Mais 10 dicas para ler mais e melhor
21 de março de 2007 | Publicado na Categoria Livros e afins | 16 Comentários »Eu tenho os meus conselhos para ler mais e com mais prazer, você deve ter os seus e o Rodrigo Stulzer, do Empirical Empire, tem também 10 dicas para você ler mais livros por ano. A minha preferida é a número 7, que considero fundamental, afinal, como alguém já afirmou, o óbvio deve ser dito vezes e vezes para que todo o mundo entenda.
7. Leia Livros do Seu Interesse
Parece idiotice falar isso, mas quanto mais você ler livro que te interessam, maior será o seu prazer na leitura e mais livros lerá por causa disso. Sim, é verdade. Tem muita gente que tenta ler livros de que não gosta e por isso demora tanto tempo para acabá-los. Siga meu conselho. Se você chegou a um terço do livro e não está gostando do conteúdo, largue-o e comece outro. É melhor ficar vermelho uma vez do que amarelo para sempre.Gosta de aviação? Então leia livros de aviões ou de guerra. É fanático por sexo? Existem ótimos livros de ação recheados de sexo. Gosta de bandas de rock? Leia as biografias dos monstros sagrados como o Led Zeppelin.
Para os fãs do gênero, ele também tem 10 dicas de leitura de livros de ficção científica. Aproveite para dar o seu pitaco e dizer aquele seu livro preferido que ele acabou esquecendo.
Vale a pena a visita, afinal, não é todo dia que um site brasileiro aparece no Boing Boing. O Rodrigo Stulzer foi o primeiro cara a me falar da possibilidade de anúncios contextualizados e do problogger.net, site que, se lido e usado com bom senso, é útil não importa qual o tema de seu blog.

Eu acho que está aí mais uma dica que deveria ser repassada para a escola… deveria fazer parte do treinamento básico de todo professor. Porque antes de ler os clássicos da literatura, o aluno primeiro precisa gostar de ler – e isso só vai acontecer se ele começar por coisas que sejam do interesse dele. É uma coisa simples, mas a maioria das escolas parece ignorar isso :(
Bj,
Resposta: E o que se vê nas escolas – não sei hoje, mas antes era – era aceitar, aceitar e aceitar. Aqui e ali, ainda bem, isso é diferente…
Beijos!
A Cíntia tem razão. As escolas não possuem técnicas modernas para que os alunos adquiram o gosto pela leitura. Eu ainda tive a sorte de ter como professor de literatura um que era verdadeira exceção. Não obrigava ninguém a ler. Fornecia uma lista com uns 200 títulos contendo diversos estilos literários, entregava-a no início do ano letivo e pontuava aqueles que provassem que realmente leram uma das obras indicadas. Um livro lido correspondia a um ponto acrescido na média final do bimestre. Quem “odiasse” ler não perdia nada, deixava de ganhar aquele ponto “bônus”. Mas ele dizia assim: “Dúvido que vocês não encontrem neste monte de livros um de que gostem. Aí tem até livro de sacanagem!” (risos)Alê, até onde sei, todos os que estudavam ali passaram a cultivar o hábito da leitura. Método simples, mas eficaz. Abraços, Mário.
Resposta: É a velha história… tudo o que é obrigatório é uma droga. O que é feito em liberdade é muito bom. E o proibido…
Abraços!
Hehe. Por quê não aproveita para postar sobre como você pegou apreço pela literatura? Se já postou este assunto, manda o link para mim que eu cheguei depois. Abs.
Resposta: Boa idéia…. anotado!
gosto da sua generosidade, da forma como você a administra.
um beijo.
Resposta: Oi, Carol…
ah, obrigado! Mas como assim? :-)
Entrei no seu blog e está com um layout lindo. É você com aquele cabelo vermelho? Uau…
Beijos,
do Ale.
Tenho uma certa mania de insistir na leitura de alguns livros considerados, digamos assim, seminais nas panelinhas intelectuais. Por mais que me desagradem, eu sempre acho que o fim da leitura me trará algum cair de ficha. Sendo assim, não largo o famigerado livro, por mais tempo que me leve pra lê-lo. “Crime e Castigo”, por exemplo, me tomou uns bons meses de leitura. Não me arrependi.
Resposta: Há apostas em que realmente vale a insistência… é como aqueles discos de que não se gosta da primeira vez e você precisa ouvir duas ou três vezes para gostar. Com alguns livros é assim. Não exatamente, mas acho que você pegou o espírito da coisa…
Abraços!
Eu ia comentar esse post por um caminho, mas a Cintia falou exatamente o que eu queria dizer, e muito melhor. Obrigada Cintia!
Já que ela já disse, vou por outro caminho. Tu vistes o filme “Roma, um nome de mulher” (Argentina, 2004, Adolfo Aristarain)? É um filme interessante. Bom, lá pelas tantas um personagem pergunta ao outro o que ele esta lendo. O mais jovem responde: Proust, mas estou demorando. Então o outro retruca: é natural que demores, Proust é muito chato.
Achei interessante ele falar isso, afinal muitas vezes deixamos de ler um livro do nosso interesse em nome de um classico que não esta no nosso momento (digamos assim) apenas porque é vergonhoso não ter lido o “classico” e acabamos não lendo livro nenhum.
Por outro lado acho bacana testar coisas novas na literatura (e na vida também, ora rs). Eu sempre tive um certo receio de livros mais “classicos”, e descobri que a maioria dos livros assim chamados atingiu esse estatos porque é bom mesmo.
Beijos
ps.: estou lendo um livro da sua lista, Candido – Voltare. Bicho, que livro doido ahahahaha
Resposta: Quando você se atraca com um livro é quase um envolvimento de curta – ou longa duração. Se você fica com um chato, que consome a paciência e o tempo, além de se chatear, deixa de experimentar outros muito melhores. Falamos de livros, que fique claro…
Que bom que está gostando da indicação, Marcela! Fico deveras feliz.
Beijos,
do Ale.
Já eu encaro de outra forma. Claro, deve-se ler o que vocô gosta, evitar livros chatos. Mas se parar e pensar bem, passaremos a ler somente assuntos pelos quais nos interessamos ou então que dominamos.
Sendo assim, nunca poderia ler Machado de Assis, que nada tem a ver com internet, blogosfera, jornalismo, etc. Devemos diversificar o assunto dos livros também.
Resposta: Nada impede que uma pessoa que goste de tecnologia, internet e afins goste de Machado de Assis ou de outro autor fora de sua área.
Meu conselho e o do Rodrigo é simples: pegou um livro, leu os primeiros capítulos, não gostou mesmo depois de um sincero esforço de boa vontade? Pra que sofrer? Parta para outra. Mesmo que seja o, na minha opinião, excelente Machado de Assis. Nem ele merece o seu sofrimento.
Abraços!
Alessandro, só gostaria que o computador com internet tivesse mais acessível para o povo brasileiro avesso a leituras (leitura! credo… – diz o brasileirinho) e que pudessem também ter acesso a blogs mais que incentivadores como o seu e o do Marcelo. Até eu, leitor decano, aproveitei algumas das dicas. Hoje, aqui teclando esse comentário penso: “O que seria do internauta alheio sem essas pequenas luzinhas (no caso os blogueiros bem intencionados) que desbastam a putrefata montanha de dejetos que contem na internet?”.
É isso.
Resposta: Eu acho que o acesso ao mundo digital seria bom também por blogs como o seu… vamos em frente! Abraços!
Abraço.
É isso ai gente…
A literatura é o espéculo que oportuniza o acesso à mente e ao conhecimento. Gostei do cometário do Mário a respeito do professor que não forçava a leitura. Todos sabem que ler facilita o aprendizado e propicia novas maneiras de pensar. Forçar o aluno pra quê? Todos devem ser responsáveis e saber o que é melhor pra si.
Um grande abraço,
Lenira
Oi Ale,
Explica para a moçada, que, quem não tem moleskine, (nome chique e americanizado) não é para ficar triste; uma agenda também surte o mesmo efeito e é bem mais fácil de encontrar.
Para anotar as boas idéias precisamos de lugar seguro, desde que não seja folhas soltas, pois estas, realmente tem a tendência de perder-se entre os muitos papéis já existentes.
Um grande abraço a todos os blogs.
Lenira.
Resposta: Tem razão… o mais importante é a disciplina e a constância da anotação… o moleskine é apenas um conforto e um incentivo a mais…
Beijos e obrigado por todos os outros comentários que fez durante o fim de semana….