Nas livrarias, o que podemos esperar sobre ética – 2

Notável o posicionamento do livreiro da Crisálida Livraria, o senhor Oséias Silas Ferraz. Em um post ele manifesta o que considera correto quanto a comercializar ou não obras plagiadas, tenha esse plágio sido determinado pelo Ministério Público ou não:

Todos podem e devem defender seus direitos, inclusive os acusados de plágio. Mas a situação é diferente. Quando publicou a informação sobre o plágio, Denise Bottmann deu amplo direito de manifestação ao Sr. Fábio Cyrino e à Landmark, assim como costuma fazer em todos os casos divulgados pelo blog Não Gosto de Plágio. Se há algum argumento plausível para a edição espúria da Landmark, que seja apresentado e será divulgado com o mesmo destaque no mesmíssimo local em que o sr. Cyrino foi exposto [prefiro esse termo ao difamado que ele alega].
A Crisálida Livraria nunca comercializou edições da Martin Claret [talvez a mais sistemática e notória plagiária de que se tem notícia] e, após a constatação do plágio do livro Persuasão, de Jane Austen, demonstrado no cotejo das edições apresentado pela Denise, deixamos de comercializar também os livros da Landmark.

É importante esse tipo de posicionamento. Afinal, o Ministério Público nem sempre estará disponível para dizer o que devemos ou não devemos fazer de acordo com o que achamos correto. Por exemplo: quanto a vender ou não obras plagiadas ou quanto a passar ou não no sinal vermelho.

Ou a lei de trânsito só é válida quando há um fiscal olhando?

Quanto mais tiramos nossas decisões das mãos alheias – seja do estado ou não – mais condições de sermos livres temos.

Postado em Mercado.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

Deixe seu comentário