Você pode passar 30 dias sem comer. E sobreviver. Com alguma dificuldade naturalmente. Melhor não fazer isso.
Pode passar 3 dias sem água. Também é melhor não tentar.
No entanto, dificilmente conseguirá ficar 3 minutos sem respirar. Porém, é incrível como as pessoas se dedicam pouco a ter uma respiração mais completa e profunda. Uma boa respiração, ao longo do dia, pode fazer a diferença entre estados físicos, energéticos e emocionais exaustivos ou estados capazes de promover maior energia e produtividade.
Compartilho com você um trecho do Tratado de Yôga, de DeRose, em que o autor explica como é a respiração yôgi.
A respiração yôgi (jamais escreva yogui ou yogue) deve ser sempre nasal, silenciosa e completa, salvo instrução em contrário. Deve ser feita com a participação da musculatura abdominal, intercostal e torácica, promovendo um aproveitamento muito maior da capacidade pulmonar.
Neste trecho lembrei das aulas de educação física, em que a professora pedia a nós, crianças, que enchêeeeessemos o peito de ar. Ora, o peito é a terceira fase da respiração, neste ponto de vista, e a de menor capacidade. Além disso, repare em como as pessoas que tem uma respiração proeminentemente peitoral tem uma tendência a ficar mais tensas e cansadas.
Para fazer a respiração completa, lembre-se ao inspirar, primeiro o abdômen se dilata, depois as costelas se afastam e, finalmente, o peito se enche. Para expirar, o caminho é o inverso.
No começo talvez seja difícil lembrar de fazer isso durante o dia, nas tarefas cotidianas, mas com a prática, a disciplina e a constância isso fará cada vez mais parte de seu patrimônio orgânico, aumentando a sua vitalidade.
Além disso, sempre faça a respiração nasal e silenciosa. Respirar pela boca não é tão eficiente quanto respirar pelo nariz.











