título.

Você pode usá-la como estratégia para levar o leitor ao desejo de contextualizá-la. Ao vê-la, ele certamente vai querer saber de que forma ela interaje com o texto.

Não vale roubar, pois ele ficará decepcionado. Por exemplo, usando a imagem de uma garota em trajes menores – ou sem eles – para ilustrar um texto sobre mecânica quântica.

No caso deste texto, usei a imagem de cerejas. Elas são bonitas, elas são vermelhas, elas são apetitosas e certamente despertaram a fome pelo texto e o desejo por sua contextualização. Afinal, o que essas cerejas estão fazendo aí?, pensou você.

Intertítulos: os filhotinhos do título

Os intertítulos devem ser tão bem escritos quanto os títulos, se possível.

Num texto longo, eles funcionam muito bem. Além de organizar o seu pensamento por tópicos, você demonstra graficamente ao leitor que o seu raciocínio é ordenado de maneira clara.

Logo, meu caro René Descartes, ele recebe a mensagem de que seu texto é de fácil compreensão. Ele não vai achar que perderá tempo ao lê-lo e dificilmente terá que fazê-lo mais de uma vez para compreender.

Aspecto físico do texto: a cara da palavra

Neste blog, eu optei por parágrafos menores. É intencional. Em outros blogs meus, me dou a liberdade de parágrafos mais massudos.

Porém, acredito que parágrafos menores dão a ilusão – que pode ou não corresponder à realidade – de que o texto é mais enxuto e até menor do que é realmente. Por vezes solto parágrafos com frases curtas e até de uma ou duas palavras apenas.

Assim, ó.

Elas chamam a atenção no meio do texto. Pode ser que o leitor queira ler o parágrafo anterior ou o posterior para entender a função de uma frase tão curta. E, pronto, ele já absorveu mais uma parcela da informação que você gostaria passar e, de posse dela, talvez queira ler a íntegra de suas idéias.

Olhos são para serem vistos não para ver

Olhos, uma gíria da imprensa, são aquelas citações que aparecem em letras maiores, eventualmente cercadas pelo texto em si ou na lateral da página das revistas e jornais.

Isto aqui é um “olho”, cara-pálida! Ele pode magnetizar o olho de seu leitor!

Olhos não são muito comuns de serem vistos em textos de blogs, mas com um pouco de domínio de CSS você pode criar um estilo de olhos como se fosse uma citação.

Eles são ótimos, pois ao se destacarem graficamente e trazerem uma frase pinçada de dentro do texto, fazem com que o leitor queira ler o resto para saber de onde aquilo saiu. Ou seja, ele vai querer contextualizar aquela frase avulsa.

Listas: eu, ele, você, ela, todos nós adoramos listas

  • Listas se destacam graficamente de forma natural.
  • Por serem ordenadas, quase sempre obrigam a sua leitura até o final.
  • Se estiverem no meio de um texto, obrigarão a leitura de suas proximidades para que sejam contextualizadas.
  • São fáceis e divertidas de serem feitas.

Citações: subindo no ombro de gigantes

Utilize o recurso das citações para enriquecer graficamente o seu texto. Além disso, elas dão credibilidade à sua argumentação, afinal não é só você quem está afirmando aquilo. Mas não se esqueça de contextualizar a autoria. Vejamos o que Edney Souza, editor do site Interney, diz a esse respeito:

Seu visitante sabe quem escreveu aquele texto? Quem é o autor do blog? Onde ele vive? O que faz da vida? Talvez pareça irrelevante para você, mas para o leitor saber quem você é pode ajudar a conquistar confiança, saber onde você vive e sua idade ajuda a contextualizar a informação, saber sua profissão ajuda a medir o quão você é perito naquele tipo de assunto.

Usei este exemplo um tanto metalingüístico para demonstrar como a citação quebra o ritmo visual do artigo, deixando-o menos monótono nesse aspecto. E, além disso, é graficamente bonito.

Mais uma vez, o leitor terá que ler as proximidades para entender em que raciocínio a citação se encaixa.

A citação não é apenas uma chance de você subir nos ombros de gigantes, mas a também a oportunidade de fazê-los balançar os braços por você para chamar a atenção do visitante.

Links são muito mais que pontes para o além

Links enriquecem qualquer artigo de um blog. Se bem feitos, enriquecem a internet como um todo.

Mas além de conduzir o seu leitor a outros artigos e sites interessantes, o link também é um aspecto gráfico naturalmente fabuloso. Ele, por definição, é graficamente diferente do resto do texto.

E, a exemplo dos outros casos, também chama à contextualização. O leitor vai querer saber que idéias o conduziram até aquela frase genial, que se destaca no meio do parágrafo e que, de imediato ele leu. E, ainda por cima, o conduz a outro site bacana.

Em outras palavras: por que, exatamente neste ponto o autor quer que eu vá para outro site?

Negrito, itálico, cores: discretos, mas eficientes

Eventualmente, você pode usar o negrito para induzir uma entonação que, na palavra escrita, não seria possível de outra forma. Outras vezes, para destacar uma palavra importante.

Da mesma forma como nos outros casos ele vai servir para atrair a visão de seu leitor.

O mesmo vale para o itálico e para palavras grifadas.

E também para cores. No caso do WordPress, se você apertar shift+alt+v enquanto estiver no painel de edição, você terá essa opção bastante acessível.

Mas cuidado, não exagere nas cores, sob o risco de poluir seu texto e deixá-lo graficamente desagradável.

Legenda: aquelas letrinhas embaixo das imagens

Nos blogs elas não são muito usuais. Mas funcionam mais ou menos como uma união do recurso do olho com o recurso da imagem.

Ao lê-la, o visitante vai se sentir impelido a descobrir em que parte do texto ela foi coletada.

Você pode usá-la simplesmente colocando uma frase sob uma fotografia específica, usando um plugin para legendas – no caso do WordPress -, ou pré-editando a imagem, de maneira que a legenda esteja nela escrita.

Conclusão

Apresentei aqui 10 exemplos de recursos gráficos que você pode usar em seu texto para aumentar a absorção de informações pelo leitor. Tenho certeza de que você poderá me dizer mais uns 40. O principal é que você aprenda a utilizá-los com inteligência, sem excesso e sem sacrificar o conteúdo em nome dessas técnicas. Texto e parte gráfica tem que trabalhar em conjunto.

Se cada parte remar para um lado, você não sai do lugar.

Postado em Blogs.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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