A tradutora e editora de blog Denise Bottmann, do Não Gosto de Plágio, está sendo processada pela editora Martin Claret que, por conta de suas denúncias, não conseguiu fechar negócio com uma empresa estrangeira.
Para que você entenda, cito a coluna de Euler de França Belém, do Jornal Opção, de Goiânia (caso tenha dificuldade de encontrar a nota no link anterior, clique aqui):
O empresário Martin Claret não conseguiu vender a editora Martin Claret para os espanhóis que compraram a Editora Objetiva e lançaram o selo Alfaguara. A denúncia de plágio publicada pelo Jornal Opção abortou a venda.
Insatisfeito porque o negócio não foi concretizado, Martin Claret interpelou judicialmente a tradutora Denise Bottmann. Crime de Denise: assina um blog (Não Gosto de Plágio) no qual publica denúncias de plágios e citou casos divulgados pelo Jornal Opção e outros jornais. Denise tem várias virtudes; cito duas: é séria e competente. O plagiário, o criminoso, quer processar quem não cometeu crime algum. Porque foi acionado pelo Ministério Público de São Paulo e perdeu dinheiro.
Ao apurar que a Martin Claret havia plagiado “A República”, de Platão (o filósofo Gonçalo Palácios descobriu o plágio e eu escrevi a reportagem), o Jornal Opção ligou para seu proprietário. Afável, apresentando-se como “velho”, Martin Claret sugeriu que o jornal publicasse a reportagem só depois que tivesse negociado a editora com os espanhóis. Não foi atendido. O Jornal Opção publicou a matéria e a “Folha de S. Paulo” ampliou a denúncia.
Leia também a matéria que saiu na Folha de São Paulo sobre os plágios.









