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	<title>Comentários sobre: Livro(e)</title>
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	<description>É para gostar de ler.</description>
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		<title>Por: Simone</title>
		<link>http://livroseafins.com/livroe/comment-page-1/#comment-23413</link>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:54:40 +0000</pubDate>
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		<description>Para o autor de livros, a verdade é que se vai trocar seis por meia-dúzia. Não ganhamos quase nada com o sistema atual, e deve ser assim com o novo. A não ser que cada autor se torne uma espécie de editora, vendendo cópias (digitais ou não) de suas obras, talvez reunidas com a de outros num site gerido por um editor que levasse uma pequena porcentagem (de forma a não se perder o crivo editorial); aí, sim, poderíamos ganhar algum dinheiro.
O mesmo vale para o artista musical mais alternativo.
Então sou a favor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para o autor de livros, a verdade é que se vai trocar seis por meia-dúzia. Não ganhamos quase nada com o sistema atual, e deve ser assim com o novo. A não ser que cada autor se torne uma espécie de editora, vendendo cópias (digitais ou não) de suas obras, talvez reunidas com a de outros num site gerido por um editor que levasse uma pequena porcentagem (de forma a não se perder o crivo editorial); aí, sim, poderíamos ganhar algum dinheiro.<br />
O mesmo vale para o artista musical mais alternativo.<br />
Então sou a favor.</p>
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	<item>
		<title>Por: Suzana</title>
		<link>http://livroseafins.com/livroe/comment-page-1/#comment-23412</link>
		<dc:creator>Suzana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 13:54:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.alessandromartins.com/?p=1164#comment-23412</guid>
		<description>E comentando o que o leitor Jefferson escreveu:

&quot;O ordenamento jurídico cada vez mais aproxima-se dos fundamentos constitucionais e afasta-se dos interesses classistas que tentam manter a informação como privilégio de poucos e objeto único e exclusivo de lucro.&quot;

Fabrício Carpinejar é um dos poucos poetas contemporâneos consagrados que conseguem ter público no país. É casado, pai de dois filhos, e mesmo com reconhecimento da crítica e do público, trabalha na Unisinos, dá palestras e cursos, apresenta programa de rádio, escreve artigos para jornais e revistas. Tenta, a seu jeito, espalhar cultura e poesia por onde vai e, ao mesmo tempo, viver do seu talento. Quando pode, não cobra. Seu sustento vem da Unisinos e da venda dos livros. Não visa &quot;o lucro&quot; nem tem &quot;interesses classistas&quot;. Seu ganha-pão é escrever.

Se assim fossem, numa análise rasteira, então liberemos os alimentos que compõem uma cesta básica - que sejam distribuídos gratuitamente nos supermercados. Que os jornais não possam mais bloquear informações somente para assinantes. Que revistas de informação sejam distribuídas de graça nas bancas, assim como jornais.  Liberem-se os sinais da TV a cabo e os ingressos no cinema e no teatro.

E me lembro da grande Cacilda Becker (frase que hoje está gravada numa placa em frente ao teatro Gláucio Gil, no Rio): &quot;Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender&quot;.

Bom senso - só isso é necessário.

Abs

Suzana</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E comentando o que o leitor Jefferson escreveu:</p>
<p>&#8220;O ordenamento jurídico cada vez mais aproxima-se dos fundamentos constitucionais e afasta-se dos interesses classistas que tentam manter a informação como privilégio de poucos e objeto único e exclusivo de lucro.&#8221;</p>
<p>Fabrício Carpinejar é um dos poucos poetas contemporâneos consagrados que conseguem ter público no país. É casado, pai de dois filhos, e mesmo com reconhecimento da crítica e do público, trabalha na Unisinos, dá palestras e cursos, apresenta programa de rádio, escreve artigos para jornais e revistas. Tenta, a seu jeito, espalhar cultura e poesia por onde vai e, ao mesmo tempo, viver do seu talento. Quando pode, não cobra. Seu sustento vem da Unisinos e da venda dos livros. Não visa &#8220;o lucro&#8221; nem tem &#8220;interesses classistas&#8221;. Seu ganha-pão é escrever.</p>
<p>Se assim fossem, numa análise rasteira, então liberemos os alimentos que compõem uma cesta básica &#8211; que sejam distribuídos gratuitamente nos supermercados. Que os jornais não possam mais bloquear informações somente para assinantes. Que revistas de informação sejam distribuídas de graça nas bancas, assim como jornais.  Liberem-se os sinais da TV a cabo e os ingressos no cinema e no teatro.</p>
<p>E me lembro da grande Cacilda Becker (frase que hoje está gravada numa placa em frente ao teatro Gláucio Gil, no Rio): &#8220;Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender&#8221;.</p>
<p>Bom senso &#8211; só isso é necessário.</p>
<p>Abs</p>
<p>Suzana</p>
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		<title>Por: Suzana</title>
		<link>http://livroseafins.com/livroe/comment-page-1/#comment-23411</link>
		<dc:creator>Suzana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 13:37:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.alessandromartins.com/?p=1164#comment-23411</guid>
		<description>Oi, Alessandro;

Trabalhei em três grandes editoras e hoje presto  serviço a várias - grandes e pequenas. Já vi desde o preço do livro ser determinado no chute (tendo preço de custo a R$ 7 e preço de venda fixado em R$ 55) a editores calculando no lápis a mínima margem de lucro que viabilizasse a edição de um título.

A meu ver, mercado editorial não é um assunto A + B = C. Envolve desde uma cultura de que &quot;livro é para as elites&quot; até a desinformação de quem acha que &quot;cultura (=livros) é direito de todos e, por isso, dever ser gratuito&quot;. Sim, cultura é para todos, mas escrever é o ganha-pão do escritor. A maioria dos grandes autores não consegue sustentar-se se não der aulas (Cristovão Tezza), ter outro emprego (Fabrício Carpinejar) ou receber um grande prêmio que lhe dê independência financeira (Lygia Bojunga).

Esse assunto não pode ser resolvido numa canetada. Sim, as editoras recebem subsídios, mas o normal de toda e qualquer tiragem de três mil exemplares é ser vendida num prazo médio de dois anos. O editor edita um título para ver o lucro total em dois anos.  Não contabilizemos os imensos sucessos editoriais - como Harry Potter e Paulo Coelho - porque eles são fenômenos. A imensa parte das editoras tem despesas hoje para receber em dois anos. Os autores recebem adiantamentos, que serão descontados das vendas.

Sim, estudantes deveriam ter acesso a livros mais baratos. Livros técnicos, como os de biologia (cujas edições são revistas a cada congresso anual) deveriam poder ter um &quot;upload&quot; - são livros que custam algumas centenas de reais (eu usei algunss, quando cursei Biologia, e eles caducavam de ano para ano).

A lei diz que cópia é ilegal. O estudante sem recursos diz que tem direito ao acesso a livros. O escritor chia quando vê seu livro em cópias ou em arquivos sendo baixados na net sem sua permissão. A razão está com todos. O que é preciso fazer é achar uma solução que contemple a todos os lados - o estudante (que precisa de livros), o escritor (que precisa de seu ganha-pão), a editora  (que investe e precisa ter retorno).

Mas, enquanto isso, o único realmente prejudicado com o download não regulamentado dos livros é o escritor - que precisa do dinheiro das vendas.  Sua profissão é essa:  escritor, mesmo que ela não seja reconhecida como tal por muita gente.

Abs

Suzana</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Alessandro;</p>
<p>Trabalhei em três grandes editoras e hoje presto  serviço a várias &#8211; grandes e pequenas. Já vi desde o preço do livro ser determinado no chute (tendo preço de custo a R$ 7 e preço de venda fixado em R$ 55) a editores calculando no lápis a mínima margem de lucro que viabilizasse a edição de um título.</p>
<p>A meu ver, mercado editorial não é um assunto A + B = C. Envolve desde uma cultura de que &#8220;livro é para as elites&#8221; até a desinformação de quem acha que &#8220;cultura (=livros) é direito de todos e, por isso, dever ser gratuito&#8221;. Sim, cultura é para todos, mas escrever é o ganha-pão do escritor. A maioria dos grandes autores não consegue sustentar-se se não der aulas (Cristovão Tezza), ter outro emprego (Fabrício Carpinejar) ou receber um grande prêmio que lhe dê independência financeira (Lygia Bojunga).</p>
<p>Esse assunto não pode ser resolvido numa canetada. Sim, as editoras recebem subsídios, mas o normal de toda e qualquer tiragem de três mil exemplares é ser vendida num prazo médio de dois anos. O editor edita um título para ver o lucro total em dois anos.  Não contabilizemos os imensos sucessos editoriais &#8211; como Harry Potter e Paulo Coelho &#8211; porque eles são fenômenos. A imensa parte das editoras tem despesas hoje para receber em dois anos. Os autores recebem adiantamentos, que serão descontados das vendas.</p>
<p>Sim, estudantes deveriam ter acesso a livros mais baratos. Livros técnicos, como os de biologia (cujas edições são revistas a cada congresso anual) deveriam poder ter um &#8220;upload&#8221; &#8211; são livros que custam algumas centenas de reais (eu usei algunss, quando cursei Biologia, e eles caducavam de ano para ano).</p>
<p>A lei diz que cópia é ilegal. O estudante sem recursos diz que tem direito ao acesso a livros. O escritor chia quando vê seu livro em cópias ou em arquivos sendo baixados na net sem sua permissão. A razão está com todos. O que é preciso fazer é achar uma solução que contemple a todos os lados &#8211; o estudante (que precisa de livros), o escritor (que precisa de seu ganha-pão), a editora  (que investe e precisa ter retorno).</p>
<p>Mas, enquanto isso, o único realmente prejudicado com o download não regulamentado dos livros é o escritor &#8211; que precisa do dinheiro das vendas.  Sua profissão é essa:  escritor, mesmo que ela não seja reconhecida como tal por muita gente.</p>
<p>Abs</p>
<p>Suzana</p>
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	<item>
		<title>Por: Flávia</title>
		<link>http://livroseafins.com/livroe/comment-page-1/#comment-23410</link>
		<dc:creator>Flávia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 13:35:09 +0000</pubDate>
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		<description>Eu já tive MUUUITO desenho plagiado, copiado, assinado por outro. Por muito tempo os escondi principalmente da internet, mas depois de um tempo entendi que existem dois tipos de pessoas:

As que criam e as que copiam.

Se o primeiro tipo resolver se esconder como eu fazia é o fim do segundo tipo. E não será o fim do primeiro, evidente.

Eu sou do primeiro tipo. =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já tive MUUUITO desenho plagiado, copiado, assinado por outro. Por muito tempo os escondi principalmente da internet, mas depois de um tempo entendi que existem dois tipos de pessoas:</p>
<p>As que criam e as que copiam.</p>
<p>Se o primeiro tipo resolver se esconder como eu fazia é o fim do segundo tipo. E não será o fim do primeiro, evidente.</p>
<p>Eu sou do primeiro tipo. =)</p>
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