O Théo, do blog Ato ou Efeito, publico 5 motivos para não copiar um texto na íntegra.
Bem resumidamente:
- penalização dos buscadores, que evitam conteúdo duplicado: no entanto, nem todos os blogueiros que copiam ligam ou entendem o que significa isso
- é desvantajoso para o autor: embora quem copia possa pensar estar fazendo uma espécie de homenagem a um autor que admira, o está prejudicando; da mesma forma, muitos blogueiros que fazem a cópia integral de um conteúdo não entendem muito bem como isso funciona. É uma espécie de cegueira.
- receber crédito pelo trabalho alheio é pouco recompensador: mesmo que se coloque um link no final do texto integralmente copiado, é comum ver blogueiros recebendo e agradecendo comentários elogiosos sob o conteúdo de que se apropriaram
- não é criativo: sou partidário do Tiago Dória, que afirma que não é importante que tudo em um blog seja original. O blogueiro também é uma espécie de hub ou DJ de conteúdo. Mas a forma como você compartilha algo com seus leitores deve ser original. E copiar um post integralmente não é.
- copiar integralmente não vai levar você a lugar nenhum: se sua inteção não é ir a algum lugar, então você pode permitir que outros vão com mais desenvoltura, principalmente o autores do conteúdo que lhe deu tanto prazer ao ser lido; faça um link: se o conteúdo já existe, pronto, em algum lugar da internet não há razão para reproduzi-lo novamente.
Pessoalmente eu passei a ignorar editores (o termo não é exato) de blog que copiam conteúdo. Alguns tem essa prática por má fé e outros por falta de conhecimento mesmo. Não importa. O tempo que eu levo deixando um comentário educativo no post copiado – comentários ameaçadores tendem a só piorar a postura do copiador -, é o tempo em que eu poderia estar desenvolvendo uma atividade realmente criativa.
Agora, os meus dois centavos
Para acrescentar algo ao debate, quero incluir outras 5 razões para não copiar um conteúdo integralmente:
- você faz mais inimigos manifestos que amigos manifestos: veja um blog como o Acidez Mental em que boa parte do conteúdo é copiado. Pergunte a opinião sobre esse site na Bloglista ou em qualquer outro fórum de blogs com autores realmente criativos.
- você perde a oportunidade de ser criativo: se você simplesmente copia, não deve ter experimentado ainda o prazer de receber congratulações por algo que você realmente criou. Mesmo que seja acrescentando algo em cima de outro post que já existe – como o que estou fazendo agora -, você pode ser criativo.
- quem cita é lembrado, quem copia é esquecido: se você copiar um artigo meu, vou entrar em seu blog para ver que é esse “mais um” que copiou meu conteúdo, olhar e perceber – ou mesmo supor – que é tudo copiado. Se você citar, há a possibilidade de o blogueiro gostar do que você acrescentou às idéias dele e passar a acompanhar o seu post. Assim as parcerias e amizades surgem nos blogs
- seu leitor vai ficar agradecido se você não copiar integralmente: acreditar que o leitor deve ficar em seu site é pensamento da década de 1990. Se você apontar um site ou um artigo legal para ele, ele vai ficar feliz e irá voltar no dia ou na semana seguinte para saber o que você quer mostrar para ele dessa vez. Se não fosse isso, sites como o Ueba e o Migre.me que praticamente só tem links para fora deles, não fariam sucesso. Acredite: se você gostou de um conteúdo, terá mais chance de ter sucesso com seu blog (seja lá o que considerar sucesso) se fizer um link de duas ou três palavras do que se copiar o texto integralmente
- você fere direitos autorais: a internet não é uma terra de ninguém nem o velho oeste. Leis sobre o tema estão se consolidando, pessoas se organizando rapidamente e sabe lá se você não vai copiar o artigo de um autor mais invocadinho – desses que trabalham em silêncio, mas seriamente – e, dentro de alguns meses, receber a conta pelo uso do material?
Se isso ainda não é suficiente, recomendo que você assista a um dos muitos filmes baseados na peça Cyrano de Bergerac:
Paris, 1640. Cyrano de Bergerac é um talentoso poeta e exímio espadachim, integrante da companhia militar chamada Cadets de Gascogne. Mas ele possui um nariz absurdamente comprido, que lhe dá uma aparência ridícula para acompanhar seus dotes mentais e físicos. Apaixonado pela própria prima, Roxane, ele se acredita demasiadamente feio para merecer o seu amor. Quando Christian de Neuvillette, um jovem nobre, se junta aos Cadets de Gascogne e também se enamora de Roxane, Cyrano acaba assumindo o papel de protetor do rival, a pedido da prima. Como Christian é, digamos, pouco dado a exercitar os neurônios, sobra para Cyrano escrever suas cartas de amor. Roxane, é claro, apaixona-se pelo homem que escreve aqueles maravilhosos textos, sem suspeitar que é o brilhante primo e não o simplório nobre.
Ah, Roxane… eu também te amo.











