machado

Recentemente a ala cabeka do Facebook e outras mídias sociais menos prestigiadas se revoltou porque uma escritora disse que ia lançar uma edição “simplificada” de Machado de Assis, para adolescentes.

Não há novidade na ideia de edições simplificadas ou adaptações de obras clássicas.  Eu cansei de ler esse tipo de coisa quando criança ou mesmo mais velhinho.

A tradutora Denise Bottmann resumiu o que penso a esse respeito (fonte):

não entendi a revolta contra uma edição simplificada de machado de assis. qual o problema? a quantidade de adaptações, simplificações, condensações, reescritas que a gente tem em obras traduzidas é espantosa – desde carlos heitor cony, monteiro lobato, clarice lispector, miécio tati, marques rebelo, orígenes lessa, millôr fernandes, tatiane belinky e “n” adaptadores mais. então simplificar shakespeare, púchkin, cervantes, austen, homero, edgar allan poe, mark twain, dante e quem mais a gente imaginar pode, mas agora a patricia secco simplificar o machado não pode?

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!