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	<title>Comentários sobre: Livros, downloads e pirataria: o debate jamais terminará</title>
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	<description>É para gostar de ler.</description>
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		<title>Por: Aldo</title>
		<link>http://livroseafins.com/livros-downloads-e-pirataria-o-debate-jamais-terminara/comment-page-1/#comment-24186</link>
		<dc:creator>Aldo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 02:16:46 +0000</pubDate>
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		<description>Por favor, preciso muito mesmo tirar uma d&#250;vida que me atormenta: H&#225; algum tempo elaboro apostilas para concursos p&#250;blicos e agora, depois da faculdade, de anos de estudo em dezenas de livros, artigos, apostilas etc., pretendo fazer minhas apostilas, imprimi-las e vend&#234;-las, de acordo com o que aprendi. Contudo, apesar de muito cuidado, tenho muito medo mesmo de contrariar algum dispositivo legal e ser processado. Meu material foge ao m&#225;ximo o conte&#250;do de outros, na medida do poss&#237;vel, uma vez que uma frase, ideia, sequ&#234;ncia, por exemplo, pode se encaixar em um coment&#225;rio anterior, entende? Como dimensionar o que posso ocasionalmente repetir? Devo revisar todas as mat&#233;rias ao p&#233;-da-letra? Nem sei mais o que li nem onde li. &#201; bom ou &#233; comprometedor colocar bibliografia? Por favor, estou come&#231;ando agora, sou muito pequeno mesmo, mas quero come&#231;ar DIREITO.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, preciso muito mesmo tirar uma d&uacute;vida que me atormenta: H&aacute; algum tempo elaboro apostilas para concursos p&uacute;blicos e agora, depois da faculdade, de anos de estudo em dezenas de livros, artigos, apostilas etc., pretendo fazer minhas apostilas, imprimi-las e vend&ecirc;-las, de acordo com o que aprendi. Contudo, apesar de muito cuidado, tenho muito medo mesmo de contrariar algum dispositivo legal e ser processado. Meu material foge ao m&aacute;ximo o conte&uacute;do de outros, na medida do poss&iacute;vel, uma vez que uma frase, ideia, sequ&ecirc;ncia, por exemplo, pode se encaixar em um coment&aacute;rio anterior, entende? Como dimensionar o que posso ocasionalmente repetir? Devo revisar todas as mat&eacute;rias ao p&eacute;-da-letra? Nem sei mais o que li nem onde li. &Eacute; bom ou &eacute; comprometedor colocar bibliografia? Por favor, estou come&ccedil;ando agora, sou muito pequeno mesmo, mas quero come&ccedil;ar DIREITO.</p>
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		<title>Por: ANG</title>
		<link>http://livroseafins.com/livros-downloads-e-pirataria-o-debate-jamais-terminara/comment-page-1/#comment-24185</link>
		<dc:creator>ANG</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 02:46:47 +0000</pubDate>
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		<description>Suzana,

Revisor é uma categoria mau paga, e injustamente: muitas vezes ela melhora texto de autor. Precisam sem melhor pagos também, pois como você disse, o trabalho é árduo.

Quando você falou do longo período de gestação de uma obra autoral; profissionais, quando são pagos, recebem baseado em horas trabalhadas. Qual autor no planeta que recebe de qualquer editora o pagamento equivalente às horas trabalhadas? Um escritor que demorou 10 anos de pesquisa e redação recebe equivalente aos 10 anos? Isso não é real. Aposta que seja ingresso na história, talvez. Quero dizer que nenhuma obra intelectual recebe pagamento correspondente, tanto pelo tempo de serviço autoral, como pelo acesso de público. Com filme isso pode ser visto bem: chega num ponto em que um passa na TV aberta; um canal compra direitos de exibição; quem vê o filme só na TV aberta (não viu em cinema, DVD, TV à cabo), não pagou um tostão – “Ah, mas o autor recebeu!”; se tiver uma família de 8 pessoas num televisor, pela lógica de autor roubado, não. Pela mesma lógica, não tem jeito, o autor sempre será roubado de alguma maneira (Quanto ele recebe de 20 pessoas que pegaram um livro na biblioteca?).

Essa contabilidade, na prática, nunca fecha. É um pouco paranóia toda hora dizer “Pega-ladrão, autor roubado!”. O sempre tem uma parte de seus ganhos que não é dinheiro; pra isso a indústria cultural quis fechar os olhos, mas a demanda por cultura nessa era de multiplicidade de comunicação, descobrindo a internet, virou novamente o jogo. Se o autor não contabilizar ganhos imateriais, e dele não souber tirar valor, para então gerar dinheiro, aí se estrepa.

Quero dizer que está na hora de todo o mercado editorial assumir a realidade de livro digital e saber fazer dinheiro com quem gosta de e-book; cobre um preço baixo por um material digital de qualidade – “Mas aí vão inundar a internet de material pra ser baixado, aí sim roubado”; então, quem fizer download da editora ganha desconto pra comprar o livro impresso ou outros; marketing é pra descobrir isso. Os e-books são geralmente scanerizados (já vi e-bobk scanerizado de cópia xerox), mas muitas vezes costumam ser transformados via conversão OCR.

Na web muito material vai encontrar preservação para novas edições, também. Cito exemplo com filmes do Glauber Rocha: na restauração foi usado material baixado da web e cópias que o Brasil não possuía pra fazer o lançamento dos últimos DVDs. Tem livro, por exemplo, que não existe mais edição, nem em editora, nem em sebo, nem em biblioteca, e precisa ser lido em cursos de formação. O e-book resolve; exemplo: “Roteiro de cinema”,de Michel Chion. O autor quer esse “dinheiro perdido”, não providencia nova edição conforme a demanda de sua obra, e depois dirá ter sido roubado? Isso é fantasia.

“A única coisa que eu defendo de olhos fechados é o autor, com alguma contribuição a dar à cultura de seu país, e que se esforça para que todos tenham acesso ao seu trabalho.”. Mas autor sem público é um egoísta ou um louco que não almeja reverberação de sua obra, quer dizer, não é autor, nem artista. Por isso, se é pra defender autor, com o mesmo entusiasmo deve-se defender seu público; com apenas um dos dois a obra autoral é só vaidade.

“É preciso muita discussão, muito entendimento, e a conclusão numa lei de direitos autorais sólida, que permita em contrapartida a divulgação ampla de cultura a quem não tem acesso a ela.”. Num ponto eu discordo: a lei deve ser conseqüência da relação fundamental autor-público, caso contrário dá no que está hoje: interesse de mercado sobre direito autoral e direito cultural humano. Antes de assumir lucro, autor deve assumir cultura e público, aí tudo fica equilibrado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Suzana,</p>
<p>Revisor é uma categoria mau paga, e injustamente: muitas vezes ela melhora texto de autor. Precisam sem melhor pagos também, pois como você disse, o trabalho é árduo.</p>
<p>Quando você falou do longo período de gestação de uma obra autoral; profissionais, quando são pagos, recebem baseado em horas trabalhadas. Qual autor no planeta que recebe de qualquer editora o pagamento equivalente às horas trabalhadas? Um escritor que demorou 10 anos de pesquisa e redação recebe equivalente aos 10 anos? Isso não é real. Aposta que seja ingresso na história, talvez. Quero dizer que nenhuma obra intelectual recebe pagamento correspondente, tanto pelo tempo de serviço autoral, como pelo acesso de público. Com filme isso pode ser visto bem: chega num ponto em que um passa na TV aberta; um canal compra direitos de exibição; quem vê o filme só na TV aberta (não viu em cinema, DVD, TV à cabo), não pagou um tostão – “Ah, mas o autor recebeu!”; se tiver uma família de 8 pessoas num televisor, pela lógica de autor roubado, não. Pela mesma lógica, não tem jeito, o autor sempre será roubado de alguma maneira (Quanto ele recebe de 20 pessoas que pegaram um livro na biblioteca?).</p>
<p>Essa contabilidade, na prática, nunca fecha. É um pouco paranóia toda hora dizer “Pega-ladrão, autor roubado!”. O sempre tem uma parte de seus ganhos que não é dinheiro; pra isso a indústria cultural quis fechar os olhos, mas a demanda por cultura nessa era de multiplicidade de comunicação, descobrindo a internet, virou novamente o jogo. Se o autor não contabilizar ganhos imateriais, e dele não souber tirar valor, para então gerar dinheiro, aí se estrepa.</p>
<p>Quero dizer que está na hora de todo o mercado editorial assumir a realidade de livro digital e saber fazer dinheiro com quem gosta de e-book; cobre um preço baixo por um material digital de qualidade – “Mas aí vão inundar a internet de material pra ser baixado, aí sim roubado”; então, quem fizer download da editora ganha desconto pra comprar o livro impresso ou outros; marketing é pra descobrir isso. Os e-books são geralmente scanerizados (já vi e-bobk scanerizado de cópia xerox), mas muitas vezes costumam ser transformados via conversão OCR.</p>
<p>Na web muito material vai encontrar preservação para novas edições, também. Cito exemplo com filmes do Glauber Rocha: na restauração foi usado material baixado da web e cópias que o Brasil não possuía pra fazer o lançamento dos últimos DVDs. Tem livro, por exemplo, que não existe mais edição, nem em editora, nem em sebo, nem em biblioteca, e precisa ser lido em cursos de formação. O e-book resolve; exemplo: “Roteiro de cinema”,de Michel Chion. O autor quer esse “dinheiro perdido”, não providencia nova edição conforme a demanda de sua obra, e depois dirá ter sido roubado? Isso é fantasia.</p>
<p>“A única coisa que eu defendo de olhos fechados é o autor, com alguma contribuição a dar à cultura de seu país, e que se esforça para que todos tenham acesso ao seu trabalho.”. Mas autor sem público é um egoísta ou um louco que não almeja reverberação de sua obra, quer dizer, não é autor, nem artista. Por isso, se é pra defender autor, com o mesmo entusiasmo deve-se defender seu público; com apenas um dos dois a obra autoral é só vaidade.</p>
<p>“É preciso muita discussão, muito entendimento, e a conclusão numa lei de direitos autorais sólida, que permita em contrapartida a divulgação ampla de cultura a quem não tem acesso a ela.”. Num ponto eu discordo: a lei deve ser conseqüência da relação fundamental autor-público, caso contrário dá no que está hoje: interesse de mercado sobre direito autoral e direito cultural humano. Antes de assumir lucro, autor deve assumir cultura e público, aí tudo fica equilibrado.</p>
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		<title>Por: Suzana</title>
		<link>http://livroseafins.com/livros-downloads-e-pirataria-o-debate-jamais-terminara/comment-page-1/#comment-24184</link>
		<dc:creator>Suzana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 15:58:49 +0000</pubDate>
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		<description>Sobre esse trecho:

&quot;Tenho entrado em fóruns portugueses, que refletem hoje a xenofobia reinante no país depois que dois brasileiros assaltaram um banco. A palavra de ordem é “Expulsem os imigrantes e Portugal será o paraíso sobre a terra”.&quot;

Como no mercado editorial, não há soluções imediatas. Fazer cópias piratas dos livros para serme baixadas na internet não vai resolver o problema. Só vai prejudicar os autores. É preciso muita discussão, muito entendimento, e a conclusão numa lei de direitos autorais sólida, que permita em contrapartida a divulgação ampla de cultura a quem não tem acesso a ela.

Expulsar os imigrantes e copiar livros na internet não é a solução.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre esse trecho:</p>
<p>&#8220;Tenho entrado em fóruns portugueses, que refletem hoje a xenofobia reinante no país depois que dois brasileiros assaltaram um banco. A palavra de ordem é “Expulsem os imigrantes e Portugal será o paraíso sobre a terra”.&#8221;</p>
<p>Como no mercado editorial, não há soluções imediatas. Fazer cópias piratas dos livros para serme baixadas na internet não vai resolver o problema. Só vai prejudicar os autores. É preciso muita discussão, muito entendimento, e a conclusão numa lei de direitos autorais sólida, que permita em contrapartida a divulgação ampla de cultura a quem não tem acesso a ela.</p>
<p>Expulsar os imigrantes e copiar livros na internet não é a solução.</p>
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		<title>Por: Suzana</title>
		<link>http://livroseafins.com/livros-downloads-e-pirataria-o-debate-jamais-terminara/comment-page-1/#comment-24183</link>
		<dc:creator>Suzana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 15:56:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.alessandromartins.com/?p=1655#comment-24183</guid>
		<description>ANG;

Não defendo nem ataco; ele é o que existe, e para mim é extremamente ultrapassado e deve com urgência ser modificado.

Tenho entrado em fóruns portugueses, que refletem hoje a xenofobia reinante no país depois que dois brasileiros assaltaram um banco.  A palavra de ordem é &quot;Expulsem os imigrantes e Portugal será o paraíso sobre a terra&quot;.

O que eu defendo aqui é a mudança disso:

Os revisores (que zelam para que você tenha livros escritos num excelente português) ganham de R$ 2 a R$ 3 a página - e são obrigados, muitas vezes, até a fazer pesquisa sobre a origem de certos nomes, a procedência de certas obras e a correção de datas históricas. Por R$ 2 a página. Gastam até um mês num livro de 100 páginas para ganhar entre R$ 200 e R$ 300. É humanamente impossível fazer mais de dois livros por vez. Ganho mensal: R$ 600.

Os autores levam muitas vezes anos a escrever um livro. Pesquisam, trabalham, vivem pela conclusão da obra. Uma pessoa compra, digita o livro inteirinho e disponibiliza na internet. E ele não vê um tostão por isso. Quem baixa não compra. E ele não ganha.

A livraria, que não compra seu estoque (nem o tem) come 50% do valor do livro - a Laselva, que quase tem o monopólio das livrarias de aeroportos, cobra 65% a título de consignação.

O preço final de venda de um livro, numa grande editora, segue a mesma lógica de uma peça de roupa em butique: se é best seller vai ter preço de best seller. Assim sendo, um livro de custo R$ 7 sai a R$ 55, R$ 60. Paga-se a etiqueta, não o conteúdo.

A prestação de contas do autor é trimestral - ele vê a cor do dinheiro de três em três meses.

A única coisa que eu defendo de olhos fechados é o autor, com alguma contribuição a dar à cultura de seu país, e que se esforça para que todos tenham acesso ao seu trabalho.
Abs

Suzana</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ANG;</p>
<p>Não defendo nem ataco; ele é o que existe, e para mim é extremamente ultrapassado e deve com urgência ser modificado.</p>
<p>Tenho entrado em fóruns portugueses, que refletem hoje a xenofobia reinante no país depois que dois brasileiros assaltaram um banco.  A palavra de ordem é &#8220;Expulsem os imigrantes e Portugal será o paraíso sobre a terra&#8221;.</p>
<p>O que eu defendo aqui é a mudança disso:</p>
<p>Os revisores (que zelam para que você tenha livros escritos num excelente português) ganham de R$ 2 a R$ 3 a página &#8211; e são obrigados, muitas vezes, até a fazer pesquisa sobre a origem de certos nomes, a procedência de certas obras e a correção de datas históricas. Por R$ 2 a página. Gastam até um mês num livro de 100 páginas para ganhar entre R$ 200 e R$ 300. É humanamente impossível fazer mais de dois livros por vez. Ganho mensal: R$ 600.</p>
<p>Os autores levam muitas vezes anos a escrever um livro. Pesquisam, trabalham, vivem pela conclusão da obra. Uma pessoa compra, digita o livro inteirinho e disponibiliza na internet. E ele não vê um tostão por isso. Quem baixa não compra. E ele não ganha.</p>
<p>A livraria, que não compra seu estoque (nem o tem) come 50% do valor do livro &#8211; a Laselva, que quase tem o monopólio das livrarias de aeroportos, cobra 65% a título de consignação.</p>
<p>O preço final de venda de um livro, numa grande editora, segue a mesma lógica de uma peça de roupa em butique: se é best seller vai ter preço de best seller. Assim sendo, um livro de custo R$ 7 sai a R$ 55, R$ 60. Paga-se a etiqueta, não o conteúdo.</p>
<p>A prestação de contas do autor é trimestral &#8211; ele vê a cor do dinheiro de três em três meses.</p>
<p>A única coisa que eu defendo de olhos fechados é o autor, com alguma contribuição a dar à cultura de seu país, e que se esforça para que todos tenham acesso ao seu trabalho.<br />
Abs</p>
<p>Suzana</p>
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