Lendo O Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, encontro a seguinte passagem:
- A maioria das pessoas gosta de borboletas e detesta mariposas – frisou Pilcher enquanto aguardavam o elevador. – Mas as mariposas são mais interessantes, mais atraentes.
- Elas são destruidoras.
- Algumas sim, uma porção delas, mas vivem de maneiras variadas. Da mesma forma que nós. – Desceram um andar em silêncio. – Existe uma mariposa, alías, mais do que uma, que se alimenta só de lágrimas – explicou. – É só o que comem ou bebem.
- Que espécie de lágrimas? Lágrimas de quem?
- As dos grandes mamíferos terrestres, mais ou menos do nosso tamanho.
Achei curiosa essa história. Descobri uma matéria sobre o tema:
Trata-se de uma mariposa que bebe as lágrimas dos pássaros enquanto eles dormem, em Madagascar.
Curiosa forma de viver.
Faz pensar nos escritores – bem como em outros artistas – que, para viver, dependem das lágrimas, dos risos e de outras manifestações das emoções, físicas ou não, para viver. E da predisposição natural que temos para verter essas manifestações e, ainda, para de alguma forma pagar por isso.










