Não assine o livro: use um ex libris

São comuns pessoas que, ao comprar um livro, o assinam ou o carimbam, incluindo ou não a data da aquisição.

Essa prática é antiga, muito embora ela já tenha sido mais elegante. Até há algumas décadas era usual o ex libris. Trata-se de uma gravura, às vezes com a dimensão de um selo, às vezes cobrindo toda a primeira página branca da publicação. Ela era impressa, ou posicionada com outra técnica, para demonstrar propriedade.

Muitos deles são obras de arte de fato. Podem trazer algum brasão ou algum lema de seu proprietário. Para colecionadores de edições raras, um ex libris pode multiplicar o valor de um livro. Às vezes, o ex libris vale mais que o próprio livro.

Marina Teraud - Ex Libris

Este, por exemplo, bem recente, é uma criação de Marina Teraud, que encontrei neste post sobre ex libris, do BibliOdissey. O BibliOdissey, aliás, é altamente recomendável para os amantes de livros, pois é especializado em gravuras e ilustrações antigas – não necessariamente antigas – entre outras guloseimas, verdadeira inspiração para designers e ilustradores.

Por falar em designers e ilustradores, se você tem uma biblioteca, pequena que seja, e se conhece algum profissional dessa área, não seria má idéia pedir a um para criar o seu próprio ex libris. Ainda que um dia o livro saia de suas mãos – e creio que um dos objetivos de alguns livros seja partir -, ele estará enriquecido com um algo a mais. Você mesmo pode criar o seu. Que tal? Se o fizer, mande para mim. Terei prazer em mostrá-lo para os outros leitores.

Serviço

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Postado em Artes e design , Variedades.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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