Não assine o livro: use um ex libris
27 de fevereiro de 2007 | Publicado na Categoria Artes, design e arquitetura, Dicas de sites sobre livros e outras coisas | 15 Comentários »São comuns pessoas que, ao comprar um livro, o assinam ou o carimbam, incluindo ou não a data da aquisição.
Essa prática é antiga, muito embora ela já tenha sido mais elegante. Até há algumas décadas era usual o ex libris. Trata-se de uma gravura, às vezes com a dimensão de um selo, às vezes cobrindo toda a primeira página branca da publicação. Ela era impressa, ou posicionada com outra técnica, para demonstrar propriedade.
Muitos deles são obras de arte de fato. Podem trazer algum brasão ou algum lema de seu proprietário. Para colecionadores de edições raras, um ex libris pode multiplicar o valor de um livro. Às vezes, o ex libris vale mais que o próprio livro.

Este, por exemplo, bem recente, é uma criação de Marina Teraud, que encontrei neste post sobre ex libris, do BibliOdissey. O BibliOdissey, aliás, é altamente recomendável para os amantes de livros, pois é especializado em gravuras e ilustrações antigas – não necessariamente antigas – entre outras guloseimas, verdadeira inspiração para designers e ilustradores.
Por falar em designers e ilustradores, se você tem uma biblioteca, pequena que seja, e se conhece algum profissional dessa área, não seria má idéia pedir a um para criar o seu próprio ex libris. Ainda que um dia o livro saia de suas mãos – e creio que um dos objetivos de alguns livros seja partir -, ele estará enriquecido com um algo a mais. Você mesmo pode criar o seu. Que tal? Se o fizer, mande para mim. Terei prazer em mostrá-lo para os outros leitores.
Serviço
Compare preços de livros sobre ex libris, arte, gravura, ilustração e design.

Uia! Crescendo e aprendendo.
To até pensando em abolir meu carimbo, coitado.
Estou ainda para fazer um curso de ex-libris…
Quanto ao Bibliodyssey, conhece há mto tempo? É um dos meus blogs preferidos! Inclusive foi uma das inspirações para fazer o Catatau… tal qual o Giornale Nuovo.
Resposta: Se houver algum curso desses aqui por Curitiba, me avise… também conheço o BibliOdissey há algum tempo, mas por alguma razão não tinha assinado os feeds. Por isso estava desatualizado. Nunca ouvi falar desse Giomale Nuovo… o que é?
Abraços!
Uau, gostei bastante da idéia revolucionária (para meu mundinho limitado =p).
Sempre tive noção de como seria meu brasão, que será usado durante minha dinastia. Acho que vou confeccioná-lo no Illustrator e depois mandar fazer espécie de carimbo com ele…
Resposta: FAÇA! E mande para mim para que eu o publique… dê uma olhada no roteiro do Djabal nos comentários…
Abraços…
Adoro esse blog! Aprendo tanta coisa…
Eu, como ilustradora e designer vou fazer um ex libris pra mim. É mais um projeto que vai para minha lista.
Obrigada Alê.
Resposta: Quando estiver pronto, mande para mim que terei prazer em publicá-lo…
Beijos!
Adorei a idéia! Não a conhecia! Muito boa!!!
E tu? Já pensaste em qual será o seu ex libris?
beijos
Resposta: Então… acho que tem que ter alguma coisa a ver com um centauro, mas depois de ver a idéia do Djabal vi que tem que ser algo mais elaborado…
Beijos!
Ex libris é uma demonstração de carinho para com o livro. Aliás, foi um dos tópicos de conversa, tempos atrás. Lembra?
Carinho por evitar escrever coisas simples como o nome e a data de aquisição, isso é mais um sentimento de posse do que qualquer outra coisa. E ela é e será sempre efêmera.
Já colocar um selo na primeira folha demonstra quem é o possuidor daquele livro e mais, o que é que ele pensa a respeito das coisas, inclusive daquele próprio livro.
Algum tempo atrás pensei em elaborar uma marca dessas e pensei numa história que tivesse me marcado para sempre. E ela veio à mente: José e seus irmãos.
Fiquei impressionado com a capacidade de José de conter seus instintos mais primitivos quando negou-se a dormir com Zuleika, mulher de Putifar – aquele que o acolheu, abrigou e o tornou seu braço direito – recusa essa que foi tomada como rejeição pura e simplesmente e lhe causou a prisão e muito mais….
Jamais consegui controlar-me em situações semelhantes, sempre deixe me levar pelos instintos. Admirei profundamente seu caráter, capacidade e resistência.
Pois bem; procurei ler as histórias no original, e dela tirei a frase principal de toda a história:
Dorme comigo.
Essa simples frase em português poderia ter uma interpretação completamente diferente do textual, portanto a coloquei na língua original, pelo menos para nós: o Latim. Já que o grego ou aramaico acarretariam outras dificuldades técnicas e assim ficou : dorme mecum.
Qual imagem escolheria?
Contei essa história para uma amiga, e ela que é artista plástica, pensando, desenhou uma orquídea. Pelos motivos mais simples: a forma mais provocante da natureza e o fato dela ser o mais desenvolvido organismo vegetal existente, em síntese é quase um animal.
E assim foi que escolhi a imagem, através de seu resumo numa imagem.
As letras: tamanho e forma, encontrei aquelas que eram utilizadas no tempo de S. Jerônimo que cuidou de traduzir a bíblia para o nosso ancestral latim e pronto estava completa a operação de escolha do “ex-libris”. Hoje quando presenteio um amigo, deixo o selo no livro, para que ele procure esse caminho, que até hoje não encontrei.
Resposta: Nossa, Djabal… o seu roteiro de elaboração valeria um post… creio que a idéia de criação do seu ex libris é muito bacana. O ex libris, de alguma forma, deve sintetizar a “energia”, as idéias e os sentimentos de seu dono… deve dizer tudo num piscar de olhos… quando estiver pronto, manda pra mim que eu quero ver e publicar…
Abraços,
do Ale.
Gostei pra caramba de saber que existe (e faz tempo) esse tal de ex libris. Uma impressionante forma de mostrar sua identidade, o que você é. A simples assinatura muitas vezes até desvaloriza o livro. Com esse tal de ex libris com certeza torna o livro mais interessante e nos dá gosto de conservá-lo. Considero esse brasão um belo projeto de design.
Resposta: Minha resposta é a mesma que para todos os outros: faça e mande para mim… quero publicar… Abraços!
Aí eu teria que imprimir diversos selos, para colá-los? Quando será que custa isso?
Mas é muito interessante mesmo!
PS: adorei o comentário do Djabal!
Resposta: Acho que, se for um desenho simples, você pode fazer um carimbo de qualidade…
Abraços!
Em verdade tenho meus livros. Estou chegando perto da minha terceira centena deles. Mas eles já estão todos (senão a maioria) selados com o Ex-Libris de outras pessoas.
(Obs: Estão selados com os Ex-Libris de outros porque eu compro a maioria deles em sebos – gargalhada)
É isso.
Abraço.
Resposta: Nada impede que o seu ex libris se junte aos antigos… acaba contando a história daquele volume em questão… como aquelas malas cheia de adesivos…
Uau!
Fiquei animadíssima aqui, para imaginar o meu ex libris!
Com certeza terá um dragão.
Mas, que a história do Djabal é inspiradora, isso é.
A propósito, já leu o livro Ex Libris?
Beijos e aquela coisa toda.