O jornalismo esqueceu das pessoas

O jornalismo não se interessa mais por pessoas.

Só por fontes ou personagens.

O jornalismo não quer mais saber de histórias, mas de escândalos.

Ou de reportagens sazonais como, por exemplo:

  • o quanto as vendas de flores aumentam com a proximidade do dia dos namorados
  • o quanto a venda de ovos de chocolate aumenta na Páscoa
  • o trânsito nas estradas no feriado
  • o primeiro dia mais frio do ano (na tevê curitibana, clássica é a cena do repórter passando o dedo no vidro de um carro onde uma camada de gelo se formou)
  • mulheres com “profissão de homem” no dia das mulheres, mas que não perdem o charme (clássico é mostrá-las se maquiando logo no início da matéria)
  • e outros exemplos de matérias que bastaria repetir as do ano passado

Nesse cenário, por outro lado, os assessores de imprensa se transformaram em enviadores de releases, fazedores de follow up e barreiras entre quem assessoram e os repórteres. Quem não tem assessor, fica na defensiva como pode.

Sobre isso e outras coisas leia o texto A Grande (e perdida) Arte da Conversação, de Paulo Polzonoff.

Postado em Variedades.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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